quarta-feira, 21 de abril de 2010

O Movimento das Forças Armadas

A contestação dos capitães levou à criação do MFA (Movimento das Forças Armadas), que percebeu que só acabaria com a guerra colonial se derrubasse o regime que a sustentava.

A operação que acabaria na Revolução dos Cravos passou por momentos de grande tensão desde a primeira reunião em Bissau, a 21 de Agosto de 1973, até ao derradeiro encontro dos operacionais no Posto de Comando no dia 24 de Abril de 1974.

Assim se começou a preparar a queda da Ditadura instaurada em 1926..
  Salazar
Crimes da PIDE
Cronologia sobre o 25 de abril

Qualidade da democracia

«Não estou nada satisfeito com a qualidade da democracia, temos que a requalificar, revitalizar. A começar pela renovação das dinâmicas e das estruturas partidárias. E há uma remobilização dos cidadãos que é necessária», sustenta, em entrevista à rádio Antena 1, a primeira de uma série de três a antigos Presidentes da República do pós-25 de Abril, cujo aniversário se assinala no domingo.


Na entrevista, que passa hoje, na íntegra, às 10h, Jorge Sampaio elogia o «estilo» do novo líder do PSD, alerta para os «perigos» da politização da justiça e da judicialização da política e defende a «diminuição» do segredo de justiça e a manutenção da Constituição.

Quanto ao apoio à candidatura presidencial do socialista Manuel Alegre, o ex-secretário geral do PS garante que «isso é uma coisa» que dirá «primeiro» ao próprio, antes que «a toda a gente», mas deixa um recado: «O PS terá que se definir».

Questionado sobre de quem é a culpa pelo estado da democracia em Portugal, Sampaio responde: «Somos todos naturalmente responsáveis».

Para Sampaio, é necessário que «os poderes políticos saibam resistir, pela seriedade das suas propostas, àquilo que são as profundas influências de sectores corporativos da sociedade portuguesa».

E nomeia médicos, juízes, magistrados do Ministério Público, enfermeiros e funcionários públicos.

«Temos que saber que, quando estamos no Governo e na oposição, há um limite para satisfazer determinadas reivindicações e não se pode jogar a favor das reivindicações quando se está na oposição e contra quando se está no Governo», advoga, entendendo ser «absolutamente essencial» evitar a «promiscuidade» entre os sectores económico e político.

O antigo Presidente da República (1996-2006) defende a «diminuição do segredo de justiça» e aponta farpas à comunicação social que «arruína a reputação de uma pessoa».
«Apregoamos o princípio violando-o todos os dias e isso parece-me muito grave para a coesão social», sustenta.

Sobre os poderes presidenciais, considera-os «suficientes» e diz que a revisão constitucional «não é uma prioridade».
«Gosto pouco de estar constantemente a aperfeiçoar a Constituição», diz.
O ex-secretário geral do PS elogia ainda o «estilo» do novo líder do PSD, Pedro Passos Coelho, que «pode contribuir para a descrispação da vida política em Portugal» e para «um debate político sério, sem demagogias».
Ramalho Eanes e Mário Soares são os próximos entrevistados da Antena 1, quinta e sexta feiras, respectivamente.

Lusa / SOL

Tubo de Ensaio - TSF

Tubo de Ensaio - TSF

terça-feira, 20 de abril de 2010

Crise

É certo que os países tem problemas crónicos, mas a Comissão Europeia também acusa os grandes bancos de investimento e hedge funds de agravarem as condições de financiamento

Portugal e Grécia têm culpas directas na derrocada da confiança dos investidores nas respectivas dívidas nacionais, mas os grandes bancos de investimento mundiais e os fundos de alto risco (hedge funds), que especulam sobre o valor da dívida pública dos países e lucram com isso, também não saem bem na fotografia. Segundo a Comissão Europeia, estas empresas estão a contribuir para o descarrilamento das taxas de juro, agravando a situação financeira já de si debilitada dos governos e respectivas economias.


Fonte oficial do comissário europeu dos Serviços Financeiros, Michel Barnier, explicou ao i que "não nos cabe a nós dizer quais as instituições envolvidas [de forma activa, nos negócios com a dívida pública e com derivados para cobertura do risco]", mas aponta o dedo aos "grandes bancos de investimento e hedge funds" que estão a alimentar a instabilidade dos mercados.

Segundo a sua porta-voz, Michel Barnier "acredita fortemente que precisamos de pôr um ponto final a anos de escuridão, opacidade e comportamento secreto" na área dos derivados.

Um dos maiores bancos do mundo, o Citigroup, anunciou ontem lucros de 3,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre, o melhor resultado desde o início da crise financeira - o ressurgimento do mercado das obrigações foi um dos factores-chave nos bons resultados do banco.

Ontem, o secretário de Estado do Orçamento, Emanuel Santos, observou à TSF que "o apetite dos mercados não desaparece e há sempre tentações para atingir outros países". Para o governante, "o objectivo dos mercados é o lucro" e "portanto, se a Grécia não lhes chega, eles preparam-se para tentar colar à Grécia situações que não são iguais para tirarem partido dos spreads mais elevados", disse, referindo-se implicitamente a Portugal.

Os produtos financeiros problemáticos servem para cobrir os supostos riscos associados a outros activos - por exemplo, os CDS (Credit Default Swap) são muito usados para cobrir o risco das dívidas públicas, sobretudo as dos países mais fragilizados com a crise financeira e económica, como Grécia e Portugal. Estes seguros (CDS) cobrem o risco de incumprimento ou mesmo de falência das nações. O problema (para os contribuintes) é que, em muitos casos, quanto maior o risco e quanto pior estiver o país, mais ganham os investidores. Portanto, existem incentivos crescentes em fazer descarrilar os Estados. Portugal e Grécia acabam por ser os elos mais fracos da zona euro.

"Há neste momento duas verdades, duas metades do problema. A primeira: nós temos culpa porque nos pusemos a jeito com a evolução da situação económica nos últimos anos. Mas há outra: os inimigos do euro andam aí e há muitas pessoas que estão interessadas no fim da moeda única", constata Filipe Garcia, economista da consultora IMF.

Como e quando vai actuar a Comissão? O processo será complexo: "Temos de ver como é que os CDS estão a ser usados", refere a porta-voz de Barnier. Depois, "em Junho, faremos a nossa proposta sobre os derivados [CDS]", mas só em Outubro avançaremos com uma proposta autónoma que olhará especificamente para as vendas a descoberto [short selling] e outros aspectos em torno dos CDS".

A posição europeia terá de ser calibrada com os interesses da própria indústria e, sobretudo, com a vontade política do Reino Unido que, em Abril, provocou o adiamento dos avanços na regulação sobre os hedge funds. E terá de ser discutida com os restantes países mais ricos, nas próximas reuniões do G20. Uma acontecerá em Junho, no Canadá, outra em Novembro, Coreia do Sul.

Portugal e Grécia voltaram ontem a sentir grande hostilidade dos mercados, com os respectivos spreads [risco dos países] a disparar (ver texto ao lado) e a dificultar o financiamento da actividade interna. Há investidores, economistas e comentadores internacionais que acusam os países de terem cavado a sua própria sepultura nos últimos anos. Viveram a crédito e evoluíram pouco em termos económicos. Agora, que chegou a hora de pagar a factura, muitos levantam dúvidas sobre o músculo financeiro dessas nações e sobre a capacidade de irem ao mercado pedir emprestado.

A Grécia está bastante mal (os juros que estão a pedir ao país são exorbitantes), tendo Atenas aberto já a porta a uma possível utilização do pacto salvamento providenciado pela União Europeia e FMI. Segundo muitos especialistas, a Grécia está à beira da falência e Portugal já esteve mais longe.

A última investida foi de Simon Johnson. O antigo economista-chefe do FMI e colunista do "The New York Times", diz que Portugal vai ser "o próximo problema global". O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, ripostou: "São comentários reveladores de ignorância e que ilustram o preconceito céptico em relação ao euro". Em entrevista do "Jornal de Negócios", Johnson voltou à carga, acusando o governo de estar "em negação".
ionline

O novo Alqueva na "última zona virgem da Europa"

Hoje é dado o tiro de partida oficial para as obras do Parque Alqueva. Nas margens do maior lago artificial da Europa será construído um novo complexo turístico baptizado como Roncão d'El Rei. Nas palavras de quem tem a tarefa de o vender, trata-se da "última zona virgem da Europa".
"O Alentejo é como o Oeste para os americanos. Tem esse romantismo", explica. "Sabia que à noite é a única zona completamente negra na Europa? Ainda não foi tocada pelo desenvolvimento humano e agora temos este lago enorme [albufeira do Alqueva] que nos abre possibilidades que nunca estiveram lá."

