quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Mundos Distantes
Ao longo da história, conheceu-se a existência de uma única Terra no universo. Em
breve poderá haver outra. E mais outra. E outra ainda. Texto de Timothy Ferris
Embora os seres humanos demorassem milhares de anos a explorar este planeta e séculos a compreender os planetas vizinhos, actualmente descobrem-se novos mundos todas as semanas. Recentemente, o Observatório Europeu do Sul anunciou a descoberta de 32 novos planetas, utilizando o espectrógrafo HARPS acoplado a um telescópio com objectiva de 3,6m de diâmetro. O português Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, foi um dos elementos da equipa. Até à data identificaram-se mais de 400 “exoplanetas” orbitando outras estrelas que não o Sol. Existe um “Saturno quente” a 260 anos-luz da Terra, rodopiando tão depressa em torno da sua estrela-mãe que um dos seus anos dura menos de três dias. Circundando outra estrela situada a 150 anos-luz fica um “Júpiter quente” chamuscado, cuja atmosfera superior está a ser projectada, formando um gigantesco rasto semelhante ao de um cometa. Três planetas escuros foram descobertos na órbita de um pulsar (os restos de uma estrela em tempos formidável, encolhidos e formando um núcleo atómico rodopiante) enquanto uma quantidade inestimável de mundos se abateu sobre os seus sóis ou foi atirada para fora dos seus sistemas.
Texto de Timothy Ferris
breve poderá haver outra. E mais outra. E outra ainda. Texto de Timothy Ferris
Embora os seres humanos demorassem milhares de anos a explorar este planeta e séculos a compreender os planetas vizinhos, actualmente descobrem-se novos mundos todas as semanas. Recentemente, o Observatório Europeu do Sul anunciou a descoberta de 32 novos planetas, utilizando o espectrógrafo HARPS acoplado a um telescópio com objectiva de 3,6m de diâmetro. O português Nuno Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, foi um dos elementos da equipa. Até à data identificaram-se mais de 400 “exoplanetas” orbitando outras estrelas que não o Sol. Existe um “Saturno quente” a 260 anos-luz da Terra, rodopiando tão depressa em torno da sua estrela-mãe que um dos seus anos dura menos de três dias. Circundando outra estrela situada a 150 anos-luz fica um “Júpiter quente” chamuscado, cuja atmosfera superior está a ser projectada, formando um gigantesco rasto semelhante ao de um cometa. Três planetas escuros foram descobertos na órbita de um pulsar (os restos de uma estrela em tempos formidável, encolhidos e formando um núcleo atómico rodopiante) enquanto uma quantidade inestimável de mundos se abateu sobre os seus sóis ou foi atirada para fora dos seus sistemas.
Texto de Timothy Ferris
Temperatura desceu aos 12 graus negativos na Serra da Estrela
fotos enviadas para o jn
A temperatura caiu até aos 12 graus negativos na Serra da Estrela durante a última noite e as principais estradas estão encerradas devido ao gelo, disse fonte do Centro de Limpeza de Neve.
As estradas que ligam Piornos, Torre e Lagoa Comprida e Piornos a Manteigas estão encerradas.
Durante a noite não nevou, "mas por causa das temperaturas negativas a chuva, rapidamente, formou gelo", disse à agência Lusa a mesma fonte, adiantando que "chegaram a estar 12 graus negativos na Torre".
A temperatura caiu até aos 12 graus negativos na Serra da Estrela durante a última noite e as principais estradas estão encerradas devido ao gelo, disse fonte do Centro de Limpeza de Neve.
As estradas que ligam Piornos, Torre e Lagoa Comprida e Piornos a Manteigas estão encerradas.
Durante a noite não nevou, "mas por causa das temperaturas negativas a chuva, rapidamente, formou gelo", disse à agência Lusa a mesma fonte, adiantando que "chegaram a estar 12 graus negativos na Torre".
Salários chorudos na crise
Em 2008, ano em que vários bancos abriram falência no Mundo, cada gestor da Banca portuguesa ganhou em média 698 081 euros, mais 13%.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Dias frios, noites geladas
A maioria dos distritos do país, à excepção de Viana do Castelo, Aveiro e Coimbra, estão sob aviso amarelo, devido à "persistência de valores baixos de temperatura mínima".
As temperaturas mínimas previstas para hoje variam entre os -4 graus centígrados na cidade de Bragança e os 5º em Lisboa, Faro e Sagres.
Para os próximos dias, o IM prevê céu pouco nublado ou limpo e uma descida progressiva da temperatura, em especial durante a noite.
Estão previstos "dias muito frios" na segunda e terça-feira em todo o país, com temperaturas negativas em algumas localidades do Norte e Centro.
A Protecção Civil recomenda que seja dada especial atenção à condução de veículos, nomeadamente nas vias propensas à formação de gelo, uma vez que aumenta o perigo de acidentes rodoviários, pelo que se aconselha velocidades baixas.
A ANPC aconselha também o uso de várias camadas de roupa, que não devem ser muito justas, a não realização de actividades físicas intensas e contacto imediato do 112 aos sinais de hipotermia.
A Protecção Civil chama a atenção para os cuidados a ter com o aquecimento do lar, para evitar incêndios ou intoxicações, nomeadamente com as lareiras em locais fechados e sem renovação de ar e com os aquecedores, devido aos acidentes domésticos.
ionline
As temperaturas mínimas previstas para hoje variam entre os -4 graus centígrados na cidade de Bragança e os 5º em Lisboa, Faro e Sagres.
Para os próximos dias, o IM prevê céu pouco nublado ou limpo e uma descida progressiva da temperatura, em especial durante a noite.
Estão previstos "dias muito frios" na segunda e terça-feira em todo o país, com temperaturas negativas em algumas localidades do Norte e Centro.
A Protecção Civil recomenda que seja dada especial atenção à condução de veículos, nomeadamente nas vias propensas à formação de gelo, uma vez que aumenta o perigo de acidentes rodoviários, pelo que se aconselha velocidades baixas.
A ANPC aconselha também o uso de várias camadas de roupa, que não devem ser muito justas, a não realização de actividades físicas intensas e contacto imediato do 112 aos sinais de hipotermia.
A Protecção Civil chama a atenção para os cuidados a ter com o aquecimento do lar, para evitar incêndios ou intoxicações, nomeadamente com as lareiras em locais fechados e sem renovação de ar e com os aquecedores, devido aos acidentes domésticos.
ionline
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
domingo, 13 de dezembro de 2009
O génio da guitarra, com 13 anos!
Sungha Jung tem sucessos no Youtube com mais de 1 Milhão de visualizações tais como More than Words e With or Without You. Este Sul Coreano é um verdadeiro génio da música sendo aclamado por muitos músicos famosos.
Sungha Jung afirma no seu site que tem o sonho de se tornar guitarrista profissional.
Sempre observou o seu pai a tocar guitarra, e há 3 anos atrás decidiu, sozinho, aprender a arte de tocar este instrumento. Agora tem aulas de bateria e continua a desenvolver sozinho a suas capacidades com a guitarra.
O mais extraordinário é não usar nenhum guia para tocar estes sucessos. Limita-se a ouvir os temas em vídeos que encontra na Internet e depois a reproduzi-los na sua guitarra.
Recentemente começou a tocar temas através de partituras originais, sempre que lhe são oferecidas pelos autores.
Sungha Jung afirma no seu site que tem o sonho de se tornar guitarrista profissional.
Sempre observou o seu pai a tocar guitarra, e há 3 anos atrás decidiu, sozinho, aprender a arte de tocar este instrumento. Agora tem aulas de bateria e continua a desenvolver sozinho a suas capacidades com a guitarra.
O mais extraordinário é não usar nenhum guia para tocar estes sucessos. Limita-se a ouvir os temas em vídeos que encontra na Internet e depois a reproduzi-los na sua guitarra.
Recentemente começou a tocar temas através de partituras originais, sempre que lhe são oferecidas pelos autores.
Projecto Gutenberg
A biblioteca digital internacional Projecto Gutenberg disponibiliza já cerca de 375 e-books em língua portuguesa, incluindo obras de Eça de Queirós, Cesário Verde ou Camilo Castelo Branco, mas sofre de falta de voluntários. Deste total, fazem ainda parte "algumas traduções de obras de autores estrangeiros, como Dostoiévski ou Júlio Verne", contou a coordenadora da vertente de língua portuguesa da iniciativa Voluntariado Literário (http://pagina-a-pagina.blogspot.com), à qual se deve a inclusão de livros em português no Projecto Gutenberg.
Com 255 voluntários para a língua portuguesa, "entre portugueses, brasileiros e imigrantes lusos na Holanda, Luxemburgo ou França", a média de revisores activos por mês tem sido, porém, de apenas 24 ao longo do ano, segundo Rita Farinha, o que se revela insuficiente para alcançar o objectivo de 2009: "rever 60 mil páginas".
Na terça-feira, a lista de livros em língua portuguesa com mais downloads era liderada por Noções elementares de archeologia, de Joaquim Silva (descarregado 63 vezes), enquanto A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, e Os Lusíadas, de Luís de Camões, ocupavam a nona e a décima terceira posições, respectivamente. Na mesma data, haviam sido realizados 458 downloads de e-books em português e 104 443 downloads totais, ou seja, incidindo sobre o acervo global do Projecto Gutenberg, que tem mais de 30 mil livros electrónicos.
dn
Com 255 voluntários para a língua portuguesa, "entre portugueses, brasileiros e imigrantes lusos na Holanda, Luxemburgo ou França", a média de revisores activos por mês tem sido, porém, de apenas 24 ao longo do ano, segundo Rita Farinha, o que se revela insuficiente para alcançar o objectivo de 2009: "rever 60 mil páginas".
Na terça-feira, a lista de livros em língua portuguesa com mais downloads era liderada por Noções elementares de archeologia, de Joaquim Silva (descarregado 63 vezes), enquanto A Cidade e as Serras, de Eça de Queirós, e Os Lusíadas, de Luís de Camões, ocupavam a nona e a décima terceira posições, respectivamente. Na mesma data, haviam sido realizados 458 downloads de e-books em português e 104 443 downloads totais, ou seja, incidindo sobre o acervo global do Projecto Gutenberg, que tem mais de 30 mil livros electrónicos.
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Doze perguntas e respostas para perceber Copenhaga
Começa esta segunda-feira a 15.ª Conferência das Partes, uma cimeira mundial que mostrará até onde o mundo está preparado para ir no combate às alterações climáticas. A maioria dos líderes dos países mais poderosos estará presente, mas será que isso chega para garantir um sucessor do Protocolo de Quioto? Leia o nosso guia para compreender Copenhaga - o que está em jogo, o papel dos principais peões e as consequências de um possível fracasso
1. O que está em causa em Copenhaga e o que faz desta uma conferência especial?
A cimeira pretende ser uma espécie de Protocolo de Quioto, Parte II: em 1997, foi assinado, no Japão, um acordo entre os países mais desenvolvidos - com a notável excepção dos EUA - para limitar a emissão de gases com efeito de estufa, entre 2008 e 2012 (uma descida de 5,2% em relação aos valores de 1990). Este ano, deveria sair da Dinamarca um documento para controlar as emissões a partir de 2013 e ainda uma série de medidas de adaptação às alterações climáticas. Esta 15.ª Conferência das Partes, no âmbito das Nações Unidas, é a mais importante desde Quioto, a 3.ª COP (sigla inglesa para Conferência das Partes), precisamente por ser apenas a segunda vez que o mundo tenta atingir um objectivo palpável: levar os Estados mais desenvolvidos a cumprir metas concretas, tentar trazer os menos desenvolvidos para o barco (propondo algumas limitações ao crescimento económico baseado nos combustíveis fósseis) e apresentar soluções de financiamento para todas as medidas em cima da mesa. As negociações da COP 15 serão efectuadas por 193 países, entre os dias 7 e 18 deste mês.
2. O que se pode considerar um sucesso completo?
Um acordo perfeito passaria (e o uso do condicional aqui não é inocente) pela aprovação de um documento juridicamente vinculativo, que efectivamente reduzisse a pegada de carbono dos países mais ricos. Do ponto de vista científico, o ideal seria conseguir-se uma redução entre 25% e 40% das emissões de CO2, até 2020. Não se conseguindo isso, já não era nada mau que 2020 fosse o ano em que as emissões atingissem o seu pico, iniciando-se aí a descida. Tudo para garantir que a temperatura média do planeta não suba mais de 2°C, relativamente aos valores pré-industriais - o valor máximo que, segundo a maior parte dos cientistas, a Terra conseguirá suportar, sem consequências catastróficas. Para isso, de acordo com os modelos climáticos, a concentração de CO2 na atmosfera não pode ultrapassar 450 ppm (partes por milhão), sendo que, hoje, o planeta se encontra sujeito a valores que rondam as 385 ppm e que crescem a uma velocidade de 2 ppm ao ano. De resto, é fundamental que gigantes como a China (o maior poluidor do mundo), a Índia, o Brasil e a Indonésia também se proponham limitar as suas emissões, investir na descarbonização da indústria e travar a desflorestação.
