quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

A última viagem do Expresso do Oriente


A crise chega a todos, mesmo aos mitos aparentemente inabaláveis. Aquele que foi o comboio mais famoso e luxuoso do mundo durante 127 anos fez a sua última viagem completa no dia 14 de Dezembro.


O Expresso do Oriente unia Paris e Istambul através dos Balcãs. Foi palco de um dos crimes de Agatha Christie e inspirou muitas outras obras literárias como o “Drácula” de Bram Stoker e “Da Rússia com Amor”, de Ian Fleming.

Dia 4 de Outubro de 1883, a companhia inaugurou o então baptizado Express d'Orient. Na época, o comboio saía duas vezes por semana da estação Gare de l'Est, em Paris, e terminava na cidade de Giurgiu, na Roménia, passando por Estrasburgo, Munique, Viena, Budapeste e Bucareste.

Desde a sua inauguração em 1883 até hoje, a sua rota foi várias vezes alterada, seja por logística ou por questões políticas.

A viagem entre Veneza e Istambul vai continuar a funcionar, reservada como serviço de luxo com um custo de 5670 euros por pessoa. A proprietária da linha Paris-Viena, Euro Night Rail Services reconheceu que “os voos baratos e os comboios de alta velocidade obrigaram ao fim da rota.”

Os mistérios e histórias vividas no luxuoso comboio podem ainda ser recordados em exposições de objectos da primeira viagem.

domingo, 27 de dezembro de 2009

The Washington Ballet


O mundo da dança clássica, vulgarmente conhecida por ballet, é um mundo estranho e fascinante. Requer capacidades físicas aberrantes e quase sobre-humanas; utiliza poses forçadas e atitudes artificiais; é demasiado rígido e controlado para poder ser apelidado de "expressão corporal"; e, no entanto, no extremo destas qualidades apresenta a graça e a poesia de um conto de fadas. Captar em fotografias - imagens paradas - toda a beleza e magia desta arte do movimento humano não é tarefa fácil mas Cade Martin conseguiu-o de forma soberba no livro que comemora o décimo aniversário da companhia de dança "The Washington Ballet" (TWB). Chama-se muito apropriadamente Wonderland.



As fotografias que recheiam o livro são magníficas e tecnicamente irrepreensíveis. Ilustram os grandes sucessos da companhia - Peter Pan, O Quebra-nozes, A sagração da Primavera, etc. mas também nos dão algumas imagens encenadas e muito humorísticas, além de outras que nos mostram os membros da companhia mais de perto na sua actividade de bastidores e que nos dão uma perspectiva bem real do que significa ser um bailarino profissional. Isso tudo encontramos em Wonderland.


Maravilha aterradora



O vulcão Mayon, perto de Cagsawa, a suil de Manila, nas Filipinas, continua a cuspir um rio de lava desde quarta-feira, proporcionando este espectáculo natural tão maravilhoso quanto aterrador. As colunas de cinza e fumo tornam a localidade impossível de habitar por estes dias. Fotografia: Romeo Ranoco/Reuters

sábado, 26 de dezembro de 2009

Julian Casablancas

Cacau quente. Para aquecer no Inverno


Antes de serem inventadas as tabletes de chocolate, costumava beber-se cacau quente. O hábito começou em Espanha, onde as plantações de grãos de cacau do descobridor Hernán Cortés eram as maiores da Europa, e o costume depressa se expandiu. Hoje, todas as desculpas são boas para beber uma chávena de cacau quente. Mas já o eram no século XVI.


Cortés trouxe a receita do México, quando o imperador azteca Montezuma o apresentou ao "xocolatl", a primeira palavra para chocolate. Numa altura em que ainda não corriam os mitos de que o chocolate fazia borbulhas, acredita-se que o povo azteca bebia duas mil chávenas de chocolate por dia. Só 50 eram consumidas pelo próprio imperador. O chocolate era servido frio, com baunilha e outras especiarias e tinha um sabor diferente do actual cacau quente: era picante e mais amargo.

No século XVIII, as "Casas de Chocolate" londrinas começaram a competir com as "Casas de Café" e o cacau quente açucarado deixou de ser uma bebida aristocrática. Na Europa Ocidental e na América, a bebida tornou-se um sucesso e era usada para aliviar dores improváveis, como as de estômago.

Em 2003, um estudo da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, provou que o cacau quente ajuda a prevenir o cancro e reduz o risco de problemas cardíacos. Uma chávena contém o dobro dos antioxidantes da mesma quantidade de vinho ou chá verde. E, ao contrário do que se possa pensar, tem menos calorias do que uma tablete de chocolate.

São razões suficientes para ir aos dez sítios que recomendamos, ou para alimentar o velho cliché: um chávena fumegante de cacau em frente à lareira.