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Erros alimentares são causa de um terço das doenças da voz

Uma em cada três pessoas tem doenças da voz devido a alterações e erros do regime alimentar, que provocam a subida de suco gástrico e irritam a laringe, revelou hoje o especialista Mário Andrea.

No Dia Mundial da Voz, o director do Departamento de Otorrinolaringologia, Voz e Perturbações da Comunicação do Hospital de Santa Maria disse à agência Lusa que «um terço das pessoas observadas durante os rastreios tem uma patologia que pode alterar a voz, a que se chama refluxo, provocado por alterações e erros do regime alimentar».


Segundo Mário Andrea, «a comida e os horários das refeições afectam a voz por causa da subida do suco gástrico, que irrita a laringe e a faringe», acrescentando que «as pessoas têm uma sensação de ardor na garganta e de aperto no pescoço».

O professor catedrático de Otorrinolaringologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa explicou que o estilo de vida moderno, com refeições ingeridas à pressa e sem horários, potencia as doenças da laringe, realçando ainda as consequências do «esforço vocal» do dia-a-dia.

«Depois do esforço as pessoas têm que ter descanso vocal, isto é, têm que ficar caladas, porque os músculos têm que descansar», disse, acrescentando que «a pessoa sai do trabalho e começa a falar ao telemóvel, o que não é o mesmo que conversar porque exige mais da voz».

O especialista defende que «é essencial estar atento a alterações na voz e quem suspeitar que não está tudo bem deve procurar o médico para fazer o diagnóstico precoce».

Foi por proposta de Mário Andrea, quando era presidente da Sociedade Europeia de Laringologia, que, em 2003, foi criado o Dia Mundial da Voz (World Voice Day) com o objectivo de «dar visibilidade aos problemas associados à voz».

Para evitar doenças do sistema vocal, o especialista considera que o mais importante é a hidratação, recomendando seis copos de água por dia, referindo que o tabaco é o grande inimigo da voz.

Mário Andrea avançou que, no universo de cerca de meio milhar de pessoas que habitualmente recorrem ao rastreio da voz, no Hospital de Santa Maria, são diagnosticadas em média três casos de tumor da laringe, realçando que «Portugal é o terceiro país da Europa com maior incidência de cancro na laringe».

«São diagnosticadas perturbações provocadas por má técnica vocal, lesões benignas, como pólipos, nódulos, quistos, e lesões pré-malignas que obrigam a vigilância e cerca de três casos de tumor na laringe em fase inicial»
sol

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Vulcão na Islândia


O tráfego aéreo paralisou no Reino Unido, na Bélgica, na Dinamarca, em quase toda a Noruega e no norte da Suécia. Em França, foram encerrados os aeroportos a norte do país e serão fechados, à noite, os de Paris. Os aeroportos nas cidades escocesas de Aberdeen, Glasgow e Edimburgo foram encerrados. Tanto o aeroporto de Belfast, na Irlanda do Norte, como o de Newcastle foram também encerrados. A BAA, operadora dos aeroportos britânicos, admitiu "grandes perturbações" no tráfego aéreo.ionline


 ÁS21horas de Lisboa,continuam a ser evacuadas pessoas

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tokio Hotel: "Nunca mais?"

A estupefacção de uma criança pelo histerismo provocado pelos Tokio Hotel é a "matéria prima" de um dos vídeos mais vistos e comentados da última semana - veja aqui.


Já lá vai uma semana sobre o concerto dos Tokio Hotel no Pavilhão Atlântico, mas o espectáculo da banda alemã entre nós continua a dar que falar.
Nos últimos dias, um vídeo exibido no Jornal Nacional, da TVI, deu a conhecer ao mundo uma fã de Tokio Hotel que, de braço autografado de fresco, garante que nunca mais o lavará, e uma menina ainda mais nova a quem essa promessa deixa estupefacta.
Veja aqui o vídeo de que se fala, com edição sonora à altura:

sábado, 10 de abril de 2010

Bom negócio!

O cônsul de honorário de Portugal na Alemanha, recebeu da empresa fornecedoras dos famigerados submarinos a Portugal (Ferrostaal), 1,6 milhões de euros de "luvas". Durão Barroso e Paulo Portas sabiam da negociata.
ferroadas

quinta-feira, 8 de abril de 2010

the parlotones

Simondon, Gilbert. “The Genesis of the Individual.”

linces em Silves

Nasceram os dois primeiros linces no Centro Nacional de Reprodução do Lince-Ibérico, em Silves. "Nasceram no domingo e são os dois primeiros nascidos em cativeiro desde que este programa foi criado. É uma boa notícia, e se tudo correr bem esperamos no futuro que estes e outros animais sejam libertados de forma a repovoarem a nossa natureza", afirmou ao CM a ministra do Ambiente, Dulce Pássaro.

Os dois linces são filhos da fêmea ‘Azahar’ e do macho ‘Drago’. ‘Azahar’ tem cinco anos e foi o primeiro lince a chegar a Portugal, a 26 de Outubro de 2009, e nunca tinha sido mãe. ‘Drago’ chegou a Portugal a 17 de Novembro, proveniente do centro de La Olivilla, na Andaluzia, Espanha.
O Centro de Reprodução de Silves foi inaugurado há 11 meses e nasceu para compensar os impactes ambientais da barragem de Odelouca.
cm

Vai divorciar-se? Apague a sua conta do Facebook

De acordo com o Anuário Estatístico de Portugal 2008, foram decretados, nesse ano, no país, 26.885 divórcios. Quantos desses poderão ter sido influenciados pelas redes sociais? Não se sabe. Ricardo Marques Candeias, fundador do serviço português online Divorcionet (www.divorcionet.pt) diz que a maior parte dos casos que lhe chegam são de separações por mútuo acordo. Nessas situações, garante, nem quer saber o motivo. Quando as razões apontadas pelo casal para pôr fim à relação transparecem no processo, são quase sempre as mesmas. "A rotina, o aparecimento de uma terceira pessoa ou questões económicas", assume.

O advogado admite já ter ouvido falar de casos de separação que envolveram o uso de redes sociais, mas nunca lhe passou pelas mãos situações como as que foram divulgadas pelo jornal inglês The Sun: uma mulher britânica, de 35 anos, descobriu que o marido avançara com o processo de divórcio pelo Facebook; outra mulher, de 28 anos, terminou com o casamento depois de descobrir que o marido dormia, virtualmente, com uma acompanhante no Second Life. "Mas já tive um cliente que chegou ao escritório com uma resma imensa de papéis, que ele imprimiu, e que eram conversas no Messenger entre a mulher e uma pessoa por quem ela se encantara", diz. Neste caso, conclui, "houve um divórcio por mútuo acordo".

O caso mais estranho que recorda foi o de um informático que, desconfiado das horas que a mulher passava no computador, descobriu que ela se inscrevera num "clube de amizade" online. "Ele foi ao "histórico" das conversas e percebeu que a amizade estava perto de se tornar em algo mais sério. A partir de determinada altura, tornou-se evidente que existira um contacto físico com uma pessoa desse clube", conta o advogado.

Nada que surpreendesse a psicóloga clínica e sexóloga Ana Carvalheira, que em 2005 defendeu a tese de doutoramento Relações interpessoais e comportamentos sexuais através da Internet. Partindo de uma amostra de 1266 utilizadores de chats - cinquenta por cento do sexo masculino e a outra metade do sexo feminino -, concluiu que 74,5 por cento deles tiveram uma relação na Internet e, destes, 84,7 por cento passara para o contexto offline. O trabalho de Carvalheira mostrou ainda que 56,2 por cento dos inquiridos acabaram por ter encontros sexuais off-line com pessoas conhecidas pela Internet. "As redes sociais não fazem muita diferença dos chats e do Messenger. São noções diferentes do mesmo fenómeno", diz a especialista ao P2.