3. E um fracasso?
Sair-se de Copenhaga sem metas concretas de redução de gases com efeito de estufa era considerado, há alguns meses, um fracasso absoluto. Neste momento, já há quem se contente com um documento de boa vontade, que aponte na direcção certa. Mas essa é uma discussão puramente política. No que diz respeito aos factos, 2°C é mesmo o ponto de não retorno. Faça-se o que se fizer, com mais ou menos justificações, o resultado final só pode ser um: um acordo que vincule os países ricos a reduzir as emissões globais de forma significativa e os pobres a limitar o crescimento das suas. Menos do que isso não chega. Adiar a decisão para a próxima COP, no México (um cenário que muitos dão como provável), perdendo-se um ano, é um luxo a que o planeta não se pode dar. Por outro lado, os países mais desenvolvidos também não podem abandonar a Dinamarca sem um projecto sério e consistente de apoio ao Terceiro Mundo, que vai sofrer incomparavelmente mais com os efeitos das alterações climáticas. Amostras dos efeitos na população pobre dos fenómenos extremos são vistos todos os dias nas notícias, sempre que há cheias no Bangladesh, tufões nas Filipinas ou secas em África. Como será no futuro, quando estas anomalias forem muitíssimo mais frequentes e intensas?
4. As perspectivas são optimistas ou pessimistas?
Sob o chapéu - ou desculpa - da crise económica, o balão foi-se esvaziando nos últimos tempos. Ainda em meados de Novembro, altos responsáveis da Comissão Europeia admitiam, informalmente, que não acreditavam num acordo vinculativo, devido aos sinais pouco animadores vindos dos Estados Unidos e da China (que, juntos, emitem, anualmente, mais de 40% do total de gases com efeito de estufa). Entretanto, nas últimas semanas, as esperanças voltaram a crescer, com propostas relativamente entusiasmantes vindas de vários países - incluindo aqueles dois, mas também, por exemplo, do Brasil, que se propõe baixar as suas emissões entre 36,1% e 38,9%, além de ter apresentado um plano para reduzir a desflorestação da Amazónia (a floresta com maior capacidade de sugar CO2 da atmosfera). Fica só uma dúvida: será que baixar as expectativas faz parte de um plano cínico para que qualquer migalha que saia de Copenhaga pareça um êxito? Mesmo que a resposta seja afirmativa, há uma boa razão para o mundo estar optimista: a aposta nas tecnologias amigas do Ambiente e nas energias renováveis tem sido apontada por muitos analistas como uma das soluções, e não um entrave, para relançar a economia em 2010 e criar empregos no futuro - 20 milhões até 2030, segundo a Organização Internacional do Trabalho.
5. Se for atingido um acordo, o problema do aquecimento global fica resolvido?
De maneira nenhuma. A prova disso é que, do plano de discussões para Copenhaga, uma grande parte diz respeito a projectos de adaptação e apoio aos prejuízos, além das formas de financiar o combate aos efeitos das alterações climáticas nos países subdesenvolvidos. De facto, todos os esforços que estão a ser feitos servem para desacelerar o aquecimento do planeta e manter os seus efeitos colaterais no mínimo possível - não para travar completamente o fenómeno. O IPCC (sigla inglesa para Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, o organismo científico global que estuda o tema) prevê que a temperatura pode aumentar até 6,4°C, durante este século, mantendo-se a evolução prevista dos níveis de emissão de gases com efeito de estufa. Mas mesmo que, por milagre, fosse hoje exalado o último grama de CO2, a temperatura continuaria a subir, devido à longa vida das partículas do gás na atmosfera e ao efeito termorregulador dos oceanos (que influencia o clima e, ainda por cima, tem uma reacção muito lenta às alterações climáticas). Para se ter uma noção mais exacta: quando a temperatura do ar parar de subir, o nível médio dos mares continuará a elevar-se, durante mais ou menos cem anos, por causa da dilatação térmica provocada pelo aumento da temperatura das águas.
6. Quais são as consequências de não haver um acordo para fortes cortes, nas emissões de gases com efeito de estufa?
Se a temperatura média aumentar mais de 2°C, começará a rolar uma bola de neve imparável. Os glaciares, primeiro, e os lençóis de gelo da Gronelândia, depois, derretem inexoravelmente. Um processo que, uma vez iniciado, não mais poderá ser contrariado. Sabendo-se que, na Gronelândia, há gelo suficiente para aumentar o nível do mar em sete metros, e que a maior parte da população do globo vive perto do litoral, imagina-se os efeitos dramáticos no nosso modo de vida. Cidades inteiras teriam de ser deslocadas, países ficariam debaixo de água, guerras seriam provocadas por questões de território e milhões de pessoas ficariam sem água potável - pelo desaparecimento dos reservatórios de água que são hoje os glaciares e pela invasão de água salgada nos rios e aquíferos junto à costa. As consequências na economia seriam também devastadoras. Nicholas Stern, um economista contratado pelo governo britânico para estudar os efeitos do aquecimento, calculou que as alterações climáticas custarão no futuro, ao ano, 20% do PIB mundial. E combatê-las antes que seja tarde de mais ficará apenas por 1% do PIB.
7. Qual a posição da União Europeia e de Portugal?
A UE ocupou, desde o início, um lugar de liderança no combate contra as alterações climáticas. Em Dezembro do ano passado, a Comissão Europeia aprovou um plano de corte de 20% das emissões de CO2 (em relação a 1990) até 2020, unilateralmente - valor que crescerá para 30%, caso seja assinado um acordo global de redução; o compromisso inclui também uma fatia de 20% de energia produzida a partir de fontes renováveis e outra de 10% de biocombustíveis nos transportes. Portugal rapidamente tentou mostrar serviço e prometeu subir a fasquia de corte de emissões para 30% (responsáveis da Comissão, no entanto, dizem que o nosso país está muito mal encaminhado para atingir esse objectivo). A nossa aposta nas energias renováveis, apesar de reconhecida pelo resto da Europa, também não está a resultar tão bem como devia: a volatilidade das fontes (água, vento e sol) fez com que, este ano, Portugal tenha emitido mais CO2 na produção de electricidade do que no mesmo período de 2008, apesar de o consumo de energia ter baixado. Voltando às boas notícias, a UE tem cerca de um terço do mercado mundial de renováveis. E 1,4 milhões dos 2,3 milhões de pessoas empregadas neste sector são cidadãos comunitários.
8. Até que ponto estão os EUA e a China preparados para ceder?
É difícil fazer prognósticos a este nível de negociação política, mas o ponto de partida podia ser pior. Num gesto de boa vontade, a China pôs em cima da mesa uma redução entre 40% e 45% da sua intensidade de carbono, comparativamente a 2005. Ou seja, os chineses prometem emitir quase metade do CO2 por unidade de PIB. Do ponto de vista dos resultados líquidos, não é fabuloso, atendendo ao facto de o PIB da China crescer quase 10% ao ano (levando a um crescimento anual de emissões de 4% a 4,5 por cento). Mas é um sinal de que Hu Jintao está disposto a fazer a sua parte e não apenas a obrigar o Ocidente a pagar a factura, como acontecia até aqui. Já Obama esgrimiu, na semana passada, um decréscimo de 17% das emissões no seu país, até 2020, também relativamente a 2005. O Presidente dos EUA (que irá à cimeira de Copenhaga, num gesto que tenta mostrar o empenho americano no combate às alterações climáticas) não terá, contudo, grande margem de manobra para negociar acima desse valor, uma vez que o corte de emissões foi votado pelo Senado. Talvez, em alternativa, saque da cartola investimentos em energias limpas e ajudas financeiras ao Terceiro Mundo.
9. Há penalizações para quem não cumprir os acordos?
No papel, quem não cumprir o Protocolo de Quioto (nem que seja recorrendo à compra de créditos de emissão, ferramenta que Portugal está condenado a usar, dada a sua má situação) terá de pagar multas astronómicas. Na prática, como obrigar um Estado soberano a tal coisa? Declara-se guerra ao Canadá por este país ter ratificado Quioto e agora emitir quase 30% acima do prometido? Na realidade, as sanções para este tipo de incumprimentos acabarão por ser sempre a nível da pressão diplomática e da imagem do país. É por isso que a diferença entre um acordo ser juridicamente ou politicamente vinculativo se fica mais pela força psicológica da expressão do que pelas consequências concretas. Mas claro que é melhor para todos que de Copenhaga saia qualquer coisa com força de lei e não apenas um chorrilho de intenções.
10. Por que razão não se pedem mais responsabilidades aos países menos desenvolvidos, nomeadamente no corte das suas emissões?
Por uma questão de justiça. Os países industrializados enriqueceram poluindo o planeta, durante 200 anos. Não podem, agora, impedir os países pobres de tentarem dar um nível de vida confortável aos seus povos porque, entretanto, a ciência descobriu que a poluição faz mal à Terra. É por essa razão que a União Europeia não exige a gigantes como a China e a Índia os mesmos sacrifícios. E nem os EUA, que dizem ser tudo inútil sem a participação activa da China (o país que mais CO2 emite, em números absolutos, mas que está em 96° lugar nas emissões per capita), vão ao ponto de esperar cortes líquidos nos gases com efeito de estufa - apenas lutam por um abrandamento. Os chineses, aliás, pretendem conseguir em Copenhaga um compromisso por parte do Ocidente: que pague uma parte das suas emissões locais, uma vez que um terço do que é produzido na China se destina à exportação.
11. Ainda há dúvidas científicas sobre as alterações climáticas e a responsabilidade do Homem no fenómeno?
Sérias, não. Alguns cientistas têm tentado provar o contrário mas, na maior parte das vezes, as suas investigações são aldrabices pegadas, estudos encomendados por companhias petrolíferas com o objectivo predefinido de lançar dúvidas sobre o tema ou trabalhos que não resistem a revisões científicas feitas pelos seus pares. Argumentos constantes entre os chamados cépticos do aquecimento global estão coisas como o Verão de 2008 ter sido mais frio do que a média, ignorando ostensivamente a variabilidade climática natural e o valor das estatísticas - sabendo que um só ano é irrelevante numa tendência de décadas. O imenso painel de investigadores do IPCC e todas as grandes academias de ciências concordam com o essencial das alterações climáticas que afectam o planeta e o papel do antropogénico nesta evolução. Quando muito, essa necessidade de consenso científico, no seio de um órgão diplomático como as Nações Unidas, peca por defeito e não por excesso. Cada novo relatório climático que analisa os degelos, a temperatura ou os fenómenos extremos, é mais grave que o anterior. Ao que parece, a realidade está a ultrapassar os cenários científicos.
12. Quem mais perde em caso de fracasso no que respeita à inversão do aquecimento?
Perdemos todos, mas uma coisa é certa: os pobres terão problemas muito maiores. Além da situação de países que podem, pura e simplesmente, submergir (Maldivas, Tuvalu e um terço do Bangladesh, o território que fica a menos de um metro acima do nível do mar), os desafios, no mundo subdesenvolvido, não podiam ser mais ciclópicos. As secas em África, por exemplo, serão muito mais frequentes, levando a um aumento colossal da fome e dos conflitos relacionados com água e território - um estudo publicado na semana passada, da Universidade da Califórnia, aponta para 400 mil mortes só em guerras civis provocadas pelo aquecimento global, até 2030, na África subsariana. Dados como este ganham outro relevo quando se sabe que 0,6% a 1,4% do PIB de todos os países seriam suficientes para mitigar os efeitos das alterações climáticas e ajudar as populações a adaptarem-se aos novos tempos. Sabia que, actualmente, os gastos com armamento atingem 2,6% do PIB mundial?
visão
1. O que está em causa em Copenhaga e o que faz desta uma conferência especial?
A cimeira pretende ser uma espécie de Protocolo de Quioto, Parte II: em 1997, foi assinado, no Japão, um acordo entre os países mais desenvolvidos - com a notável excepção dos EUA - para limitar a emissão de gases com efeito de estufa, entre 2008 e 2012 (uma descida de 5,2% em relação aos valores de 1990). Este ano, deveria sair da Dinamarca um documento para controlar as emissões a partir de 2013 e ainda uma série de medidas de adaptação às alterações climáticas. Esta 15.ª Conferência das Partes, no âmbito das Nações Unidas, é a mais importante desde Quioto, a 3.ª COP (sigla inglesa para Conferência das Partes), precisamente por ser apenas a segunda vez que o mundo tenta atingir um objectivo palpável: levar os Estados mais desenvolvidos a cumprir metas concretas, tentar trazer os menos desenvolvidos para o barco (propondo algumas limitações ao crescimento económico baseado nos combustíveis fósseis) e apresentar soluções de financiamento para todas as medidas em cima da mesa. As negociações da COP 15 serão efectuadas por 193 países, entre os dias 7 e 18 deste mês.