Xocoa. Chocolate quente portátil para passear e beber

A receita de chocolate quente da loja catalã já tem mais de cem anos. A marca surgiu em 1897 e já vai na quarta geração de donos. Em Lisboa, abriu a primeira loja em Maio e o chocolate quente espesso é o grande trunfo. “Vendemos em copos de papel para as pessoas poderem passear enquanto bebem”, diz o dono, Sérgio Felizardo.

Xocoa

Rua do Crucifixo, 112-114, Lisboa

Preço Copo pequeno: €1,25; Copo grande: €2,50; em pó para fazer em casa: €5,30

Horário das 10h00 às 20h00



Cacau com rum, pimenta, menta ou vinho do porto

A Rojoo tem a solução para quem já enjoou a tradicional receita de cacau quente: chocolate com sabores. Há chocolate quente de vinho do Porto, rum, pimenta ou menta para aquecer os paladares mais arrojados. “O chocolate quente é feito com barras de chocolate austríaco biológico”, explica Maria João Barros, dona da loja. Mas também há o clássico “chocolate espesso que se pode comer à colher”.

Rojoo

Rua de Santa Justa, 84, Lisboa

Preço Com sabores: €3,50; cacau quente tradicional: €2,95

Horário das 10h00 às 20h00



Uma receita à beira rio, à moda dos Açores

Ganhou fama nos Açores, chegou ao continente e lançou âncora no centro histórico do Porto. O Peter Café Sport está em plena Ribeira e, para lá de todas as bebidas próprias para marinheiros empedernidos, também tem chocolate quente. A vista é de cortar a respiração e a decoração é fantástica. Com o Douro a correr aos pés, agora livre dos aviõezinhos da Red Bull…


Peter Café Sport

Cais da Ribeira, 24, Porto

Preço €3

Horário das 10h às 00h00, quintas, sextas e sábados até às 2h00
Guarany. Um sítio clássico para uma proposta clássica

É um dos mais históricos cafés do Porto. Situado no coração da cidade, combina dois estilos arquitectónicos: traços antigos e um design mais moderno. Com o frio que se sente no Porto, beber um chocolate quente no Guarany e contemplar as magníficas pinturas que cobrem as paredes é sempre um bom programa.

Guarany
Avenida dos Aliados, 89/85, Porto

Preço €2,25 a chávena

Horário das 9h00 às 00h00


Receitas convencionais e exóticas

A Cacao Sampaka é ideal para todos os viciados em chocolate. A variedade é tanta que, na loja, até se vendem tabletes de chocolate com gin tónico. Em matéria de cacau quente também está bem apetrechada: além do cacau em pó para levar para casa, a cafetaria na loja das Amoreiras serve duas receitas desta bebida quente, uma tradicional e uma Azteca. A primeira leva canela e a mais exótica tem 80% de cacau e especiarias.

Cacao Sampaka

Centro Comercial Amoreiras

Preço Uma chávena: €3,50; em pó para fazer em casa: €7,95

Horário das 10h00 às 23h00


Praia da Luz. Caneca numa mão, um livro na outra

A Praia da Luz é uma das mais conhecidas da Foz. A sua esplanada tornou-se famosa e chegou mesmo a ser o centro da movida portuense. Mesmo em frente ao mar, quase sempre revolto por estas paragens, a Praia da Luz oferece o chocolate quente num ambiente de grande quietude. Com uma manta sobre os joelhos e um bom livro na mão está assegurado um dia sem grande stress.

Esplanada Praia da Luz

Praia da Luz, Av. Brasil, Porto

Preço €2,80

Horário das 9h00 às 2h00
Mais de 75 anos de chocolate quente para gulosos
Para quem gosta de chocolate, ir ao Porto e não ir à Arcádia é quase como ir a Roma e não ver o Papa. Há mais de 75 anos que esta marca faz as delícias de miúdos e graúdos. O novo espaço na Avenida da Boavista, para lá dos tradicionais e apetitosos bombons, também tem no menu o chocolate quente. O problema é que não será fácil ficar-se só pela bebida…


Arcádia - Casa do Chocolate

Avenida da Boavista, 1046, Porto

Preço mini copo: 1,20€; copo grande €1,80

Horário das 8h00 às 23h00




Receitas quentes para fazer em casa


Chocolate Quente de Canela

(receita da cozinheira Mafalda Pinto Leite)

Ingredientes

Duas chávenas de leite; dois paus de canela ou meia colher de chá de canela em pó; 50 g de chocolate preto cortado aos pedaços; uma colher de sopa de açúcar castanho; duas gotas de essência de baunilha; uma pimenta malagueta (opcional)