Ana Carvalheira recorda que as principais motivações para o uso das ferramentas online se prendiam com "encontrar pessoas com os mesmos interesses, manter relações on-line, procurar parceiros para relações offline". A Net, diz, "é apenas mais um espaço social que permite o encontro entre as pessoas". E acrescenta que não é difícil extrapolar que, "da mesma forma que permite esses encontros que, de outra forma, nunca aconteceriam, também permite desfazer relações".

Sem dados para estabelecer se, em Portugal, as redes sociais poderão estar a ser usadas como motivo para divórcios, a psicóloga clínica pede cautela nessa associação. "A Internet tem algumas características especiais - o anonimato, a ausência de interacção física, a possibilidade de chegar a muitas pessoas de forma imediata -, mas penso que é apenas mais um meio de encontro. O enamoramento é fácil, a idealização do outro é enorme, o outro é muito construído. Mas, quando estas relações saem para o offline, estão sujeitas exactamente às mesmas vicissitudes do que todas as outras", avisa.

Somos mais exigentes

A socióloga Anália Torres, autora do livro Divórcio em Portugal, Ditos e Interditos - uma análise sociológica confirma que, por cá, o divórcio tem assumido novos contornos. Mas não os associa directamente à intervenção da Internet na vida dos casais. "As redes sociais são uma maneira de encontrar pessoas, mas não pode ser estabelecida uma relação de causalidade [entre elas e o aumento de divórcios em Portugal]. É verdade que há mais meios para as pessoas encontrarem outras sem saírem de casa, mas não se pode dizer que uma coisa [as redes sociais] produziu a outra [o aumento de divórcio]. Há, sim, maior facilidade de encontros."

O que se passou em Portugal, defende a socióloga, é que um conjunto de factores muito diversos levou a que "as pessoas cada vez menos tolerem estar em relações conjugais de mal-estar permanente", diz. Este aumento de exigência, associado à legalização do divórcio, no período pós-25 de Abril, e ao facto de as pessoas (sobretudo as mulheres) estarem "cada vez menos dependentes do casamento como modo de vida" são as principais razões para os portugueses se divorciarem mais, defende Anália Torres. O número de divórcios duplicou de 1990 para o ano 2000, mantendo uma tendência crescente, ainda que mais moderada, desde essa altura.

Pelo escritório de Maria Filomena Neto, nunca passou nenhum caso de divórcio sustentado nas redes sociais. Nem sequer um caso em que as informações partilhadas em redes como o Facebook, o Hi5, o Twitter ou o MySpace fossem utilizadas como provas em processos litigiosos. Mas esta não é uma preocupação alheia à advogada. "Já disse a dois clientes que se utilizarem as redes sociais estejam absolutamente seguros que o que lá colocam pode ser visto por toda a gente. O problema com estas redes é a falsa sensação de segurança que criam. É muito mais fácil, através destes meios, as pessoas fazerem confidências ao interlocutor, esquecendo-se de que o interlocutor é o mundo", diz.

Recentemente, a agência noticiosa Reuters revelou que a American Academy of Matrimonial Lawyers (Associação dos Advogados Matrimoniais) avisara que, nos últimos cinco anos, houve um aumento da utilização de dados colocados nas redes sociais em processos de litígio de casais - especialmente em casos que envolvem a custódia dos filhos. "Um processo de divórcio implica níveis elevados de escrutínio pessoal. Se se publica um post com informações que contradigam declarações ou promessas feitas previamente, o membro do casal que está a ser enganado será, certamente, uma das primeiras pessoas a reparar e a usar esses dados como prova", explicou a presidente da associação, Marlene Eskind Moses, à Reuters. No topo das redes sociais às quais os advogados norte-americanos recorrem, em busca de provas, surge, de novo, o Facebook, seguido do MySpace e do Hi5.

Por isso, o aviso que Kenneth Altshuler, vice-presidente daquela associação norte-americana, faz aos clientes é ainda mais veemente do que o de Maria Filomena Neto. "O meu primeiro conselho para os meus clientes é: encerrem a vossa página de Facebook", diz, citado pela Reuters. Altshuler cita exemplos que justificam a preocupação: o caso de uma mulher que lutava pela custódia do filho e que dissera, em tribunal, que estava comprometida, escrevendo, depois, na página pessoal do Facebook, que acabara de se separar de um namorado que a maltratava e que andava agora em busca de um homem rico. Ou o de um homem, também a lutar pela custódia de um filho, que dissera ser um ex-alcoólico e fora confrontado com fotografias suas, colocadas no Facebook, em que aparecia a beber numa festa do escritório. "Os juízes perdoam falhas humanas, mas não mentiras", disse o advogado.

As cinco regras

Por cá, os portugueses correm o mesmo risco de verem os textos ou fotografias colocados nas redes sociais expostos em processos judiciais de divórcio. Guilherme Oliveira, especialista em Direito da Família, diz que ainda "não há muita experiência" nestes casos, a nível nacional, mas admite que a utilização deste tipo de provas possa ser aceite por um juiz. "Uma rede social, mesmo que seja um espaço relativamente fechado, a que se acede por convite, não é tão fechado como uma carta. E a verdade é que em processos de divórcio a tendência é que as provas tenham sempre alguma dose de violação da intimidade da vida privada. Todos os argumentos avaliados em tribunal são coisas discretas ou secretas", justifica. Por isso, acrescenta: "Admito que esse tipo de prova seja valorado pelo tribunal."

Nos Estados Unidos, onde o fenómeno parece estar já amplamente instalado, um blogue nova-iorquino sobre divórcios, o New York Divorce Report, publicou já um conjunto de cinco regras para quem usa redes sociais e está em processo de divórcio. A saber: não se gabe (se diz a um juiz que não tem dinheiro, não pode depois gabar-se no Facebook das compras extravagantes que fez); não coloque online referências a qualquer tipo de festas (na altura de decidir a custódia das crianças, um juiz não simpatizará muito com quem aparece alcoolizado na Net); tenha cuidado com as amizades que aceita na sua rede social (diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és, lá diz o ditado); mantenha os detalhes do divórcio na esfera privada; não "desamigue" (as pessoas precisam de tempo para se ajustar, e retirar da lista de amizades, por exemplo, os ex-sogros pode causar problemas).De acordo com o Anuário Estatístico de Portugal 2008, foram decretados, nesse ano, no país, 26.885 divórcios. Quantos desses poderão ter sido influenciados pelas redes sociais? Não se sabe. Ricardo Marques Candeias, fundador do serviço português online Divorcionet (www.divorcionet.pt) diz que a maior parte dos casos que lhe chegam são de separações por mútuo acordo. Nessas situações, garante, nem quer saber o motivo. Quando as razões apontadas pelo casal para pôr fim à relação transparecem no processo, são quase sempre as mesmas. "A rotina, o aparecimento de uma terceira pessoa ou questões económicas", assume.

O advogado admite já ter ouvido falar de casos de separação que envolveram o uso de redes sociais, mas nunca lhe passou pelas mãos situações como as que foram divulgadas pelo jornal inglês The Sun: uma mulher britânica, de 35 anos, descobriu que o marido avançara com o processo de divórcio pelo Facebook; outra mulher, de 28 anos, terminou com o casamento depois de descobrir que o marido dormia, virtualmente, com uma acompanhante no Second Life. "Mas já tive um cliente que chegou ao escritório com uma resma imensa de papéis, que ele imprimiu, e que eram conversas no Messenger entre a mulher e uma pessoa por quem ela se encantara", diz. Neste caso, conclui, "houve um divórcio por mútuo acordo".

O caso mais estranho que recorda foi o de um informático que, desconfiado das horas que a mulher passava no computador, descobriu que ela se inscrevera num "clube de amizade" online. "Ele foi ao "histórico" das conversas e percebeu que a amizade estava perto de se tornar em algo mais sério. A partir de determinada altura, tornou-se evidente que existira um contacto físico com uma pessoa desse clube", conta o advogado.