2. O que se pode considerar um sucesso completo?
Um acordo perfeito passaria (e o uso do condicional aqui não é inocente) pela aprovação de um documento juridicamente vinculativo, que efectivamente reduzisse a pegada de carbono dos países mais ricos. Do ponto de vista científico, o ideal seria conseguir-se uma redução entre 25% e 40% das emissões de CO2, até 2020. Não se conseguindo isso, já não era nada mau que 2020 fosse o ano em que as emissões atingissem o seu pico, iniciando-se aí a descida. Tudo para garantir que a temperatura média do planeta não suba mais de 2°C, relativamente aos valores pré-industriais - o valor máximo que, segundo a maior parte dos cientistas, a Terra conseguirá suportar, sem consequências catastróficas. Para isso, de acordo com os modelos climáticos, a concentração de CO2 na atmosfera não pode ultrapassar 450 ppm (partes por milhão), sendo que, hoje, o planeta se encontra sujeito a valores que rondam as 385 ppm e que crescem a uma velocidade de 2 ppm ao ano. De resto, é fundamental que gigantes como a China (o maior poluidor do mundo), a Índia, o Brasil e a Indonésia também se proponham limitar as suas emissões, investir na descarbonização da indústria e travar a desflorestação.
3. E um fracasso?
Sair-se de Copenhaga sem metas concretas de redução de gases com efeito de estufa era considerado, há alguns meses, um fracasso absoluto. Neste momento, já há quem se contente com um documento de boa vontade, que aponte na direcção certa. Mas essa é uma discussão puramente política. No que diz respeito aos factos, 2°C é mesmo o ponto de não retorno. Faça-se o que se fizer, com mais ou menos justificações, o resultado final só pode ser um: um acordo que vincule os países ricos a reduzir as emissões globais de forma significativa e os pobres a limitar o crescimento das suas. Menos do que isso não chega. Adiar a decisão para a próxima COP, no México (um cenário que muitos dão como provável), perdendo-se um ano, é um luxo a que o planeta não se pode dar. Por outro lado, os países mais desenvolvidos também não podem abandonar a Dinamarca sem um projecto sério e consistente de apoio ao Terceiro Mundo, que vai sofrer incomparavelmente mais com os efeitos das alterações climáticas. Amostras dos efeitos na população pobre dos fenómenos extremos são vistos todos os dias nas notícias, sempre que há cheias no Bangladesh, tufões nas Filipinas ou secas em África. Como será no futuro, quando estas anomalias forem muitíssimo mais frequentes e intensas?
4. As perspectivas são optimistas ou pessimistas?
Sob o chapéu - ou desculpa - da crise económica, o balão foi-se esvaziando nos últimos tempos. Ainda em meados de Novembro, altos responsáveis da Comissão Europeia admitiam, informalmente, que não acreditavam num acordo vinculativo, devido aos sinais pouco animadores vindos dos Estados Unidos e da China (que, juntos, emitem, anualmente, mais de 40% do total de gases com efeito de estufa). Entretanto, nas últimas semanas, as esperanças voltaram a crescer, com propostas relativamente entusiasmantes vindas de vários países - incluindo aqueles dois, mas também, por exemplo, do Brasil, que se propõe baixar as suas emissões entre 36,1% e 38,9%, além de ter apresentado um plano para reduzir a desflorestação da Amazónia (a floresta com maior capacidade de sugar CO2 da atmosfera). Fica só uma dúvida: será que baixar as expectativas faz parte de um plano cínico para que qualquer migalha que saia de Copenhaga pareça um êxito? Mesmo que a resposta seja afirmativa, há uma boa razão para o mundo estar optimista: a aposta nas tecnologias amigas do Ambiente e nas energias renováveis tem sido apontada por muitos analistas como uma das soluções, e não um entrave, para relançar a economia em 2010 e criar empregos no futuro - 20 milhões até 2030, segundo a Organização Internacional do Trabalho.
5. Se for atingido um acordo, o problema do aquecimento global fica resolvido?
De maneira nenhuma. A prova disso é que, do plano de discussões para Copenhaga, uma grande parte diz respeito a projectos de adaptação e apoio aos prejuízos, além das formas de financiar o combate aos efeitos das alterações climáticas nos países subdesenvolvidos. De facto, todos os esforços que estão a ser feitos servem para desacelerar o aquecimento do planeta e manter os seus efeitos colaterais no mínimo possível - não para travar completamente o fenómeno. O IPCC (sigla inglesa para Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, o organismo científico global que estuda o tema) prevê que a temperatura pode aumentar até 6,4°C, durante este século, mantendo-se a evolução prevista dos níveis de emissão de gases com efeito de estufa. Mas mesmo que, por milagre, fosse hoje exalado o último grama de CO2, a temperatura continuaria a subir, devido à longa vida das partículas do gás na atmosfera e ao efeito termorregulador dos oceanos (que influencia o clima e, ainda por cima, tem uma reacção muito lenta às alterações climáticas). Para se ter uma noção mais exacta: quando a temperatura do ar parar de subir, o nível médio dos mares continuará a elevar-se, durante mais ou menos cem anos, por causa da dilatação térmica provocada pelo aumento da temperatura das águas.
6. Quais são as consequências de não haver um acordo para fortes cortes, nas emissões de gases com efeito de estufa?
Se a temperatura média aumentar mais de 2°C, começará a rolar uma bola de neve imparável. Os glaciares, primeiro, e os lençóis de gelo da Gronelândia, depois, derretem inexoravelmente. Um processo que, uma vez iniciado, não mais poderá ser contrariado. Sabendo-se que, na Gronelândia, há gelo suficiente para aumentar o nível do mar em sete metros, e que a maior parte da população do globo vive perto do litoral, imagina-se os efeitos dramáticos no nosso modo de vida. Cidades inteiras teriam de ser deslocadas, países ficariam debaixo de água, guerras seriam provocadas por questões de território e milhões de pessoas ficariam sem água potável - pelo desaparecimento dos reservatórios de água que são hoje os glaciares e pela invasão de água salgada nos rios e aquíferos junto à costa. As consequências na economia seriam também devastadoras. Nicholas Stern, um economista contratado pelo governo britânico para estudar os efeitos do aquecimento, calculou que as alterações climáticas custarão no futuro, ao ano, 20% do PIB mundial. E combatê-las antes que seja tarde de mais ficará apenas por 1% do PIB.
7. Qual a posição da União Europeia e de Portugal?
A UE ocupou, desde o início, um lugar de liderança no combate contra as alterações climáticas. Em Dezembro do ano passado, a Comissão Europeia aprovou um plano de corte de 20% das emissões de CO2 (em relação a 1990) até 2020, unilateralmente - valor que crescerá para 30%, caso seja assinado um acordo global de redução; o compromisso inclui também uma fatia de 20% de energia produzida a partir de fontes renováveis e outra de 10% de biocombustíveis nos transportes. Portugal rapidamente tentou mostrar serviço e prometeu subir a fasquia de corte de emissões para 30% (responsáveis da Comissão, no entanto, dizem que o nosso país está muito mal encaminhado para atingir esse objectivo). A nossa aposta nas energias renováveis, apesar de reconhecida pelo resto da Europa, também não está a resultar tão bem como devia: a volatilidade das fontes (água, vento e sol) fez com que, este ano, Portugal tenha emitido mais CO2 na produção de electricidade do que no mesmo período de 2008, apesar de o consumo de energia ter baixado. Voltando às boas notícias, a UE tem cerca de um terço do mercado mundial de renováveis. E 1,4 milhões dos 2,3 milhões de pessoas empregadas neste sector são cidadãos comunitários.
8. Até que ponto estão os EUA e a China preparados para ceder?
É difícil fazer prognósticos a este nível de negociação política, mas o ponto de partida podia ser pior. Num gesto de boa vontade, a China pôs em cima da mesa uma redução entre 40% e 45% da sua intensidade de carbono, comparativamente a 2005. Ou seja, os chineses prometem emitir quase metade do CO2 por unidade de PIB. Do ponto de vista dos resultados líquidos, não é fabuloso, atendendo ao facto de o PIB da China crescer quase 10% ao ano (levando a um crescimento anual de emissões de 4% a 4,5 por cento). Mas é um sinal de que Hu Jintao está disposto a fazer a sua parte e não apenas a obrigar o Ocidente a pagar a factura, como acontecia até aqui. Já Obama esgrimiu, na semana passada, um decréscimo de 17% das emissões no seu país, até 2020, também relativamente a 2005. O Presidente dos EUA (que irá à cimeira de Copenhaga, num gesto que tenta mostrar o empenho americano no combate às alterações climáticas) não terá, contudo, grande margem de manobra para negociar acima desse valor, uma vez que o corte de emissões foi votado pelo Senado. Talvez, em alternativa, saque da cartola investimentos em energias limpas e ajudas financeiras ao Terceiro Mundo.
9. Há penalizações para quem não cumprir os acordos?
No papel, quem não cumprir o Protocolo de Quioto (nem que seja recorrendo à compra de créditos de emissão, ferramenta que Portugal está condenado a usar, dada a sua má situação) terá de pagar multas astronómicas. Na prática, como obrigar um Estado soberano a tal coisa? Declara-se guerra ao Canadá por este país ter ratificado Quioto e agora emitir quase 30% acima do prometido? Na realidade, as sanções para este tipo de incumprimentos acabarão por ser sempre a nível da pressão diplomática e da imagem do país. É por isso que a diferença entre um acordo ser juridicamente ou politicamente vinculativo se fica mais pela força psicológica da expressão do que pelas consequências concretas. Mas claro que é melhor para todos que de Copenhaga saia qualquer coisa com força de lei e não apenas um chorrilho de intenções.
10. Por que razão não se pedem mais responsabilidades aos países menos desenvolvidos, nomeadamente no corte das suas emissões?
Por uma questão de justiça. Os países industrializados enriqueceram poluindo o planeta, durante 200 anos. Não podem, agora, impedir os países pobres de tentarem dar um nível de vida confortável aos seus povos porque, entretanto, a ciência descobriu que a poluição faz mal à Terra. É por essa razão que a União Europeia não exige a gigantes como a China e a Índia os mesmos sacrifícios. E nem os EUA, que dizem ser tudo inútil sem a participação activa da China (o país que mais CO2 emite, em números absolutos, mas que está em 96° lugar nas emissões per capita), vão ao ponto de esperar cortes líquidos nos gases com efeito de estufa - apenas lutam por um abrandamento. Os chineses, aliás, pretendem conseguir em Copenhaga um compromisso por parte do Ocidente: que pague uma parte das suas emissões locais, uma vez que um terço do que é produzido na China se destina à exportação.
11. Ainda há dúvidas científicas sobre as alterações climáticas e a responsabilidade do Homem no fenómeno?
Sérias, não. Alguns cientistas têm tentado provar o contrário mas, na maior parte das vezes, as suas investigações são aldrabices pegadas, estudos encomendados por companhias petrolíferas com o objectivo predefinido de lançar dúvidas sobre o tema ou trabalhos que não resistem a revisões científicas feitas pelos seus pares. Argumentos constantes entre os chamados cépticos do aquecimento global estão coisas como o Verão de 2008 ter sido mais frio do que a média, ignorando ostensivamente a variabilidade climática natural e o valor das estatísticas - sabendo que um só ano é irrelevante numa tendência de décadas. O imenso painel de investigadores do IPCC e todas as grandes academias de ciências concordam com o essencial das alterações climáticas que afectam o planeta e o papel do antropogénico nesta evolução. Quando muito, essa necessidade de consenso científico, no seio de um órgão diplomático como as Nações Unidas, peca por defeito e não por excesso. Cada novo relatório climático que analisa os degelos, a temperatura ou os fenómenos extremos, é mais grave que o anterior. Ao que parece, a realidade está a ultrapassar os cenários científicos.