Preparação

Escalde o leite e a canela numa panela pequena em lume brando. Também pode juntar uma pimenta malagueta para dar um sabor mais exótico. Retire do lume, tape e espere dez minutos. Passe por um coador para retirar a canela. Volte a pôr o leite na panela ao lume. Junte o chocolate e o açúcar e bata até o chocolate derreter. Junte as gotas de baunilha e misture. Sirva em chávenas e use paus de canela como colheres.
Irish Coffee

(uma pessoa)

Ingredientes

Uma colher de chá de açúcar; café forte; 90 ml de uísque irlandês num copo de balão; uma colher de chantilly
Preparação
Misture o açúcar com o café e depois o uísque. Mexa e enquanto o café continua a girar, deite as natas lentamente num movimento circular. Deixe que se mantenham à superfície e não volte a mexer.


Glühwein
(receita alemã)

Ingredientes

Uma garrafa de vinho tinto; um limão; uma laranja; um pau de canela; cardamomo ou gengibre; três cravos-da-Índia; três colheres de sopa de açúcar

Preparação

Aqueça o vinho sem ferver. Junte limão e laranja em fatias. Adicione a canela, os cravos-da-índia, o açúcar e cardamomo ou gengibre. Aqueça tudo durante cinco minutos e espere uma hora. Antes de servir, reaqueça e coe. Sirva em canecas.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

O mau tempo pelo mundo




Muita chuva, neve acima dos 300 metros de altitude e bastante frio.
Mau tempo pelo mundo

Vladimir Kush - surrealismo e ilusão



O Surrealismo sempre foi uma tendência controversa na história da pintura. Tanto é venerada pelo seu aspecto fantástico e temática delirante, que agrada facilmente, convenhamos, como faz erguer uma legião de detractores. Estes últimos apontam-lhe sobretudo a falta de subtileza e racionalidade, relegados para segundo plano pelos efeitos espectaculares. Para o bem ou para o mal, a pintura surrealista parece estar de volta pela mão do artista russo Vladimir Kush que, na linha directa de Bosch, Magritte ou Dali, cria imagens paradoxais e fantásticas de aspecto minucioso e realista.


The Christmas Song

Esmiuçar Copenhaga

Em directo de Macau


Macau assistiu ontem à maior exibição de fogo de artifício jamais realizada no território. Na comemoração do décimo aniversário da Região Administrativa Especial de Macau, a pirotecnia no céu macaense durou 25 minutos.
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imagens do dia

Querem pôr estas fotos nos maços de tabaco


A Direcção Geral de Saúde francesa divulgou as fotos, consideradas chocantes, que pretende colocar nos maços de tabaco franceses até 2011.


As fotos propostas pela Comissão Europeia mostram os efeitos malignos – directos ou indirectos – causados pelo tabaco sobre a saúde humana. Pode-se ver, por exemplo, deformações corporais relacionadas com o tabagismo, um feto de uma mãe fumadora ou doentes com cancro.

Este tipo de imagens já aparecem nos maços de tabaco de vários países europeus como a Bélgica, Finlândia ou Lituânia. Em França já estão a causar polémica.
ionline

Prédio do Hot Clube de Portugal em risco



Depois de 60 anos, é o provável fim da cave do Hot Clube de Portugal na Praça da Alegria, em Lisboa. O prédio ardeu durante a madrugada, a sala de espectáculos foi inundada e o edifício poderá não ser recuperável.

O prédio que ardeu na madrugada desta terça-feira na Praça da Alegria era o edifício onde funcionava a sala de espectáculos do Hot Clube de Portugal, sendo as causas do incêndio ainda desconhecidas.


O fogo destruiu a cobertura do prédio que se encontrava devoluto, com excepção de um restaurante no rés-do-chão e do Hot Clube, que funcionava na cave.

A presidente da direcção do Hot Clube de Portugal disse que dificilmente a sala poderá voltar a ser utilizada, porque a cave ficou «inundada» e os instrumentos e os amplificadores destruídos.

Inês Cunha adiantou que vai tentar arranjar uma solução no curto prazo e apelou à ajuda da Câmara Municipal de Lisboa, que já se tinha mostrado empenhada em apoiar aquele espaço, tendo falado ainda na «recuperação do edifício».

Os técnicos de reabilitação urbana da Câmara de Lisboa chegaram entretanto ao local para avaliar os estragos do incêndio.

Entretanto, Inês Cunha disse à reportagem de TSF no local que os técnicos da Protecção Civil confirmaram que o interior do edifício está muito danificado.

Bernardo Moreira, um dos “pais” do Hot Clube de Portugal, afirmou à TSF que está optimista na recuperação do edifício, considerando que os danos do incêndio não serão muito avultados.

O Hot Clube de Portugal, o primeiro clube de jazz em Portugal, fez 60 anos em 2008.
tsf