Nada que surpreendesse a psicóloga clínica e sexóloga Ana Carvalheira, que em 2005 defendeu a tese de doutoramento Relações interpessoais e comportamentos sexuais através da Internet. Partindo de uma amostra de 1266 utilizadores de chats - cinquenta por cento do sexo masculino e a outra metade do sexo feminino -, concluiu que 74,5 por cento deles tiveram uma relação na Internet e, destes, 84,7 por cento passara para o contexto offline. O trabalho de Carvalheira mostrou ainda que 56,2 por cento dos inquiridos acabaram por ter encontros sexuais off-line com pessoas conhecidas pela Internet. "As redes sociais não fazem muita diferença dos chats e do Messenger. São noções diferentes do mesmo fenómeno", diz a especialista ao P2.

Ana Carvalheira recorda que as principais motivações para o uso das ferramentas online se prendiam com "encontrar pessoas com os mesmos interesses, manter relações on-line, procurar parceiros para relações offline". A Net, diz, "é apenas mais um espaço social que permite o encontro entre as pessoas". E acrescenta que não é difícil extrapolar que, "da mesma forma que permite esses encontros que, de outra forma, nunca aconteceriam, também permite desfazer relações".

Sem dados para estabelecer se, em Portugal, as redes sociais poderão estar a ser usadas como motivo para divórcios, a psicóloga clínica pede cautela nessa associação. "A Internet tem algumas características especiais - o anonimato, a ausência de interacção física, a possibilidade de chegar a muitas pessoas de forma imediata -, mas penso que é apenas mais um meio de encontro. O enamoramento é fácil, a idealização do outro é enorme, o outro é muito construído. Mas, quando estas relações saem para o offline, estão sujeitas exactamente às mesmas vicissitudes do que todas as outras", avisa.

Somos mais exigentes

A socióloga Anália Torres, autora do livro Divórcio em Portugal, Ditos e Interditos - uma análise sociológica confirma que, por cá, o divórcio tem assumido novos contornos. Mas não os associa directamente à intervenção da Internet na vida dos casais. "As redes sociais são uma maneira de encontrar pessoas, mas não pode ser estabelecida uma relação de causalidade [entre elas e o aumento de divórcios em Portugal]. É verdade que há mais meios para as pessoas encontrarem outras sem saírem de casa, mas não se pode dizer que uma coisa [as redes sociais] produziu a outra [o aumento de divórcio]. Há, sim, maior facilidade de encontros."

O que se passou em Portugal, defende a socióloga, é que um conjunto de factores muito diversos levou a que "as pessoas cada vez menos tolerem estar em relações conjugais de mal-estar permanente", diz. Este aumento de exigência, associado à legalização do divórcio, no período pós-25 de Abril, e ao facto de as pessoas (sobretudo as mulheres) estarem "cada vez menos dependentes do casamento como modo de vida" são as principais razões para os portugueses se divorciarem mais, defende Anália Torres. O número de divórcios duplicou de 1990 para o ano 2000, mantendo uma tendência crescente, ainda que mais moderada, desde essa altura.

Pelo escritório de Maria Filomena Neto, nunca passou nenhum caso de divórcio sustentado nas redes sociais. Nem sequer um caso em que as informações partilhadas em redes como o Facebook, o Hi5, o Twitter ou o MySpace fossem utilizadas como provas em processos litigiosos. Mas esta não é uma preocupação alheia à advogada. "Já disse a dois clientes que se utilizarem as redes sociais estejam absolutamente seguros que o que lá colocam pode ser visto por toda a gente. O problema com estas redes é a falsa sensação de segurança que criam. É muito mais fácil, através destes meios, as pessoas fazerem confidências ao interlocutor, esquecendo-se de que o interlocutor é o mundo", diz.

Recentemente, a agência noticiosa Reuters revelou que a American Academy of Matrimonial Lawyers (Associação dos Advogados Matrimoniais) avisara que, nos últimos cinco anos, houve um aumento da utilização de dados colocados nas redes sociais em processos de litígio de casais - especialmente em casos que envolvem a custódia dos filhos. "Um processo de divórcio implica níveis elevados de escrutínio pessoal. Se se publica um post com informações que contradigam declarações ou promessas feitas previamente, o membro do casal que está a ser enganado será, certamente, uma das primeiras pessoas a reparar e a usar esses dados como prova", explicou a presidente da associação, Marlene Eskind Moses, à Reuters. No topo das redes sociais às quais os advogados norte-americanos recorrem, em busca de provas, surge, de novo, o Facebook, seguido do MySpace e do Hi5.

Por isso, o aviso que Kenneth Altshuler, vice-presidente daquela associação norte-americana, faz aos clientes é ainda mais veemente do que o de Maria Filomena Neto. "O meu primeiro conselho para os meus clientes é: encerrem a vossa página de Facebook", diz, citado pela Reuters. Altshuler cita exemplos que justificam a preocupação: o caso de uma mulher que lutava pela custódia do filho e que dissera, em tribunal, que estava comprometida, escrevendo, depois, na página pessoal do Facebook, que acabara de se separar de um namorado que a maltratava e que andava agora em busca de um homem rico. Ou o de um homem, também a lutar pela custódia de um filho, que dissera ser um ex-alcoólico e fora confrontado com fotografias suas, colocadas no Facebook, em que aparecia a beber numa festa do escritório. "Os juízes perdoam falhas humanas, mas não mentiras", disse o advogado.

As cinco regras

Por cá, os portugueses correm o mesmo risco de verem os textos ou fotografias colocados nas redes sociais expostos em processos judiciais de divórcio. Guilherme Oliveira, especialista em Direito da Família, diz que ainda "não há muita experiência" nestes casos, a nível nacional, mas admite que a utilização deste tipo de provas possa ser aceite por um juiz. "Uma rede social, mesmo que seja um espaço relativamente fechado, a que se acede por convite, não é tão fechado como uma carta. E a verdade é que em processos de divórcio a tendência é que as provas tenham sempre alguma dose de violação da intimidade da vida privada. Todos os argumentos avaliados em tribunal são coisas discretas ou secretas", justifica. Por isso, acrescenta: "Admito que esse tipo de prova seja valorado pelo tribunal."

Nos Estados Unidos, onde o fenómeno parece estar já amplamente instalado, um blogue nova-iorquino sobre divórcios, o New York Divorce Report, publicou já um conjunto de cinco regras para quem usa redes sociais e está em processo de divórcio. A saber: não se gabe (se diz a um juiz que não tem dinheiro, não pode depois gabar-se no Facebook das compras extravagantes que fez); não coloque online referências a qualquer tipo de festas (na altura de decidir a custódia das crianças, um juiz não simpatizará muito com quem aparece alcoolizado na Net); tenha cuidado com as amizades que aceita na sua rede social (diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és, lá diz o ditado); mantenha os detalhes do divórcio na esfera privada; não "desamigue" (as pessoas precisam de tempo para se ajustar, e retirar da lista de amizades, por exemplo, os ex-sogros pode causar problemas).
publico

pixie lott

domingo, 4 de abril de 2010

Mosteiro de Santa Clara-a-Velha distinguido com o prémio Europa Nostra 2010

Dotado de um centro interpretativo, o monumento medieval reabriu no final de Abril de 2009, após uma profunda intervenção de conservação e restauro que durou 14 anos, estando próximo de atingir os 50 000 visitantes.


A candidatura ao galardão Europa Nostra 2010, entregue em Outubro de 2009, resultou de uma concertação de esforços com a Direcção Regional de Cultura do Centro e compreendeu informação técnica e científica sustentada num conjunto de plantas, fotografias e outros documentos.

O prémio distingue os melhores projectos de salvaguarda do património nas áreas da arquitectura, paisagem, arqueologia e arte.

Dia de Páscoa

domingo, 28 de março de 2010

A frase

“O mesmo Governo que nos explicou que não ia ainda aplicar a taxação das mais-valias bolsistas por causa da crise económica, decidiu, para mostrar que toca a todos, usar o ataque ao rendimento social de inserção e ao subsídio de desemprego como arma demagógica. Depois de ir aos que pagam, foi aos que não podem, para não ter de ir aos que não querem.”

Daniel Oliveira, "Expresso", 27-03-2010

Prepare-se para a subida da prestação da casa

Veja aqui

sábado, 27 de março de 2010

portico quartet

Gorduras saudáveis

Hà gorduras que devem ser consumidas diariamente, como as polinsaturadas presentes em alguns óleos alimentares. Além de serem uma fonte de energia, mantêm a temperatura corporal, hidratam a pele, permitem a produção das hormonas sexuais e ajudam a 'lubrificar' as articulações - são ideais para quem sofre de artroses.