12. Quem mais perde em caso de fracasso no que respeita à inversão do aquecimento?
Perdemos todos, mas uma coisa é certa: os pobres terão problemas muito maiores. Além da situação de países que podem, pura e simplesmente, submergir (Maldivas, Tuvalu e um terço do Bangladesh, o território que fica a menos de um metro acima do nível do mar), os desafios, no mundo subdesenvolvido, não podiam ser mais ciclópicos. As secas em África, por exemplo, serão muito mais frequentes, levando a um aumento colossal da fome e dos conflitos relacionados com água e território - um estudo publicado na semana passada, da Universidade da Califórnia, aponta para 400 mil mortes só em guerras civis provocadas pelo aquecimento global, até 2030, na África subsariana. Dados como este ganham outro relevo quando se sabe que 0,6% a 1,4% do PIB de todos os países seriam suficientes para mitigar os efeitos das alterações climáticas e ajudar as populações a adaptarem-se aos novos tempos. Sabia que, actualmente, os gastos com armamento atingem 2,6% do PIB mundial?
visão
Parabéns, Manoel de Oliveira!
O mais velho cineasta do mundo em actividade celebrou 101 anos e, por esse motivo será homenageado em Serralves e no Centro da Memória em Vila do Conde. Alunos de duas escolas do Porto vão assistir à exibição do filme “Aniki-Bóbó” e em Vila do Conde estará presente uma exposição que conjuga a relação entre Manoel de Oliveira e o escritor José Régio.
Ao ultrapassar a barreira dos cem anos, o cineasta ainda pensa num novo filme, um projecto antigo intitulado “O estranho caso de Angélica” e que já tem previsto o início da sua rodagem para 2010. O elenco do filme ainda não foi revelado mas o próprio manifestou o desejo de contar com a actriz Fernanda Montenegro, para o papel principal.
Diário2 © 2009.
Ao ultrapassar a barreira dos cem anos, o cineasta ainda pensa num novo filme, um projecto antigo intitulado “O estranho caso de Angélica” e que já tem previsto o início da sua rodagem para 2010. O elenco do filme ainda não foi revelado mas o próprio manifestou o desejo de contar com a actriz Fernanda Montenegro, para o papel principal.
Diário2 © 2009.
Destruição dos recifes de coral ameaça 250 milhões de pessoas
Mais de 250 milhões de pessoas arriscam-se a ficar sem meios de subsistência por causa da destruição dos recifes de coral, num mundo com temperaturas mais elevadas, alertou hoje um economista das Nações Unidas.
“Mais de 250 milhões de pessoas enfrentam o sério risco de ficarem sem meios de subsistência devido à falta de peixe nos recifes de coral tropicais”, alertou Pavan Sukhdev, do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, à margem das negociações climáticas a decorrer em Copenhaga.
Negociadores de mais de 190 países estão a tentar alinhavar um novo acordo mundial para travar as alterações climáticas.
Águas mais quentes estão a provocar o branqueamento dos recifes de coral, alertam os cientistas. Normalmente, os corais recuperam destes episódios de branqueamento. Mas agora, os recifes estão a morrer porque os oceanos estão a absorver cada vez mais dióxido de carbono, tornando-se cada vez mais ácidos.
Sukhdev disse que milhões de pessoas nas Caraíbas, Indonésia e em outros locais da Ásia que dependem das pescas poderão ser obrigadas a deixar as suas casas.
O especialista afirmou que uma forma rápida e menos cara de ajudar a absorver parte do dióxido de carbono que se acumula na atmosfera é através da reflorestação nos países em desenvolvimento.
“Mais de 250 milhões de pessoas enfrentam o sério risco de ficarem sem meios de subsistência devido à falta de peixe nos recifes de coral tropicais”, alertou Pavan Sukhdev, do Programa das Nações Unidas para o Ambiente, à margem das negociações climáticas a decorrer em Copenhaga.
Negociadores de mais de 190 países estão a tentar alinhavar um novo acordo mundial para travar as alterações climáticas.
Águas mais quentes estão a provocar o branqueamento dos recifes de coral, alertam os cientistas. Normalmente, os corais recuperam destes episódios de branqueamento. Mas agora, os recifes estão a morrer porque os oceanos estão a absorver cada vez mais dióxido de carbono, tornando-se cada vez mais ácidos.
Sukhdev disse que milhões de pessoas nas Caraíbas, Indonésia e em outros locais da Ásia que dependem das pescas poderão ser obrigadas a deixar as suas casas.
O especialista afirmou que uma forma rápida e menos cara de ajudar a absorver parte do dióxido de carbono que se acumula na atmosfera é através da reflorestação nos países em desenvolvimento.
sábado, 12 de dezembro de 2009
fraternidade, igualdade, liberdade, movimento de massas
Temos assistido ultimamente ao descalabro total da chamada classe política do burgo. Os nossos políticos, são, na sua maioria medíocres, alguns até roçam o péssimo. Os casos de pura e dura incompetência são tantos e tão diversificados que seria fastidioso enumerá-los, para além de não caberem no espaço físico do blog. Desde a corrupção generalizada, onde (quase) todos têm as orelhas a arder, passando pelo compadrio e tachismo geral, continuando no beija-mão aos poderosos, terminando na subserviência aos chefes, tudo junto define a pobreza imensa e a falta de escrúpulos que esta gente tem.
Não me admirava nada que dentro de poucos anos só esta cambada vote neles próprios, pois tenho para mim que o Povo sente vergonha de tão “ilustres” e desavergonhados personagens e na sua imensa inteligência os mande à merda.
Penso que o sistema actual, “fabrica” às carradas, (qual fábrica chinesa de t’shirts) este tipo de mentecaptos, por isso, continuo a pensar que temos condições para mudar, para alterar o sistema, para encontrar alternativas, para, de uma vez por todas, o Povo se levantar em uníssono e dizer BASTA.
Para tal é necessário coragem e vontade. Um dia o Povo acordará.
ferroadas
Não me admirava nada que dentro de poucos anos só esta cambada vote neles próprios, pois tenho para mim que o Povo sente vergonha de tão “ilustres” e desavergonhados personagens e na sua imensa inteligência os mande à merda.
Penso que o sistema actual, “fabrica” às carradas, (qual fábrica chinesa de t’shirts) este tipo de mentecaptos, por isso, continuo a pensar que temos condições para mudar, para alterar o sistema, para encontrar alternativas, para, de uma vez por todas, o Povo se levantar em uníssono e dizer BASTA.
Para tal é necessário coragem e vontade. Um dia o Povo acordará.
ferroadas
Prémio Pessoa: Júri destaca "figura ética"
A "postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância" a sua voz no "combate à exlusão" e o seu empenho na "intervenção social da Igreja" valeram a D. Manuel Clemente, bispo do Porto, o Prémio Pessoa 2009, no valor de 60 mil euros.
Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri do Prémio - uma iniciativa do Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos - sublinhou a importância destas características do premiado, tendo em conta o momento particularmente difícil que vive Portugal e o Mundo. "Não fomos indeferentes às dificuldades nacionais e mundiais que vivemos e o papel de destaque de uma personalidade que é uma referência ética e com grande intervenção social", disse ao Expresso, recusando, porém, que este tenha sido o Prémio mais político alguma vez atribuído por este júri.
Mário Soares, outro dos jurados do Pessoa, assumiu publicamente o seu apreço por D. Manuel Clemente. "Toda a gente sane qie sou agnóstico. Mas não tive a menor dúvida em votar a favor desta deliberação", disse aos jornalistas, sublinhando a relevância de um homem de "grande compreensão e abertura de espírito. É um homem de diálogo", disse o antigo Presidente da República e fundador do Partido Socialista. "O bispo do Porto é uma figura relevante, independentemente do facto de ser bispo", conclui.
Pinto Balsemão assumiu ainda que uma parte significativa dos membros do júri não tem qualquer posição religiosa - "quatro ou cinco declaram ser agnósticos" - o que "demonstra a grande abertura deste Prémio Pessoa e a ausência de qualquer faccionismo".
No comunicado final, lido esta manhã em Seteais, os membros do júri do Prémio Pessoa destacaram ainda a publicação, no corrente ano, de duas obras de carácter historiográfico por parte de D- Manuel Clemente. "Um só propósito" e "Portugal e os Portugueses" foram as obras citadas.
expresso
Aminatou Haidar
Haidar é mãe de duas crianças e cursou estudos de literatura moderna. Hoje é a militante mais famosa pela República Árabe Saaráui Democrática, um Estado que seria criado no território do Sara Ocidental, território este disputado pelo Reino de Marrocos e pelo movimento independentista Frente Polisário, este último apoiado por Haidar. Esse território, uma antiga colônia espanhola, teve o seu processo de descolonização interrompido em 1976, deixando de fazer parte da Espanha de maneira abrupta, embora esta estivesse comprometida com a ONU em conduzir tal processo de descolonização, o que gerou graves consequências para tal território. Atualmente o Sara Ocidental é governado, de facto, pelo Marrocos, tendo Haidar a cidadania marroquina.
É conhecida como “a Gandhi saaráui”
Activismo
Por causa de sua ideologia pró saaráuis, foi perseguida e reprimida pelas autoridades marroquinas em várias ocasiões. Em 1987, aos 21 anos, fazia parte de uma manifestação pacífica de 700 participantes, que exigia o referendo para a independência de Sara do Marrocos. Após essas atividades, foi detida sem acusação ou julgamento nas "prisões secretas" durante 4 anos,sofrendo torturas, juntamente com outras 17 mulheres saaráuis presas.
Em 2005, foi condenada pela justiça marroquina a um cárcere de 7 (sete) meses no presídio conhecido como "Black Prison" em El Aaiún. O processo de julgamento, por causa de irregularidades, foi denunciado por um observador enviado pela Anistia Internacional. Essa organização qualificou Haidar como uma prisioneira de consciência. Também membros do Parlamento Europeu empreenderam uma campanha internacional para a libertação de Aminatou Haidar, a qual foi exigida formalmente através de uma resolução de tal Parlamento. Depois de mais de um mês na prisão, foi libertada em janeiro de 2006. Sua libertação reavivou as reivindicações de independência dos saaráuis, que se manifestaram através de manifestações de rua em El Aaiún e protestos de estudantes saaráuis da Universidade de Marraquexe.
Devido a grande repercussão midiática de sua prisão irregular e ao forte apoio recebido por parte de associações e políticos ocidentais, foi obtida a expatriação de Haidar, a fim de estabelecer-se como uma embaixadora itinerante da República Árabe Saaráui Democrática em contato com governos estrangeiros e associações pró saaráuis.
Em agosto de 2006, o Marrocos negou o passaporte e o direito de expatriação dos seus dois filhos como uma forma de pressão.
Expulsão de Lançarote e conflicto internacional
Em 13 de novembro de 2009, após sua chegada em El Aaiún procedente de Nova York em um vôo com escala em Las Palmas de Gran Canaria, foi expulsa do Marrocos para Lançarote, Ilhas Canárias. Após o desembarque permanece há mais 10 dias no Terminal 1 do aeroporto de Lançarote, onde também iniciou uma greve de fome em 15 de novembro.Seu estabelecimento no aeroporto é uma forma de pressão, acusando o governo espanhol de inibir-se no assunto, atuar com conivência ao governo marroquino, e até mesmo de violar direitos humanos.
Após a notícia de sua expulsão do Marrocos, a notícia causou rebuliço na Espanha. Desde o primeiro momento foram aparecendo grupos de apoio a Haidar em numerosas cidades espanholas que foram se manifestando a favor da ativista tanto nas ruas quanto na Internet, com a criação de grupos de pessoas no Facebook em seu apoio, como "Free Aminatou Haidar" ou "Ayuda Aminatou Haidar", ou até mesmo recolhendo assinaturas para manifestos em seu apoio. Os protestos chegaram ao Senado e ao Congresso dos deputados espanhóis (equivalente a Câmara dos Deputados no Brasil), e até mesmo a Amnistia Internacional se mobilizou buscando apoio para pressionar o governo do Marrocos em busca de uma solução para a saaráui.
Durante a sua greve, muitas figuras públicas lhe apoiaram de diferentes maneiras. Lá ela recebeu visitas do político Cayo Lara, da política austríaca Karen Shelley, da banda musical Macaco, do cineasta Javier Fesser, dos atores Fernando Tejero, Lola Dueñas,e Willy Toledo, que dormiu uma noite com ela no chão das instalações do aeroporto.Já o escritor português José Saramago, que vive em Lançarote, dedicou um manifesto a Aminatou em que expressa o seu total apoio à causa dos saaráuis.