O óleo de grainha de uva, por exemplo, é aconselhado para fritar alimentos, pois suporta temperaturas elevadas - 190º C - sem se deteriorar. Desta forma, conserva os seus nutrientes, como a vitamina E, que é um bom antioxidante.

As gorduras trans, por oposição, devem ser rejeitadas. Nos restaurantes da Califórnia já é proibido cozinhar com óleos cuja composição foi alterada para aguentar temperaturas elevadas a fritar alimentos. A nutricionista explica que ingerir este tipo de gorduras «sobrecarrega o fígado, os rins e até a pele», enquanto órgão excretório. «É normal surgirem irritações cutâneas, manchas ou borbulhas», acrescenta.
Mas a ideia de que as gorduras podem ser consumidas com benefícios para a saúde satisfaz quem gosta de comer croquetes ou rissóis. A especialista alerta, no entanto, para a quantidade destes alimentos que se ingere - «sempre menos de quatro» - e para o acompanhamento: «Deve optar-se por vegetais e não por arroz ou batatas fritas, que iriam dificultar a digestão».
Apesar de ser muito falado como o substituto saudável do óleo de girassol, o óleo de amendoim contém uma «espécie de fungo com efeitos cancerígenos». Daí que a opção caia mesmo sobre o de girassol pouco refinado, desde que apenas usado para temperar a frio.


Os óleos de linhaça e de noz - com um teor elevado de gorduras polinsaturadas - também são recomendados para temperar saladas de alface, rúcula, cenoura e beterraba, que até beneficiam desta associação. É que as vitaminas A, B, E e K destes hortícolas são lipossolúveis, logo só absorvidas através da gordura.
Para estufados e assados é melhor optar pelo azeite e pelo óleo de coco, menos sensíveis ao calor. O azeite é uma gordura monoinsaturada e quanto maior o seu grau de acidez mais adequado é para cozinhar. Já o óleo de coco, pelo sabor característico, «é ideal para pratos típicos indianos ou tailandeses».
Mas quem tiver programado fritar batatas no fim-de-semana, o melhor é cortá-las aos gomos e com casca, distribuí-las por um tabuleiro e regá-las com um fio de azeite. «Ficam saborosas, nutritivas e com menos gordura».
Note-se que a maior parte dos óleos são sensíveis à luz e ao calor. Devem ser guardados no frigorífico, numa despensa ou outro local fresco e escuro.

Azeite

O sumo da azeitona é uma gordura monoinsaturada, rica em antioxidantes e vitaminas que impedem a absorção do colesterol. Daí que o azeite seja recomendado para combater as doenças cardiovasculares.
Deve ser privilegiado o azeite virgem ou extra-virgem, extraído de forma mecânica e não recorrendo a químicos ou ao calor. Só desta forma se mantêm os nutrientes. Para cozinhar é recomendado o azeite refinado, pois suporta temperaturas mais elevadas.
Deve evitar-se deixar queimar a gordura. Se deitar fumo, é porque o lume está alto demais.

Óleo de noz

Rico em ómega 6, magnésio, potássio e vitamina E, é considerado o melhor dos óleos alimentares. Deve ser guardado no frigorífico e usado num período curto de tempo, pois ganha ranço com facilidade. Tal como o óleo de linhaça, é muito sensível ao calor. Quando é aquecido, pode até tornar-se tóxico.
Óleo de amendoim

Considerado um substituto do óleo de girassol, que aguenta temperaturas elevadas e permite fritar alimentos, o óleo de amendoim contém, no entanto, uma substância prejudicial à saúde. A aflotoxina é uma espécie de fungo dos amendoins, com efeitos cancerígenos.
Mas este óleo contém ainda resveratrol, um antioxidante.

Óleo de grainha de uva

É a melhor opção para temperar e cozinhar. Tem um sabor neutro - é ideal para usar em saladas no Verão - e aguenta temperaturas elevadas, mesmo quando não é muito refinado. Esta característica permite que seja utilizado nos fritos e nos salteados, durante os quais os alimentos se mantêm em contacto com o calor durante bastante tempo. Contém vitamina E e flavonóides.

Óleo de linhaça

Com um sabor parecido ao do azeite, o óleo de linhaça (ou de linho) é extraído das sementes do linho. É rico em ómega 3 e ómega 6 - duas gorduras polinsaturadas -, daí ser um bom alimento para quem come pouco peixe gordo (sardinha, cavala, chicharro ou atum ). Contém propriedades anti-inflamatórias.
Como deve ser usado a frio, é ideal para fazer pesto com manjericão ou espinafres e temperar puré de grão e alho, conhecido por hummus. Deve ser guardado no frigorífico.

francisca.seabra@sol.pt

Hoje é dia mundial do teatro

Tony williams feat. Freddie Hubbard

quarta-feira, 24 de março de 2010

Portugal é o país da Europa com mais doentes mentais


Os números apanharam de "surpresa" o próprio coordenador nacional para a saúde mental, Caldas de Almeida. Portugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população e aproxima-se perigosamente do campeão mundial Estados Unidos. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida. Para um grande mal, poucos remédios: 67% dos doentes graves estão sozinhos com o seu problema e nunca tiveram qualquer tratamento.
As conclusões são do primeiro estudo nacional sobre saúde mental, liderado por Caldas de Almeida, da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. O psiquiatra e também coordenador nacional para esta área explica a falta de tratamento por dois factores: "O estigma social que leva as pessoas a terem vergonha de procurar um médico e ao mesmo tempo a ausência de serviços especializados próximos, que cria dificuldades de acesso." Esta ausência de acompanhamento terapêutico contrasta com o elevado consumo de anti-depressivos e ansiolíticos. Como se explica a contradição? "Provavelmente temos pessoas que não precisam a tomar estes medicamentos e os que realmente precisam a não tomar nada", adianta.
Do total de portugueses com perturbações mentais, 6% apresentam quadros graves - nesta categoria os especialistas colocam a doença bipolar, as que levam a perda de capacidades e as que resultaram em tentativas de suicídio. Os médicos de família, nos centros de saúde, são o recurso mais comum. Nas doenças graves, acompanham quase metade dos doentes (47%), enquanto que os serviços especializados de saúde mental ficam pelos 39%. Isto apesar de Caldas de Almeida sublinhar que para estes pacientes isso não chega, "seguramente vão precisar de cuidados especializados". Também a grande maioria das patologias de gravidade moderada estão sem qualquer tratamento (65%) e as ligeiras que estão por acompanhar chegam aos 82%.
As perturbações mais comuns são as da ansiedade, com 16,5%, que em 3,2% dos casos assume proporções graves. "As pessoas costumam pensar que a depressão é que é grave, mas esquecem-se da ansiedade. Muitas vezes tem consequências também de grande gravidade", refere o coordenador do estudo. Neste conjunto, o mais comum são as fobias a situações específicas, com 8,6%, seguidas da perturbação obsessivo-compulsiva (4,4%). As depressões atingem 8% do total e, dentro destas, os bipolares representam 1%. Para uma segunda fase ficam as doenças psicóticas, como as esquizofrenias. Por terem uma dimensão menor, os casos não foram apanhados neste levantamento. Nas perturbações do controlo dos impulsos, 1,8% dos doentes têm explosões interminentes. O comportamento irado de alguns portugueses ao volante é o exemplo para a manifestação desta perturbação. Caldas de Almeida sublinha ainda que a hiperactividade/défice de atenção, normalmente associada às crianças, tem também expressão nos adultos: representa 0,4% das perturbações do controlo dos impulsos.
O estudo português integra um projecto liderado pela Universidade de Harvard e pela Organização Mundial de Saúde, que reúne 30 países. Estes são ainda os dados preliminares e, de acordo com os investigadores, muita da informação recolhida tem ainda de ser analisada. Um dos grandes objectivos é traçar o diagnóstico para depois adaptar os serviços de saúde às necessidades destes doentes. Os dados já recolhidos permitem perceber que a diferença entre Portugal e os restantes estados europeus é abissal. Aos 23% de prevalência nacional, Espanha contrapõe 9,2%, Itália 8,2% e a Bélgica 12%. Próximo do diagnóstico português apenas está a Ucrânia, com 20,5%. "É um padrão atípico", admite Caldas de Almeida. No caso das doenças graves, Portugal supera os 6%, enquanto que os outros países do Sul se ficam por 1%.

Para explicar a complexidade deste levantamento (feito em parceria com o centro de sondagens da Universidade Católica), Miguel Xavier, outro dos responsáveis pelo estudo, divulgou alguns números: 3849 entrevistados com mais de 18 anos, 150 entrevistadores, duas horas médias para cada entrevista e algumas a chegarem às quatro horas, seis anos desde o arranque do projecto. Pedro Magalhães, da Católica, refere que "foi o maior e mais complexo estudo" daquele centro.
ionline

segunda-feira, 22 de março de 2010

Câmaras não respeitam tempos de passagem de peões nos semáforos


O Decreto-Lei n.º 163/2006, de 8 de Agosto, estipula que estes semáforos devem permitir uma velocidade de 40 centímetros por segundo, o que, em princípio, não levanta problemas, por exemplo, a pessoas com dificuldades de locomoção. O referido diploma diz que o sinal verde de travessia de peões deve estar aberto o tempo suficiente para permitir a travessia, a uma velocidade de 0,4 m/s, de toda a largura da via ou até ao separador central, quando ele exista. Mas o habitual é entre um metro e vinte e um metro e meio por segundo.


A lei possibilita que pessoas com mobilidade reduzida possam atravessar a estrada,  porém,  o carácter "restritivo" desta norma, dá amplitude total para as câmaras fazerem o que quiserem.

Recentemente, a PSP lançou a campanha Pela Vida, Trave que estará em vigor até ao final do próximo mês de Maio e cujo objectivo é a diminuição do número de atropelamentos. Para além da fiscalização dos comportamentos dos condutores perante semáforos, sinais Stop e passadeiras, também será vigiado o eventul desrespeito na utilização das passadeiras por parte dos peões. Na campanha vão participar polícias à civil em viaturas descaracterizadas que podem aplicar coimas entre seis e 30 euros a quem, por exemplo, atravessar a estrada fora da passadeira dispondo de uma situada a uma distância de até 50 metros.
Travar as mortes
A campanha da PSP nasceu a partir da constatação de que, desde 2007 para cá, o número de mortos por atropelamento tem vindo a aumentar. Em 2007, este tipo de mortalidade representava 24,14 por cento do total das vítimas mortais em acidentes rodoviários, mas em 2009 passou a representar 40,01 por cento. Note-se que, nas áreas adstritas à PSP, o total de vítimas mortais até desceu entre 2007 e 2009 e continua a diminuir este ano. Porém, as vítimas mortais por atropelamento registadas em 2010 representam 40 por cento do total.

No todo nacional, e tendo em conta os dados mais recentes da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, referentes a 2008, morreram 12 pessoas atropeladas em passadeiras situadas dentro de localidades. O número de feridos é bem mais expressivo: 142 graves e 1798 ligeiros. Registaram-se, portanto, no ano de 2008, 1952 vítimas de atropelamentos, em passadeiras situadas dentro de localidades. No mesmo período, os registos em passadeiras fora das localidades é bem menor: um morto, três feridos graves e 12 feridos leves.

domingo, 21 de março de 2010

Nick Cave&Bad Seeds

Taça da Liga

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Dia da poesia

As vendas aumentam, mas editores e livreiros queixam-se de que o género é o que se vende menos.
Fernando Pessoa, Herberto Hélder e Manuel Alegre são os poetas que mais livros vendem em Portugal. No país dos poetas, há cada vez menos editoras a apostar na edição de poesia. Aquelas que o fazem dizem que as vendas estão a crescer. Já os livreiros apontam na direcção contrária e afirmam que a poesia se vende pouco. Apesar disto, as caixas de correio das editoras não cessam de se encher com manuscritos de aspirantes a poetas.




Falas de civilização...



Falas de civilização, e de não dever ser,

Ou de não dever ser assim.

Dizes que todos sofrem, ou a maioria de todos,

Com as coisas humanas postas desta maneira,

Dizes que se fossem diferentes, sofreriam menos.

Dizes que se fossem como tu queres, seriam melhor.

Escuto sem te ouvir.

Para que te quereria eu ouvir?

Ouvindo-te nada ficaria sabendo.

Se as coisas fossem diferentes, seriam diferentes: eis tudo.

Se as coisas fossem como tu queres, seriam só como tu queres.

Ai de ti e de todos que levam a vida

A querer inventar a máquina de fazer felicidade!

Alberto Caeiro

Dia da árvore

hoje começou a Primavera

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mais de cem mil portugueses vão limpar Portugal amanhã

O filme circulou no YouTube e em Julho do ano passado chamou a atenção de três portugueses - Nuno Mendes, Paulo Torres e Rui Marinho -, unidos pela paixão dos passeios em veículos todo-o-terreno. "O Nuno Mendes viu e mandou-nos", conta Paulo Torres, 50 anos, comerciante de Braga. "Eu respondi: "Vamos a isso"", diz Paulo Torres.


Passaram-se oito meses e amanhã mais de cem mil portugueses vão varrer o país, literalmente, libertando-o de uma das maiores chagas da sua paisagem: os depósitos ilegais de entulhos, electrodomésticos, plásticos, pneus e outros testemunhos históricos da falta de civismo. A ideia inicial transformou-se numa das maiores mobilizações colectivas de sempre em torno de uma causa ambiental.

Ironicamente, nenhum dos três fundadores do projecto Limpar Portugal pertence a uma associação ambientalista. "Não sou activista, nem pretendo ser", diz Paulo Torres. O movimento opera com uma estrutura informal, sem estatutos, nem burocracias, e sem dinheiro. Todos os apoios obtidos são em espécie ou em serviços.

O que fez a ideia alastrar como mancha de óleo foi a Internet. "Abrimos uma rede social e passados alguns dias tínhamos mais de mil pessoas dispostas a participar", afirma Torres. Até ontem, a rede social criada na plataforma Ning já tinha mais de 46 mil adeptos. Muitas inscrições são colectivas - juntas de freguesia, escolas, empresas. Por isso, esperam-se pelo menos o dobro de pessoas.
publico

Comboio da Biodiversidade parte hoje em viagem para dar a conhecer espécies naturais

O Comboio da Biodiversidade leva hoje os portugueses interessados a observar e classificar as espécies naturais, num passeio ecológico que atravessa o Estuário do Tejo e o Vale do Sado, chamando a atenção para o ambiente.

O comboio, um meio de transporte ecologicamente sustentável, parte de Santa Apolónia, em Lisboa, em direcção a Setúbal, passando por Vila Franca de Xira e estuário do Tejo.
Ao longo do dia, os passageiros terão oportunidade de participar em debates sobre biodiversidade e poderão usufruir de uma visita à Serra da Arrábida, onde podem observar e classificar as espécies locais.

O comboio foi escolhido como meio de transporte por ser ecologicamente sustentável.
 
A UNESCO decretou 2010 Ano Internacional da Biodiversidade, uma forma de alertar para os problemas existentes nesta área e para as maneiras de resolvê-los.
publico

20ª Meia Maratona de Lisboa

Entre 1 de Fevereiro e 20 de Março




EDP 20ª Meia Maratona de Lisboa – 17 euros

Mini Maratona VODAFONE – 17 euros

VITALIS Corrida da Amizade – 3 euros

EDP Prova Mini-Campeões – 2 euros

19º Passeio MIMOSA Avós e Netos – Prova Gratuita (As inscrições para esta prova de desporto sénior poderão ser efectuadas no Maratona Clube de Portugal - até 16 de Março - ou no Museu da Electricidade - entre 17 e 20 de Março).

CTT Prova de Deficientes Motores em Cadeira de Rodas (só para atletas profissionais. Os mínimos exigidos são 1h10min. Escalão A T51/T52 - Escalão B T53/T54).

Inscrições – Última Hora

Caso o nº limite de inscrições não tenha sido atingido, haverá inscrições de última hora no Museu da Electricidade, durante a SportExpo, que decorre entre 17 a 20 de Março.