Ela recebeu ainda manifestações de apoio de diversos artistas famosos, como Pedro Almodóvar, Javier Bardem, e Penélope Cruz. Ainda, por iniciativa de vários sectores da vida política e artística internacional, foi divulgada uma carta assinada por inúmeras personalidades espanholas, além dos escritores Günter Grass, José Saramago, Mario Vargas Llosa, Dario Fo e Carlos Fuentes, pedindo a intervenção pessoal do Rei Juan Carlos no assunto, "uma intervenção explícita da Casa Real Espanhola junto do monarca alauita", o Rei Mohammed VI de Marrocos, para evitar "um desfecho dramático".
Em Portugal, o Parlamento português aprovou em 27 de novembro voto de solidariedade relacionado com a situação da activista, obtendo como resposta um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação marroquino dizendo-se “espantado” e “decepcionado” com tal acto.
Em sua segunda semana no aeroporto, o “Ministerio de Asuntos Exteriores” da Espanha enviou um emissário, Agustín Santos[24], para fazer a Haidar três propostas por parte do governo espanhol. As propostas foram asilo político, pedir um novo passaporte, e adquirir a nacionalidade espanhola. Haidar recusou as opções de asilo político e de aquisição da nacionalidade espanhola , porque ela é saaráui e aceitar essas propostas implicaria em não poder voltar a sua terra natal. E ela não quer pedir um novo passaporte porque já possui um, que foi tomado pelas forças de segurança marroquinas, e, ademais, pedir um novo poderia implicar em meses de espera, com a possível recusa de seu pedido.
Quando se completam 25 dias desde que a ativista começou a sua greve de fome, a diplomacia espanhola começa a ver algum resultado ao conseguir que União Europeia pressione o Marrocos exigindo que ele respeito os direitos humanos e para que busque uma solução para o problema.No dia 11 de dezembro de 2009, o EEUU entrou em contacto com o Marrocos para lhe pedir que busque uma saída para terminar com o “caso Haidar”.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Pedro Teixeira
No sábado festeja-se o fim da expedição de Pedro Teixeira, o explorador português que subiu o rio Amazonas no século XVII. Mas "Curiua-Catu", o Homem Branco Bom e Amigo, é homenageado já hoje no Senado brasileiro. Para que ninguém esqueça o que fez por Portugal e pelo Brasil.
Pedro Teixeira: sabe quem é? Provavelmente não. Mas na Ajuda, em Lisboa, há uma estrada com o seu nome. Em Cantanhede, onde nasceu, há uma estátua. No Brasil, onde morreu a 6 de Junho de 1641, o seu rosto foi estampado nas notas de cinco cruzeiros; e quando o Papa João Paulo II, em 1980, fez uma viagem entre Belém do Pará e Manaus viajou num navio de guerra que tinha o seu nome.
Os índios brasileiros chamavam-lhe "Curiua-Catu", o Homem Branco Bom e Amigo, e quase no final da sua vida foi nomeado capitão-mor do Grão Pará. Fez-se acompanhar por índios numa expedição que partiu de Gurupá, a 28 de Outubro de 1637, com duas mil pessoas. Subiram os rios Amazonas e Negro e chegaram à cidade de Quito, actual capital do Equador, voltando a Belém do Pará 26 meses depois da partida (a 12 de Dezembro de 1639). O rio Amazonas passava, assim, a pertencer na sua totalidade a Portugal (que permanecia sob o domínio da Coroa espanhola). Um feito extraordinário para a época.
"Pedro Teixeira é um herói esquecido que precisa de ser recuperado", diz ao P2 por telefone Aloizio Mercadante, o senador brasileiro que está a lançar um movimento para "resgatar a memória, reconhecer e valorizar a imensa contribuição" que este português de Cantanhede, no distrito de Coimbra, teve na História do Brasil. A sessão de homenagem que se realiza hoje, às 10h00, no Senado Federal, em Brasília, para comemorar os 370 anos da expedição de Pedro Teixeira, o "desbravador" português, partiu de uma proposta sua. Para o senador, a contribuição daquele a quem chamam o conquistador da Amazónia no processo de constituição e afirmação da soberania territorial foi decisiva e deve ser celebrada por portugueses e brasileiros.
"A Pedro Teixeira se deve quase metade do nosso território actual. Mais de 62 por cento da Amazónia está em território brasileiro por causa dele", explica, lembrando que a região, além de património da humanidade, tem a maior concentração de água doce do planeta e é a mais importante floresta tropical.
Agora que o Brasil "deixou de ser um problema na agenda internacional e passou a ser parte da solução", é possível que o país olhe para a sua história com "orgulho e auto-estima". E à medida que isso acontecer, acrescenta Mercadante, o Brasil terá obrigatoriamente de reconhecer a imensa contribuição de Portugal.
O pedido do governador
Pedro Teixeira era um militar que participou na fundação da cidade de Belém, a capital do estado do Pará, e que depois se destacou em várias missões militares, combatendo holandeses, ingleses e franceses. Quando dois padres e quatro soldados espanhóis chegaram perdidos a Belém, com a novidade de que o rio Amazonas era navegável, o governador do estado do Grão-Pará e Maranhão pediu a Pedro Teixeira para organizar a expedição até Quito (na época parte do vice-reinado do Peru).
No regresso, com testemunhas espanholas, Teixeira vai registando a posse das terras para o reino de Portugal. "Como naquela época Portugal estava subordinado à Coroa espanhola, o livro que relata essa epopeia, em 1641 [Novo Descobrimento do Grande Rio Amazonas e a Viagem de Pedro Teixeira Águas Arribas, de Frei Cristobal d"Acuña] acaba sendo queimado e isso não foi valorizado nem pela historiografia portuguesa nem brasileira", explica o senador, que quer chamar a atenção para este "vulto histórico" que parece estar condenado ao esquecimento.
O seu nome não consta do Livro dos Heróis da Pátria (ou Livro de Aço) que está no Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves, em Brasília, e nem sequer figura na lista de candidatos. Mercadante preparou um projecto de lei para que o nome de Pedro Teixeira seja inscrito neste Livro de Aço. Propõe também que a história da expedição do navegador português passe a fazer parte dos currículos escolares no Brasil.
A expedição de Pedro Teixeira era composta por 70 canoas (45 de grandes dimensões, com vinte remadores cada). Acompanhavam o explorador 70 soldados portugueses e 1200 índios, muitos deles "flecheiros" (arqueiros), que levaram as suas mulheres e filhos.
Teixeira (cuja data de nascimento se situa entre 1570 e 1585) era de ascendência nobre e foi para o Brasil em 1607, conta a autora do livro A Expedição de Pedro Teixeira - A Sua Importância para Portugal e o Futuro da Amazónia (ed. Ésquilo). Esta brasileira, Anete Costa Ferreira, é investigadora de ciências sociais e história luso-amazónica e estará hoje na sessão de homenagem em Brasília.
O navegador falava o tupi - língua com origem no povo tupinambá - e essa era uma das razões pelas quais era tão acarinhado pelos índios. "Sempre fez amizade com os índios, o que lhe valeu de muito", explica ao telefone a partir do Brasil esta especialista, que hoje vive em Portugal.
Os índios que embarcaram com o português nesta expedição iam em busca da Terra sem Mal, a morada dos antepassados, segundo os índios tupi e guarani, um território onde as pessoas não envelheciam. "A tribo Tupinambá acreditava nisso e à medida que a expedição decorria foi ficando decepcionada. Os índios achavam que iam chegar à Terra sem Mal e, como a viagem não era aquilo que pensavam, começaram a enfraquecer", diz Anete Costa Ferreira.
A descrição desta expedição chega até nós através de um documento que está na Biblioteca da Ajuda (Relazion del General Pedro Teixeira de el rio de las Amazonas para el Senhor Príncipe, 1639). "É o diário de bordo que Pedro Teixeira fez durante a viagem. Esse é o grande documento que o celebrizou, é um levantamento geral da fauna, da flora, do minério, dos costumes... Entra tudo o que ele foi vendo no seu trajecto", explica a investigadora. Incluindo os canibais.
Nessa grande expedição, Pedro Teixeira fixou uma série de territórios até então desconhecidos, como as ilhas das Areias ou Santa Luzia. Na viagem de regresso a Belém do Pará descobre o rio Negro (onde mais tarde se ergueu a cidade de Manaus) e o rio Madeira, um grande afluente do Amazonas.
Um dos feitos mais importantes da expedição é a fundação do povoado de Franciscana, oficializada a 16 de Agosto de 1639. Obedecendo às ordem do governador, Pedro Teixeira toma posse desse território, mas diz que o faz para a Coroa portuguesa (e não para a espanhola). Com a nova povoação, o navegador quis homenagear todos os missionários franciscanos.
Sem amazonas
No documento que se encontra na Biblioteca da Ajuda, Teixeira conta ainda que, tanto na ida como na volta da expedição do rio Amazonas, não viu as amazonas descritas durante a viagem de Francisco de Orellana, explorador espanhol que antes navegara parte do Amazonas. As ditas amazonas foram descritas por Carvajal, frade que acompanhou Orellana, como "mulheres sem peito, guerreiras, e que não aceitavam o homem no seu habitat", conta Anete Costa Ferreira.
Apesar de nunca se ter cruzado com elas, Teixeira relata que lhe chegaram muitas notícias das amazonas. Diz mesmo que estariam "a seis jornadas" do sítio em que se encontravam e que teriam 300 aldeias ou mais, com "quinhentos ou oitocentos casais" cada: "Aqui acabam-se as flechas furadas perigosas e, ainda que as haja por todo o rio, não matam como as do Sul", escreve.
A documentação sobre este conquistador do Brasil é esparsa. "Em Portugal pouca coisa há", diz Anete Costa Ferreira, lembrando que o historiador Jaime Cortesão (também de Cantanhede) apresentou no IV Congresso de História Nacional no Brasil, em 1949, O significado da expedição de Pedro Teixeira à luz de novos documentos. Em 2002 foi realizado o documentário Curiua-Catu: A Grande Expedição de Pedro Teixeira 1637-1639, realizado por Carlos Barreto.
Para contrariar a dispersão de documentos e mesmo a falta de informação ainda mais detalhada, Anete Ferreira vai começar dentro de dias uma investigação no Museu Naval e no Arquivo Público de Belém do Pará, e em São Luís do Maranhão. Passará também pela Catedral de Belém, onde está sepultado.
Para ajudar a resgatar a memória do explorador, a Portugal Telecom associa-se à homenagem de hoje no Senado, lançando o Prémio Pedro Teixeira para estudantes portugueses e brasileiros, dos 12 aos 18 anos. Os três melhores trabalhos sobre a vida e o impacto dos feitos de Teixeira na história de Portugal e do Brasil irão ter como prémio uma viagem cultural ao Brasil (se forem portugueses) ou a Portugal (se forem brasileiros). Será ainda lançado um site em português e inglês dedicado a perpetuar a memória do explorador português "Curiua-Catu".
publico
Pedro Teixeira: sabe quem é? Provavelmente não. Mas na Ajuda, em Lisboa, há uma estrada com o seu nome. Em Cantanhede, onde nasceu, há uma estátua. No Brasil, onde morreu a 6 de Junho de 1641, o seu rosto foi estampado nas notas de cinco cruzeiros; e quando o Papa João Paulo II, em 1980, fez uma viagem entre Belém do Pará e Manaus viajou num navio de guerra que tinha o seu nome.
Os índios brasileiros chamavam-lhe "Curiua-Catu", o Homem Branco Bom e Amigo, e quase no final da sua vida foi nomeado capitão-mor do Grão Pará. Fez-se acompanhar por índios numa expedição que partiu de Gurupá, a 28 de Outubro de 1637, com duas mil pessoas. Subiram os rios Amazonas e Negro e chegaram à cidade de Quito, actual capital do Equador, voltando a Belém do Pará 26 meses depois da partida (a 12 de Dezembro de 1639). O rio Amazonas passava, assim, a pertencer na sua totalidade a Portugal (que permanecia sob o domínio da Coroa espanhola). Um feito extraordinário para a época.
"Pedro Teixeira é um herói esquecido que precisa de ser recuperado", diz ao P2 por telefone Aloizio Mercadante, o senador brasileiro que está a lançar um movimento para "resgatar a memória, reconhecer e valorizar a imensa contribuição" que este português de Cantanhede, no distrito de Coimbra, teve na História do Brasil. A sessão de homenagem que se realiza hoje, às 10h00, no Senado Federal, em Brasília, para comemorar os 370 anos da expedição de Pedro Teixeira, o "desbravador" português, partiu de uma proposta sua. Para o senador, a contribuição daquele a quem chamam o conquistador da Amazónia no processo de constituição e afirmação da soberania territorial foi decisiva e deve ser celebrada por portugueses e brasileiros.