Keane

segunda-feira, 15 de março de 2010

Epica

Urânio: Antigos trabalhadores da ENU em força sexta feira na AR


Os antigos trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU) prometeram hoje estar em força sexta feira na Assembleia da República, para assistir à discussão dos projetos de lei relativos às suas reivindicações.

- Os antigos trabalhadores da extinta Empresa Nacional de Urânio (ENU) prometeram hoje estar em força sexta feira na Assembleia da República, para assistir à discussão dos projetos de lei relativos às suas reivindicações.
Durante um plenário realizado hoje, o porta-voz dos antigos trabalhadores, António Minhoto, mostrou-se convicto de que sexta feira significará "um marco histórico" numa luta que leva já oito anos.
"Dia 19 esperamos que aconteça uma grande homenagem aos trabalhadores da ENU, com a aprovação dos projetos de lei que vão ser discutidos. Eles merecem-na, bem como as viúvas dos que já morreram e os trabalhadores que sofrem de doenças", afirmou.

quinta-feira, 11 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

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BULLYING

O FENÓMENO BULLYING E AS SUAS CONSEQUÊNCIAS PSICOLÓGICAS

Chris Isaak

Multas por ilegalidades nas autárquicas

O Tribunal Constitucional condenou PS, PSD, CDU e CDS por ilegalidades nas contas das eleições autárquicas.


O Tribunal Constitucional condenou PS e PSD ao pagamento de uma multa de 30 mil euros, a CDU a 20 mil euros e o CDS no valor de 14 mil euros.

As punições surgem por terem cometido ilegalidades nas contas das eleições autárquicas de 2005.

O Tribunal Constitucional aponta várias ilegalidades tanto na obtenção de receitas como na realização de despesas.

No caso do PS foi encontrado um donativo de uma empresa no valor de dois mil euros, um tipo de financiamento proibido que terá agora que ser devolvido ao Estado.
O Tribunal Constitucional também detectou donativos em dinheiro, um método também proibido pela actual legislação.
Já o PSD foi condenado também, tal como o PS, a uma multa de 30 mil euros por ter ultrapassado os limites das despesas nas campanhas de Lisboa e Faro.
O Tribunal Constitucional diz ainda que os social democratas não comprovaram devidamente despesas e receitas.

No caso da CDU foi aplicada uma multa de 20 mil euros por por ter gasto mais do que permite a lei na campanha de Setúbal e por ter nas suas contas donativos não identificados.

O CDS foi condenado ao pagamento de uma multa de 14 mil euros por ter falhado na descriminação das receitas e despesas.

Os mandatários financeiros das campanhas do PS, PSD, CDU , CDS e ainda das campanhas independentes de Isaltino Morais em Oeiras e de Avelino Ferreira Torres em Amarante foram também multados pelo Tribunal Constitucional.
tsf

segunda-feira, 8 de março de 2010

Eu sei e você sabe


Já que a vida quis assim

Que nada nesse mundo levará você de mim

Eu sei e você sabe

Que a distância não existe

Que todo grande amor

Só é bem grande se for triste

Por isso meu amor

Não tenha medo de sofrer

Que todos os caminhos

Me encaminham a você.



Assim como o Oceano, só é belo com o luar

Assim como a Canção, só tem razão se se cantar

Assim como uma nuvem, só acontece se chover

Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer

Assim como viver sem ter amor, não é viver

Não há você sem mim

E eu não existo sem você!
 
vinicius de morais

oscares

Kathryn Bigelow tornou-se a primeira mulher a conquistar o Oscar de Melhor Realização com Estado de Guerra, o filme que se sagrou como o grande vencedor da noite. O filme, sobre a guerra no Iraque, venceu um total de 6 Oscares, além deste triunfando também nas categorias de Melhor Filme, Melhor Argumento Original, Melhor Edição de Som, Melhor Montagem de Som e Melhor Montagem. Avatar, de James Cameron, foi assim o grande derrotado, conquistando apenas três Óscares em categorias técnicas.




Ao longo da noite, a revelação dos vencedores foi mostrando uma distribuição de prémios por vários filmes. Precious, Up – Altamante e Crazy Heart somaram cada um dois Oscares, este último a dar ao veterano Jeff Bridges a sua primeira estatueta dourada. Por seu lado, Sandra Bullock, também premiada pela primeira vez, somou à vitória, na véspera, nos Razzies, um Oscar como Melhor Actriz. Sem na verdade revelar grandes surpresas, a noite teve como momentos mais inesperados a vitória do filme argentino El Secreto de Sus Ojos na categoria de Melhor Filme Estrangeiro (a levar a melhor sobre o favorito O Laço Branco, de Hanecke) e a derrota da mais recente aventura de Wallace & Gromit na categoria de Melhor Curta de Animação. -
Aqui fica a lista dos premiados:

Melhor Filme – Estado de Guerra
Melhor Realização – Kathryn Bigelow (Estado de Guerra)
Melhor Actor – Jeff Bridges (Crazy Heart)
Melhor Actriz – Sandra Bullock (The Blind Side)
Melhor Actor Secundário – Christoph Waltz (Sacanas Sem Lei)
Melhor Actriz Secundária – Mo’Nique (Precious)
Melhor Argumento Original – Estado de Guerra
Melhor Argumento Adaptado – Precious
Melhor Fotografia - Avatar
Melhor Caracterização – Star Trek
Melhor Direcção Artística – Avatar
Melhor Guarda Roupa – Young Victoria
Melhor Edição de Som – Estado de Guerra
Melhor Mistura de Som – Estado de Guerra
Melhor Montagem – Estado de Guerra
Melhores Efeitos Visuais – Avatar
Melhor Documentário – A Baía da Vergonha
Melhor Filme Estrangeiro – El Secreto de Sus Ojos (Argentina)
Melhor Filme Animação – Up, Altamente
Melhor Canção Original – Crazy Heart
Melhor Banda Sonora – Up, Altamente
Melhor Curta de Animação – Logorama
Melhor Curta de Ficção – The New Tennants
Melhor Curta Documeental  Music By Prudence
"O amor e a verdade estão unidos entre si, como as faces de uma moeda. É impossível separá-los. São as forças mais abstractas e mais poderosas desse mundo."


Gandhi
Era a mulher — a mulher nua e bela,


Sem a impostura inútil do vestido

Era a mulher, cantando ao meu ouvido,

Como se a luz se resumisse nela...

Mulher de seios duros e pequenos

Com uma flor a abrir em cada peito.

Era a mulher com bíblicos acenos

E cada qual para os meus dedos feito.

Era o seu corpo — a sua carne toda.


Era o seu porte, o seu olhar, seus braços:

Luar de noite e manancial de boda,

Boca vermelha de sorrisos lassos.

Era a mulher — a fonte permitida

Por Deus, pelos Poetas, pelo mundo...

Era a mulher e o seu amor fecundo

Dando a nós, homens, o direito à vida!

Pedro homem de melo

sexta-feira, 5 de março de 2010

Salário mínimo

Portugal não está exactamente na cauda da Europa no que respeita ao Salário Mínimo Nacional. Mas fica bem longe dos países que nos estão geograficamente mais próximos.

compare aqui
Entre os Estados-membros e os candidatos à entrada na UE, os salários mínimos mais baixos situam-se nos países de Leste, cabendo o recorde à Bulgária. Já na Europa Ocidental e do Sul, todos os nossos vizinhos têm "mínimos" bem mais altos do que o nosso, incluindo Espanha. Até o tradicional companheiro de Portugal nos últimos lugares das estatísticas europeias, a Grécia, dispõe de um valor mais alto. Para já não falar da Irlanda, outro antigo desfavorecido europeu, que tem agora um salário mínimo só ultrapassado pelo Luxemburgo.
Nota: Em Portugal, como nos outros países, os valores foram calculados sobre 14 meses (incluem férias e 13ª mês).
visao

Governo vende Cahora Bassa a portugueses

O Governo vai vender a participação de 15% que ainda detém na barragem de Cahora Bassa. O anúncio será feito amanhã, quinta-feira, pelo primeiro-ministro, durante uma visita à hidroeléctrica.

O capital devera ser alienado a um consórcio de empresas portuguesas, ao que tudo indica liderado pela EDP e/ou REN.
Quanto a valores, e tendo por base o vallor da transferência de 82% do capital, em 2006 para Moçambique, deverá rondar os 150 milhoes de euros

Qi Baishi

segunda-feira, 1 de março de 2010

B.E. questiona Governo sobre Encerramento do SAP de Santa Comba Dão

O B.E., pela mão do deputado João Semedo, entregou no dia 26 uma pergunta ao Governo sobre o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente de Santa Comba Dão e das extensões de saúde de Óvoa, Pinheiro de Ázere e S. Joaninho:


“. Em 2008, o projecto de reestruturação da rede dos serviços primários de saúde, conduzida pelo então Ministro da Saúde, Correia de Campos, previa o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente (SAP) de Santa Comba Dão, à semelhança do que seria proposto para outras unidades da região.

Perante a oposição da população, que argumentava que esta medida se traduziria no congestionamento dos hospitais, nomeadamente do Hospital de Tondela, e na deterioração dos cuidados de saúde prestados aos cidadãos, e as inúmeras manifestações de desagrado que se desencadearam, o encerramento não chegou a concretizar-se.

No entanto, a 1 de Fevereiro de 2010, dois anos após o início da reestruturação anunciada, o SAP de Santa Comba Dão foi transformado em Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados e a prestação de cuidados entre as 00h00 e as 8h00 deixou de ser assegurada.

Foram, igualmente, extintas as extensões de saúde de Óvoa, Pinheiro de Ázere e S. Joaninho.

O director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde Dão Lafões III, José Craveiro, justificou as medidas implementadas com argumentos exclusivamente económicos, sem preocupações visíveis no que respeita à natureza dos cuidados prestados e às condições de acessibilidade por parte dos utentes. Relativamente ao encerramento das três extensões de saúde, José Craveiro alegou que todas tinham menos de 1500 utentes e que representavam «um grande desperdício de recursos».

A população de Santa Comba Dão sente-se profundamente lesada e teme as consequências que podem advir do encerramento destas unidades. Segundo já assumiu oficialmente a autarquia de Santa Comba Dão, mediante a reestruturação promovida, não existem no terreno os recursos físicos e humanos necessários para assegurar o acesso dos utentes aos serviços de saúde.

Esta realidade contraria claramente o compromisso assumido pela actual Ministra da Saúde, Ana Jorge, no sentido de que os processos de encerramento não seriam accionados sem que, a priori, os mesmos fossem devidamente discutidos e sem que fossem implementadas as alternativas necessárias para assegurar a prestação de cuidados de qualidade, e em tempo útil, às populações.

Atendendo ao exposto, e ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda vem por este meio dirigir ao Governo, através do Ministério da Saúde, as seguintes perguntas:

1. Quais os argumentos que sustentam o encerramento do Serviço de Atendimento Permanente de Santa Comba Dão e das extensões de saúde de Óvoa, Pinheiro de Ázere e S. Joaninho?


2. Estão previstos outros encerramentos de unidades de saúde no distrito de Viseu?


3. Quais as alternativas que se apresentam à população, nomeadamente no que concerne às unidades de saúde que irão assegurar a prestação dos serviços agora extintos, a sua distância relativamente à área de residência dos utentes e os serviços prestados nessas mesmas unidades?


Que medidas foram implementadas pelo Governo no sentido de assegurar o acesso dos utentes a cuidados de saúde de qualidade e em tempo útil após o encerramento das unidades de saúde já citadas?”

O Bloco de Esquerda reafirma o seu compromisso de estar ao lado dos munícipes na defesa do seu legítimo direito à qualidade dos serviços públicos. A Direcção Distrital do B.E. vai ficar à espera da resposta do Governo, e assim que esta chegar tomará posição.

O Secretariado da Coordenadora Distrital de Viseu do Bloco de Esquerda

O Núcleo de Santa Comba Dão do Bloco de Esquerda
 Publicado em:Espalhem a notícia

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O pavilhão de Portugal na Expo 2010

O pavilhão de Portugal na Expo 2010, em Xangai, recordará as relações históricas e culturais entre Portugal e a China, mas também aproveitará para mostrar as inovações tecnológicas e ambientais do nosso país
A cortiça irá marcar o pavilhão que representará Portugal na Expo 2010, que decorre de Maio a Outubro em Xangai, da autoria do arquitecto português radicado em Macau Carlos Couto.

Foi esta a forma encontrada pelo arquitecto para reforçar o sentido de identidade do pavilhão com Portugal, uma vez que, segundo a proposta, é um material nacional, reciclável e ecológico. A proposta procura ainda dar resposta ao mote do evento em Xangai, que é "Better City, Better Life", (Melhor Cidade, Maior Qualidade Vida) , pois entende que o projecto "é um exemplo de inovação e de boas práticas ambientais que potenciam a imagem de Portugal na maior exposição universal alguma vez realizada. Montra do país enquanto praça comercial e cultural para o mundo, o Pavilhão de Portugal reflecte o conceito de sustentabilidade dos edifícios das cidades contemporâneas e realça-o como elemento-chave das políticas nacionais em termos económicos e ambientais".
Do ponto de vista conceptual, o pavilhão é extremamente simples: para além do revestimento das fachadas a cortiça, material disposto perpendicularmente e alternado com lâminas verticais de vidro, o pavilhão é composto por um paralelepípedo com cerca de dois mil metros quadrados, pontualmente prismado e facetado. O que resulta numa caixa negra, densa e opaca, introspectiva e solene, que contrasta com o ambiente festivo do evento.
No interior, o espaço expositivo dará especial importância ao papel de mediador de Portugal, em particular através das relações históricas e culturais entre Portugal e a China. Procurará ainda ser representativo da realidade tecnológica portuguesa, demonstrada em sistemas de operação por simulação computorizada, liderada pela empresa portuguesa Y-Dreams, coordenada pelo professor António Câmara e por sistemas de energias renováveis. Esta conteúdo temático será organizado em quatro momentos distintos no interior do pavilhão, detalhadamente descritos pela coordenação da participação portuguesa.
1"Portugal-China, 500 anos de encontros" será o primeiro deles e proporcionará ao visitante uma apresentação de oito momentos fundamentais das relações históricas entre os dois países. Neste primeiro momento, é relevante a presença simbólica das arcadas do Terreiro do Paço, como porta de entrada no Pavilhão de Portugal na Exposição Universal.
2"Portugal, uma praça para o mundo" será o segundo e permitirá o visionamento de um filme alusivo à experiência portuguesa enquanto dinamizador de trocas comercias e culturais ao longo dos tempos.

3Num terceiro momento, em "Portugal, um mundo de energias", apresentar-se-ão as realizações portuguesas face a energias renováveis, mostrando a forma como o País aproveita e transforma as energias naturais - água, sol e vento - em energia fotovoltaica, hídrica e eólica.

4Num quarto e último momento, o visitante chega a uma praça, que se define como " A marca Portugal", um local de informação turística e um ponto de encontro com os produtos portugueses, com destaque para a criatividade associada à energia das matérias-primas, à preocupação com o ambiente, à reciclagem e ao novo design. Neste espaço, os visitantes terão ainda à sua disposição uma zona com cafetaria, uma zona de vinhos e uma loja com produtos portugueses.



Sóbrio e discreto, eis o Pavilhão de Portugal.

dn

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

festival de clarinetes


É com um enorme prazer que a classe de clarinetes do Conservatório de Música e Artes do Dão (CMAD), apresenta a primeira edição do festival de clarinetes do Dão.

Esta acção contará com diversas actividades, Workshop de clarinete - João Moreira, Oficina de Música - Sérgio Neves, Atelier Musical - David Machado, Seminário “Manutenção” - Rui Pedro Silva, palestra “O clarinete”- Dr. Alexandre Andrade e Dr.ª Isabel Tavares, Bancas de exposição (Buffet
Rico
E.C.M
Companhia de Sopros) e concertos (João Moreira / Joana David, e o Ensemble Sinfónico de Lisboa / Maestro Samuel Pascoal ), .

O objectivo deste evento é colmatar as necessidade da comunidade clarinetista e musical. Para tal, propomos um festival abrangente que permita a interacção entre músicos, público, alunos de escolas de música, conservatórios, ensino superior e um espaço especial para amantes do clarinete (clarinetistas amadores).

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010