"A Pedro Teixeira se deve quase metade do nosso território actual. Mais de 62 por cento da Amazónia está em território brasileiro por causa dele", explica, lembrando que a região, além de património da humanidade, tem a maior concentração de água doce do planeta e é a mais importante floresta tropical.
Agora que o Brasil "deixou de ser um problema na agenda internacional e passou a ser parte da solução", é possível que o país olhe para a sua história com "orgulho e auto-estima". E à medida que isso acontecer, acrescenta Mercadante, o Brasil terá obrigatoriamente de reconhecer a imensa contribuição de Portugal.
O pedido do governador
Pedro Teixeira era um militar que participou na fundação da cidade de Belém, a capital do estado do Pará, e que depois se destacou em várias missões militares, combatendo holandeses, ingleses e franceses. Quando dois padres e quatro soldados espanhóis chegaram perdidos a Belém, com a novidade de que o rio Amazonas era navegável, o governador do estado do Grão-Pará e Maranhão pediu a Pedro Teixeira para organizar a expedição até Quito (na época parte do vice-reinado do Peru).
No regresso, com testemunhas espanholas, Teixeira vai registando a posse das terras para o reino de Portugal. "Como naquela época Portugal estava subordinado à Coroa espanhola, o livro que relata essa epopeia, em 1641 [Novo Descobrimento do Grande Rio Amazonas e a Viagem de Pedro Teixeira Águas Arribas, de Frei Cristobal d"Acuña] acaba sendo queimado e isso não foi valorizado nem pela historiografia portuguesa nem brasileira", explica o senador, que quer chamar a atenção para este "vulto histórico" que parece estar condenado ao esquecimento.
O seu nome não consta do Livro dos Heróis da Pátria (ou Livro de Aço) que está no Panteão da Liberdade e da Democracia Tancredo Neves, em Brasília, e nem sequer figura na lista de candidatos. Mercadante preparou um projecto de lei para que o nome de Pedro Teixeira seja inscrito neste Livro de Aço. Propõe também que a história da expedição do navegador português passe a fazer parte dos currículos escolares no Brasil.
A expedição de Pedro Teixeira era composta por 70 canoas (45 de grandes dimensões, com vinte remadores cada). Acompanhavam o explorador 70 soldados portugueses e 1200 índios, muitos deles "flecheiros" (arqueiros), que levaram as suas mulheres e filhos.
Teixeira (cuja data de nascimento se situa entre 1570 e 1585) era de ascendência nobre e foi para o Brasil em 1607, conta a autora do livro A Expedição de Pedro Teixeira - A Sua Importância para Portugal e o Futuro da Amazónia (ed. Ésquilo). Esta brasileira, Anete Costa Ferreira, é investigadora de ciências sociais e história luso-amazónica e estará hoje na sessão de homenagem em Brasília.
O navegador falava o tupi - língua com origem no povo tupinambá - e essa era uma das razões pelas quais era tão acarinhado pelos índios. "Sempre fez amizade com os índios, o que lhe valeu de muito", explica ao telefone a partir do Brasil esta especialista, que hoje vive em Portugal.
Os índios que embarcaram com o português nesta expedição iam em busca da Terra sem Mal, a morada dos antepassados, segundo os índios tupi e guarani, um território onde as pessoas não envelheciam. "A tribo Tupinambá acreditava nisso e à medida que a expedição decorria foi ficando decepcionada. Os índios achavam que iam chegar à Terra sem Mal e, como a viagem não era aquilo que pensavam, começaram a enfraquecer", diz Anete Costa Ferreira.
A descrição desta expedição chega até nós através de um documento que está na Biblioteca da Ajuda (Relazion del General Pedro Teixeira de el rio de las Amazonas para el Senhor Príncipe, 1639). "É o diário de bordo que Pedro Teixeira fez durante a viagem. Esse é o grande documento que o celebrizou, é um levantamento geral da fauna, da flora, do minério, dos costumes... Entra tudo o que ele foi vendo no seu trajecto", explica a investigadora. Incluindo os canibais.
Nessa grande expedição, Pedro Teixeira fixou uma série de territórios até então desconhecidos, como as ilhas das Areias ou Santa Luzia. Na viagem de regresso a Belém do Pará descobre o rio Negro (onde mais tarde se ergueu a cidade de Manaus) e o rio Madeira, um grande afluente do Amazonas.
Um dos feitos mais importantes da expedição é a fundação do povoado de Franciscana, oficializada a 16 de Agosto de 1639. Obedecendo às ordem do governador, Pedro Teixeira toma posse desse território, mas diz que o faz para a Coroa portuguesa (e não para a espanhola). Com a nova povoação, o navegador quis homenagear todos os missionários franciscanos.
Sem amazonas
No documento que se encontra na Biblioteca da Ajuda, Teixeira conta ainda que, tanto na ida como na volta da expedição do rio Amazonas, não viu as amazonas descritas durante a viagem de Francisco de Orellana, explorador espanhol que antes navegara parte do Amazonas. As ditas amazonas foram descritas por Carvajal, frade que acompanhou Orellana, como "mulheres sem peito, guerreiras, e que não aceitavam o homem no seu habitat", conta Anete Costa Ferreira.
Apesar de nunca se ter cruzado com elas, Teixeira relata que lhe chegaram muitas notícias das amazonas. Diz mesmo que estariam "a seis jornadas" do sítio em que se encontravam e que teriam 300 aldeias ou mais, com "quinhentos ou oitocentos casais" cada: "Aqui acabam-se as flechas furadas perigosas e, ainda que as haja por todo o rio, não matam como as do Sul", escreve.
A documentação sobre este conquistador do Brasil é esparsa. "Em Portugal pouca coisa há", diz Anete Costa Ferreira, lembrando que o historiador Jaime Cortesão (também de Cantanhede) apresentou no IV Congresso de História Nacional no Brasil, em 1949, O significado da expedição de Pedro Teixeira à luz de novos documentos. Em 2002 foi realizado o documentário Curiua-Catu: A Grande Expedição de Pedro Teixeira 1637-1639, realizado por Carlos Barreto.
Para contrariar a dispersão de documentos e mesmo a falta de informação ainda mais detalhada, Anete Ferreira vai começar dentro de dias uma investigação no Museu Naval e no Arquivo Público de Belém do Pará, e em São Luís do Maranhão. Passará também pela Catedral de Belém, onde está sepultado.
Para ajudar a resgatar a memória do explorador, a Portugal Telecom associa-se à homenagem de hoje no Senado, lançando o Prémio Pedro Teixeira para estudantes portugueses e brasileiros, dos 12 aos 18 anos. Os três melhores trabalhos sobre a vida e o impacto dos feitos de Teixeira na história de Portugal e do Brasil irão ter como prémio uma viagem cultural ao Brasil (se forem portugueses) ou a Portugal (se forem brasileiros). Será ainda lançado um site em português e inglês dedicado a perpetuar a memória do explorador português "Curiua-Catu".
publico
Sete truques de um vigarista que podem enganar qualquer um
A arte da vigarice implica uma certa mestria. A intenção de "enganar o outro" não basta, é preciso saber distrair as vítimas.
Um estudo da Universidade de Cambridge revelou os sete truques mais usados pelos vigaristas. Ora veja:
O princípio da distracção - Enquanto a vítima se distrai com qualquer coisa que lhe capte a atenção, o predador conseguirá fazer-lhe o que quiser, sem que dê por isso.
O princípio social - A sociedade ensinou-nos a não questionar a autoridade. Os predadores exploram este pressuposto de "suspensão da desconfiança" e, a partir daí, conseguem convencer a vítima a atender os seus pedidos.
O princípio do rebanho - Mesmo os mais desconfiados baixam a guarda quando as pessoas à volta se deixam levar. O risco parece menor e cumpre, assim, o mote "safety in numbers"
O princípio da desonestidade - Um vigarista, acredite, consegue fazê-lo fazer quase tudo. Se por acaso o convencer a cometer alguma ilegalidade, isso será depois usado contra si, tornando mais difícil qualquer pedido de ajuda. O mal já estará feito...
O princípio da decepção - As coisas e a s pessoas não são exactamente o que parecem ser. Os predadores dominam técnicas de manipulação que fazem acreditar que eles são, na verdade, o que aparentam
O princípio da necessidade e da ganância - Os seus desejos e necessidades tornam-no mais vulnerável. Se o vigarista descobre quais os seus desejos, será mais fácil manipulá-lo
O princípio do tempo - Sob pressão, a sua capacidade de tomar decisões difíceis altera-se drasticamente. Um predador saberá reconhecer quando as suas capacidades de raciocínio estiverem em baixo.
ionline
Um estudo da Universidade de Cambridge revelou os sete truques mais usados pelos vigaristas. Ora veja:
O princípio da distracção - Enquanto a vítima se distrai com qualquer coisa que lhe capte a atenção, o predador conseguirá fazer-lhe o que quiser, sem que dê por isso.
O princípio social - A sociedade ensinou-nos a não questionar a autoridade. Os predadores exploram este pressuposto de "suspensão da desconfiança" e, a partir daí, conseguem convencer a vítima a atender os seus pedidos.
O princípio do rebanho - Mesmo os mais desconfiados baixam a guarda quando as pessoas à volta se deixam levar. O risco parece menor e cumpre, assim, o mote "safety in numbers"
O princípio da desonestidade - Um vigarista, acredite, consegue fazê-lo fazer quase tudo. Se por acaso o convencer a cometer alguma ilegalidade, isso será depois usado contra si, tornando mais difícil qualquer pedido de ajuda. O mal já estará feito...
O princípio da decepção - As coisas e a s pessoas não são exactamente o que parecem ser. Os predadores dominam técnicas de manipulação que fazem acreditar que eles são, na verdade, o que aparentam
O princípio da necessidade e da ganância - Os seus desejos e necessidades tornam-no mais vulnerável. Se o vigarista descobre quais os seus desejos, será mais fácil manipulá-lo
O princípio do tempo - Sob pressão, a sua capacidade de tomar decisões difíceis altera-se drasticamente. Um predador saberá reconhecer quando as suas capacidades de raciocínio estiverem em baixo.
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terça-feira, 8 de dezembro de 2009
A morte de John Lennon
Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para seu apartamento em Nova York, John Lennon foi baleado cinco vezes por Mark David Chapman, a quem havia dado um autógrafo à tarde. Mesmo tendo sido socorrido por um carro de polícia, morreu ao chegar no Hospital Roosevelt.
Os Flinstones à portuguesa
Em plena Serra de Fafe, entre a cidade do mesmo nome e Cabeceiras de Basto, situada na região norte de Portugal, encontra-se uma casa que anda a despertar a curiosidade dos internautas de todo o mundo pela sua originalidade. Construída entre quatro rochas gigantes, a Casa do Penedo é mais do que uma residência rural perdida no interior de um pequeno país na orla ocidental da Europa.
A Casa do Penedo começou a ser construída na Primavera de 1972, quando a família Rodrigues quis realizar o seu sonho. Dois anos depois a residência estava feita. Não se trata de uma instalação ou de um hotel temático, uma vez que é utilizada pela família como local de férias. Porém, ultimamente tem atraído a atenção dos fãs de arquitectura e design de todo o mundo. Blogues e fóruns, na sua maioria não portugueses, têm divulgado as fotos desta casa.
8 de Dezembro
A Igreja Católica celebra a 8 de Dezembro o dia da Imaculada Conceição de Maria Santíssima. É uma festa que se situa no início do ano litúrgico, Tempo do Advento, iluminando o caminho da Igreja rumo ao Natal do Senhor.
Imaculada Conceição é um dos importantes títulos com que é venerada a Virgem Maria.
O dogma Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio IX, em 1854, com a bula Ineffabilis Deus, resultado da devoção popular aliada a intervenções papais e infindáveis debates teológicos.
Nos anos 700 esta celebração já existia no oriente. Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória a toda a cristandade.
Em Portugal, o culto foi oficializado por D. João IV, filho de D. Teodósio e D. Ana Velasco, primeiro rei da dinastia de Bragança. Sendo um dos nossos feriados nacionais, de extrema importância para Vila Viçosa, uma vez que é aqui que se encontra Nª. Sr.ª da Conceição.
Foi também em Vila Viçosa que D. João IV, filho dedicado e obediente da Santa Igreja e devotíssimo da Virgem da Conceição, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição ofereceu Portugal à Mãe Imaculada de Jesus, depondo a coroa real aos pés da Rainha do Céu que, doravante, seria também a Rainha de Portugal. A que era somente Padroeira de Vila Viçosa passou a ser Padroeira de Portugal.
Para além da coroação de Nossa Senhora da Conceição, D. João IV reconhecendo a protecção eficaz da Padroeira do Reino pela libertação do domínio francês, criou a ordem militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Depois desse grande momento, os reis seus sucessores nunca mais puseram sobre a cabeça a coroa real.
A grande peregrinação anual ao santuário de Vila Viçosa celebra-se a 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira principal de Portugal.
www.cm-vilavicosa.pt
Imaculada Conceição é um dos importantes títulos com que é venerada a Virgem Maria.
O dogma Imaculada Conceição de Nossa Senhora foi proclamado pelo Papa Pio IX, em 1854, com a bula Ineffabilis Deus, resultado da devoção popular aliada a intervenções papais e infindáveis debates teológicos.
Nos anos 700 esta celebração já existia no oriente. Em 1570, Pio V publicou o novo Ofício e em 1708 Clemente XI estendeu a festa, tornando-a obrigatória a toda a cristandade.
Em Portugal, o culto foi oficializado por D. João IV, filho de D. Teodósio e D. Ana Velasco, primeiro rei da dinastia de Bragança. Sendo um dos nossos feriados nacionais, de extrema importância para Vila Viçosa, uma vez que é aqui que se encontra Nª. Sr.ª da Conceição.
Foi também em Vila Viçosa que D. João IV, filho dedicado e obediente da Santa Igreja e devotíssimo da Virgem da Conceição, perante a imagem de Nossa Senhora da Conceição ofereceu Portugal à Mãe Imaculada de Jesus, depondo a coroa real aos pés da Rainha do Céu que, doravante, seria também a Rainha de Portugal. A que era somente Padroeira de Vila Viçosa passou a ser Padroeira de Portugal.
Para além da coroação de Nossa Senhora da Conceição, D. João IV reconhecendo a protecção eficaz da Padroeira do Reino pela libertação do domínio francês, criou a ordem militar de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.
Depois desse grande momento, os reis seus sucessores nunca mais puseram sobre a cabeça a coroa real.
A grande peregrinação anual ao santuário de Vila Viçosa celebra-se a 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, Padroeira principal de Portugal.
www.cm-vilavicosa.pt
Oliveira milenar do Algarve é a mais velha do Continente
Para a abraçar são necessários cinco homens e tem mais de dois mil anos: a oliveira do aldeamento turístico de Pedras D'El Rei, no Algarve, é a árvore mais velha de Portugal Continental e uma das 409 classificadas de Interesse Público.
A classificação, restrita a espécies do Continente, é feita pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) com base na longevidade, no porte, no desenho e na raridade das árvores, mas também em motivos históricos e culturais.
Segundo dados da AFN, que tem no seu portal a lista de "Árvores de Interesse Público", o sobreiro é a espécie mais classificada, com 42 exemplares.
Um deles é o de Águas de Moura, Palmela, considerado o mais produtivo do mundo: dá cortiça suficiente para o fabrico de cem mil rolhas, 25 vezes mais a quantidade normal fornecida por um sobreiro.
Portugal, aliás, em matéria de recordes, orgulha-se de ter a azinheira com maior projecção de copa da Europa, em Lugar das Matas, Santarém, e o carvalho mais antigo da Península Ibérica: carvalho-roble ou carvalho-alvarinho de Calvos, Braga, que tem 500 anos.
Tem ainda o eucalipto mais alto da Europa, com 72 metros, na Mata Nacional de Vale de Canas, Coimbra, que está a ser recuperada depois de, há quatro anos, ter sido fustigada por um incêndio.
Uma das árvores mais altas de Portugal, a araucária de Vila Praia de Âncora, Viana do Castelo, é, graças aos seus 47 metros, um ponto de referência para os barcos de pesca que andam no mar.
De acordo com informação prestada à agência Lusa pela Autoridade Florestal Nacional, a árvore mais velha é a oliveira do aldeamento turístico de Pedras D'El Rei, em Tavira, que é contemporânea da civilização romana: para abraçar o seu tronco são necessários cinco homens.
Com a invejável idade de 800 anos, o castanheiro da Quinta com o mesmo nome, em Caminho de Frades, Sintra, é um dos mais idosos de Portugal.
Já não pela idade mas pelo seu feitio bizarro, destaca-se o pinheiro rastejante do Litoral, um pinheiro-bravo na Mata Nacional de Leiria com cem anos e cujo tronco faz lembrar uma serpente, por "culpa" do vento que o entortou.
Os troncos dos 37 plátanos que ornamentam uma alameda do Jardim da Cordoaria do Porto são igualmente invulgares: são curtos e grossos, assemelhando-se a cones, possivelmente devido a uma doença que os deformou quando eram jovens.
Já na Quinta da Parra, em Olhão, uma alfarrobeira com 600 anos tem cavidades internas que se parecem com pequenas casas ou grutas.
As árvores também contam histórias, são testemunhos de lendas, mitos, factos históricos importantes e curiosidades e, por isso, são preservadas.
O "Carvalho da Forca", um carvalho-roble ou carvalho-alvarinho de Montalegre, Vila Real, deve o seu nome ao facto de no centro da Praça do Município ter sido erguido um patíbulo para enforcar os condenados, o último dos quais em 1844.
Uma azinheira em Cova de Iria, Fátima, ainda hoje é associada aos três pastorinhos-videntes, que se terão abrigado à sua sombra para recitar o rosário antes das aparições de Nossa Senhora.
O castanheiro de Lagarelhos, Bragança, é famoso por ser um dos da espécie com maior perímetro de tronco: para o abraçar são necessários nada mais, nada menos, do que 13 homens.
Mas, para os habitantes mais velhos da povoação, ele é, sobretudo, a "Árvore Casamenteira": é que, reza a tradição popular, dá sorte aos noivos.
A classificação, restrita a espécies do Continente, é feita pela Autoridade Florestal Nacional (AFN) com base na longevidade, no porte, no desenho e na raridade das árvores, mas também em motivos históricos e culturais.
Segundo dados da AFN, que tem no seu portal a lista de "Árvores de Interesse Público", o sobreiro é a espécie mais classificada, com 42 exemplares.
Um deles é o de Águas de Moura, Palmela, considerado o mais produtivo do mundo: dá cortiça suficiente para o fabrico de cem mil rolhas, 25 vezes mais a quantidade normal fornecida por um sobreiro.
Portugal, aliás, em matéria de recordes, orgulha-se de ter a azinheira com maior projecção de copa da Europa, em Lugar das Matas, Santarém, e o carvalho mais antigo da Península Ibérica: carvalho-roble ou carvalho-alvarinho de Calvos, Braga, que tem 500 anos.
Tem ainda o eucalipto mais alto da Europa, com 72 metros, na Mata Nacional de Vale de Canas, Coimbra, que está a ser recuperada depois de, há quatro anos, ter sido fustigada por um incêndio.
Uma das árvores mais altas de Portugal, a araucária de Vila Praia de Âncora, Viana do Castelo, é, graças aos seus 47 metros, um ponto de referência para os barcos de pesca que andam no mar.
De acordo com informação prestada à agência Lusa pela Autoridade Florestal Nacional, a árvore mais velha é a oliveira do aldeamento turístico de Pedras D'El Rei, em Tavira, que é contemporânea da civilização romana: para abraçar o seu tronco são necessários cinco homens.
Com a invejável idade de 800 anos, o castanheiro da Quinta com o mesmo nome, em Caminho de Frades, Sintra, é um dos mais idosos de Portugal.
Já não pela idade mas pelo seu feitio bizarro, destaca-se o pinheiro rastejante do Litoral, um pinheiro-bravo na Mata Nacional de Leiria com cem anos e cujo tronco faz lembrar uma serpente, por "culpa" do vento que o entortou.
Os troncos dos 37 plátanos que ornamentam uma alameda do Jardim da Cordoaria do Porto são igualmente invulgares: são curtos e grossos, assemelhando-se a cones, possivelmente devido a uma doença que os deformou quando eram jovens.
Já na Quinta da Parra, em Olhão, uma alfarrobeira com 600 anos tem cavidades internas que se parecem com pequenas casas ou grutas.
As árvores também contam histórias, são testemunhos de lendas, mitos, factos históricos importantes e curiosidades e, por isso, são preservadas.
O "Carvalho da Forca", um carvalho-roble ou carvalho-alvarinho de Montalegre, Vila Real, deve o seu nome ao facto de no centro da Praça do Município ter sido erguido um patíbulo para enforcar os condenados, o último dos quais em 1844.
Uma azinheira em Cova de Iria, Fátima, ainda hoje é associada aos três pastorinhos-videntes, que se terão abrigado à sua sombra para recitar o rosário antes das aparições de Nossa Senhora.
O castanheiro de Lagarelhos, Bragança, é famoso por ser um dos da espécie com maior perímetro de tronco: para o abraçar são necessários nada mais, nada menos, do que 13 homens.
Mas, para os habitantes mais velhos da povoação, ele é, sobretudo, a "Árvore Casamenteira": é que, reza a tradição popular, dá sorte aos noivos.
sábado, 5 de dezembro de 2009
Bandeira nacional à deriva
A má relação entre Jorge Sampaio e Rocha Vieira foi a responsável pelo ‘desvio’ da bandeira nacional, que em vez de ter ido para Belém parou em casa do ajudante de campo do último governador de Macau .
Dez anos é muito tempo. Mas, pelos vistos, não o suficiente para se encontrar um destino para a última bandeira portuguesa hasteada no Palácio da Praia Grande, em Macau.
A Fundação Oriente, o Museu Militar e Centro Científico e Cultural de Macau são algumas das instituições que gostariam de receber e exibir a última bandeira do império português. Mas, ao fim de dez anos, continua guardada na gaveta do coronel Tiago Vasconcelos, o último ajudante de campo do último governador de Macau.
O general Rocha Vieira recebeu a bandeira no dia 19 de Dezembro de 1999, na cerimónia de transferência da administração de Macau para a China. Encostou-a ao peito e, ao entrar no carro oficial, depositou-a nas mãos do seu ajudante de campo, que a guardou... até hoje.
«É verdade. Guardei a bandeira e trouxe-a para Lisboa. Naturalmente, aguardo uma orientação do general Rocha Vieira» , afirmou ao SOL o coronel Tiago_Vasconcelos, de 49 anos, garantindo: «Não vou ficar com a bandeira para mim. Entregá-la-ei a quem for determinado».
sol
Dez anos é muito tempo. Mas, pelos vistos, não o suficiente para se encontrar um destino para a última bandeira portuguesa hasteada no Palácio da Praia Grande, em Macau.
A Fundação Oriente, o Museu Militar e Centro Científico e Cultural de Macau são algumas das instituições que gostariam de receber e exibir a última bandeira do império português. Mas, ao fim de dez anos, continua guardada na gaveta do coronel Tiago Vasconcelos, o último ajudante de campo do último governador de Macau.
O general Rocha Vieira recebeu a bandeira no dia 19 de Dezembro de 1999, na cerimónia de transferência da administração de Macau para a China. Encostou-a ao peito e, ao entrar no carro oficial, depositou-a nas mãos do seu ajudante de campo, que a guardou... até hoje.
«É verdade. Guardei a bandeira e trouxe-a para Lisboa. Naturalmente, aguardo uma orientação do general Rocha Vieira» , afirmou ao SOL o coronel Tiago_Vasconcelos, de 49 anos, garantindo: «Não vou ficar com a bandeira para mim. Entregá-la-ei a quem for determinado».
sol
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
A guerra já custou mais de 70 milhões a Portugal
Quando os 150 militares portugueses chegarem ao Afeganistão em Janeiro de 2010, o número de destacados que já cumpriram missões no país vai aproximar-se dos 2 mil.
Até Agosto de 2009, quando terminou a última missão portuguesa integrada na NATO, tinham pisado solo afegão 1846 portugueses. Entre pilotos, médicos, enfermeiros e até meteorologistas, o destacamento para as missões da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) depende dos pedidos que a NATO faz aos 27 estados aliados.
E desde Fevereiro de 2002, quando Portugal começou a participar nestas operações, os principais contributos foram ao nível logístico - com destacamentos eventuais de equipas de 40 pessoas e de um C-130 -, e ao nível militar nas Brigadas de Reacção Rápida. Estas operações, de cariz mais militar e que se prolongam por seis meses, envolvem cerca de 150 efectivos e têm-se realizado de forma continuada entre 2005 e 2008.
Feitas as contas às missões de paz, Portugal já gastou mais de 70 milhões de euros. Só em 2009, os 183 militares e os meios destacados custaram 13 milhões de euros. O número está à medida de Portugal. Este ano os americanos pagaram 48,4 mil milhões.
ionline
Até Agosto de 2009, quando terminou a última missão portuguesa integrada na NATO, tinham pisado solo afegão 1846 portugueses. Entre pilotos, médicos, enfermeiros e até meteorologistas, o destacamento para as missões da Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF) depende dos pedidos que a NATO faz aos 27 estados aliados.
E desde Fevereiro de 2002, quando Portugal começou a participar nestas operações, os principais contributos foram ao nível logístico - com destacamentos eventuais de equipas de 40 pessoas e de um C-130 -, e ao nível militar nas Brigadas de Reacção Rápida. Estas operações, de cariz mais militar e que se prolongam por seis meses, envolvem cerca de 150 efectivos e têm-se realizado de forma continuada entre 2005 e 2008.
Feitas as contas às missões de paz, Portugal já gastou mais de 70 milhões de euros. Só em 2009, os 183 militares e os meios destacados custaram 13 milhões de euros. O número está à medida de Portugal. Este ano os americanos pagaram 48,4 mil milhões.
ionline
Reforço da presença militar no Afeganistão
O ministro dos Negócios Estrangeiros admitiu, esta quinta-feira em Bruxelas, a reabertura do debate em Portugal sobre o reforço da presença militar portuguesa no Afeganistão, além do envio de mais 150 militares já previsto para Janeiro.
Luís Amado falava à entrada para uma reunião dos chefes de diplomacia da NATO, na qual os membros da Aliança vão discutir o reforço da presença militar no Afeganistão e os recentes apelos nesse sentido feitos pela administração norte-americana, e que poderão levar o Governo português a «revisitar» a sua posição, admitiu o ministro.
«Não me parece inevitável, mas admito que, no contexto dos desenvolvimentos que têm vindo a público muito recentemente, designadamente na sequência da importante intervenção do presidente norte-americano (Barack Obama) e, em função também do que serão as posições dos nossos aliados, o tema possa ser objecto de uma reflexão de novo por parte das autoridades portuguesas», disse.
Lembrando que Portugal já há «vários meses» antecipou o pedido de reforço e decidiu «mais do que duplicar» a sua participação, que a partir de Janeiro passará «a ter mais de 260 homens», o governante sublinhou que um eventual reforço adicional só será possível após um novo processo «que exige uma convergência entre várias instituições».tsf
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
UE/Tratado de Lisboa: Um dia histórico e um novo começo - Reinfeldt
A entrada em vigor do Tratado de Lisboa é "um dia histórico" e "um novo começo" para todos os que acreditam numa Europa forte e transparente, afirmou hoje o primeiro-ministro sueco e presidente em exercício da Fredrik Reinfeldt.
"A cooperação europeia é uma história de sucesso para a paz, o desenvolvimento, o crescimento e a liberdade. Hoje é um dia histórico para todos os que acreditamos numa Europa mais forte e mais transparente", disse Reinfeldt na cerimónia que assinala hoje em Lisboa a entrada em vigor do Tratado.
O primeiro-ministro sueco, que preside à UE até 31 de Dezembro, referiu-se às novidades introduzidas pelo Tratado, destacando a importância, tanto para a Europa como para o resto do mundo, de ele permitir "mostrar ao mundo que a União Europeia está mais bem preparada para enfrentar os desafios". "A voz da Europa vai ser mais forte no mundo", acrescentou.
visao
"A cooperação europeia é uma história de sucesso para a paz, o desenvolvimento, o crescimento e a liberdade. Hoje é um dia histórico para todos os que acreditamos numa Europa mais forte e mais transparente", disse Reinfeldt na cerimónia que assinala hoje em Lisboa a entrada em vigor do Tratado.
O primeiro-ministro sueco, que preside à UE até 31 de Dezembro, referiu-se às novidades introduzidas pelo Tratado, destacando a importância, tanto para a Europa como para o resto do mundo, de ele permitir "mostrar ao mundo que a União Europeia está mais bem preparada para enfrentar os desafios". "A voz da Europa vai ser mais forte no mundo", acrescentou.
visao
Dia mundial da luta contra a sida
Neste dia comemora-se o Dia Mundial da Luta contra a Sida. A Sida apareceu há já duas décadas e os primeiros casos surgiram na comunidade homossexual, mas hoje em dia sabe-se que todas as pessoas podem " apanhar" este vírus mortal, pois ainda não há cura .
SABIAS QUE:
O VÍRUS DA SIDA CHAMA-SE HIV OU EM PORTUGUÊS VIH.
UMA PESSOA QUE TENHA ESTE VÍRUS CHAMAMOS DE SEROPOSITIVA.
ESTE VÍRUS ATACA O NOSSO SISTEMA IMUNOLÓGICO QUE É O RESPONSÁVEL PELAS DEFESAS QUE O NOSSO ORGANISMO TEM PARA SE DEFENDER DAS DOENÇAS.
A MAIORIA DAS PESSOAS SEROPOSITIVAS TEM UM ASPECTO SAUDÁVEL.
A SIDA NÃO SE TRANSMITE ATRAVÉS DE TOSSE OU ESPIRRO;
DE UTILIZAR A SANITA DE ALGUÉM SEROPOSITIVO
DE ABRAÇAR UMA PESSOA COM SIDA OU UTILIZAR A ROUPA DELA.
A SIDA TRANSMITE-SE ATRAVÉS DE:
TRANSFUSÕES DE SANGUE QUE ESTEJA INFECTADO;
PARTILHA DE SERINGAS UTILIZADAS POR ALGUÉM QUE TENHA HIV;
ATRAVÉS DE RELAÇÕES SEXUAIS NÃO PROTEGIDAS;
SE UMA MULHER SEROPOSITIVA ESTIVER GRÁVIDA, PODE TRANSMITIR O VIH AO SEU BEBÉ.
POR ISSO NÃO TE ESQUEÇAS: TEM CUIDADO; MAS NUNCA DEIXES DE SER AMIGO DE UMA PESSOA SEROPOSITIVA.
SABIAS QUE:
O VÍRUS DA SIDA CHAMA-SE HIV OU EM PORTUGUÊS VIH.
UMA PESSOA QUE TENHA ESTE VÍRUS CHAMAMOS DE SEROPOSITIVA.
ESTE VÍRUS ATACA O NOSSO SISTEMA IMUNOLÓGICO QUE É O RESPONSÁVEL PELAS DEFESAS QUE O NOSSO ORGANISMO TEM PARA SE DEFENDER DAS DOENÇAS.
A MAIORIA DAS PESSOAS SEROPOSITIVAS TEM UM ASPECTO SAUDÁVEL.
A SIDA NÃO SE TRANSMITE ATRAVÉS DE TOSSE OU ESPIRRO;
DE UTILIZAR A SANITA DE ALGUÉM SEROPOSITIVO
DE ABRAÇAR UMA PESSOA COM SIDA OU UTILIZAR A ROUPA DELA.
A SIDA TRANSMITE-SE ATRAVÉS DE:
TRANSFUSÕES DE SANGUE QUE ESTEJA INFECTADO;
PARTILHA DE SERINGAS UTILIZADAS POR ALGUÉM QUE TENHA HIV;
ATRAVÉS DE RELAÇÕES SEXUAIS NÃO PROTEGIDAS;
SE UMA MULHER SEROPOSITIVA ESTIVER GRÁVIDA, PODE TRANSMITIR O VIH AO SEU BEBÉ.
POR ISSO NÃO TE ESQUEÇAS: TEM CUIDADO; MAS NUNCA DEIXES DE SER AMIGO DE UMA PESSOA SEROPOSITIVA.
1º de Dezembro
Hoje comemora-se o 1.º de Dezembro, 365 anos da proclamação da Restauração da Independência.
Em 1557, aquando da morte de D. João III, sucede ao trono D. Sebastião que com apenas três anos, vê a regência a cargo da sua avó D. Catarina, e posteriormente D. Henrique.
Aos 14 anos, D. Sebastião assumiu o governo do reino, desejava praticar feitos que lhe dessem fama e glória, decidiu assim retomar a conquista das praças marroquinas, organiza um exército e parte para África. Em Agosto de 1578, em Alcácer Quibir, o exército português mal preparado, é derrotado frente ao exército muçulmano. Morre D. Sebastião sem qualquer descendente ao trono de Portugal.
Dá-se então um problema de sucessão, surgem então três pretendentes ao trono, netos de D. Manuel I; D. Felipe II, rei de Espanha, D. António, prior do Crato, D. Catarina, duquesa de Bragança. Aquando da morte do cardeal de D. Henrique, D. Felipe II mandou um exército(comandado pelo duque de Alba), invadir Portugal. Apesar de D. António ser aclamado rei em várias cidades, e de ter criado um pequeno exercito para defender o capital do país, que foi facilmente derrotado pela poderosa força militar espanhola, na batalha de ponte de Alcântara.
Após a derrota de D. António, Felipe II, desloca-se a Portugal, e faz-se aclamar rei de Portugal, nas Cortes de Tomar, jura...
O governo do reino (seja desempenhado) sempre por naturais dele e nunca de estrangeiros que não conhecem os usos da terra. (...) Vice-rei ou governador será necessariamente português; o português é a única língua oficial; o comércio ultramarino estará sempre em Portugal e confiado a portugueses.
In Vitorino Magalhães Godinho, Ensaios II, 1978
Felipe I cumpriu a maioria das promessas feitas em Tomar, contudo apesar das guerras com a Holanda, a França e a Inglaterra, e as revoltas na própria Espanha, condicionaram os seus sucessores, Felipe II, e Felipe III, a aumentar impostos, a integrar militares portugueses no exército espanhol, e a nomear alguns espanhóis para cargos em Portugal. Além disso Holanda, França e Inglaterra, atacam as colónias portuguesas.
O descontentamento dos Portugueses
Pôs-nos mal Castela com todas as nações, com que se diminuiu o comércio. Os estrangeiros, não podendo vir aos nosso portos buscar as especarias, iam buscá-las aos nossos territórios, expulsando-nos de lás, porque não tinhamos força para lhes resistir (...).
(...) E jurando Castela de nos guardar todos os previlégios antigos (...)nos pôs novos e intoleráveis impostos.
(...) E eles tinham em Portugal juizes castelhanos. Puseram-nos por vice-rei a duquesa de Mântua, estrangeira (...). E puseram-lhe conselheiros castelhanos que não tinham pena de nós.
Padre Manuel da Costa, Arte de Furtar, séc. XVII
A União Ibérica trouxe com ela grandes prejuízos a Portugal. Surge então um grupo de nobres que organizam, em Lisboa, uma conspiração para restaurar uma plena independência de Portugal, beneficiando duma Espanha enfraquecida, devido a guerras em que estava envolvida, bem devido a revoltas internas. Era também necessário defender as colónias portuguesas que eram constantemente ocupadas por países europeus, inimigos de Espanha.
Nasce o dia 1 de Dezembro de 1640 os conspiradores invadiram o palácio da governação espanhola - dirigiram-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos. A Duquesa foi presa e o Secretário morto, sendo que de seguida proclamaram a restauração da independência plena de Portugal, reuniram-se as cortes em Lisboa, onde o duque de Bragança foi aclamado rei de Portugal, com título de D. João IV.
Portugal organizou então a sua defesa, organizando o seu exército, fabricando armas, e reparando e construindo fortalezas junto à fronteira, bem como fazendo acordos e tratados de aliança com outros países.
Começava então a preparação para a Guerra da Restauração após declarada a independência, havia que a conquistar, a primeira grande batalha dá-se no Montijo (Espanha), em 1644, sendo a ultima batalhas e mais importante a de Montes Claros, só em 1668, D. Pedro II, se fez paz. 28 anos depois a Espanha aceitava finalmente a independência de Portugal.
Em 1557, aquando da morte de D. João III, sucede ao trono D. Sebastião que com apenas três anos, vê a regência a cargo da sua avó D. Catarina, e posteriormente D. Henrique.
Aos 14 anos, D. Sebastião assumiu o governo do reino, desejava praticar feitos que lhe dessem fama e glória, decidiu assim retomar a conquista das praças marroquinas, organiza um exército e parte para África. Em Agosto de 1578, em Alcácer Quibir, o exército português mal preparado, é derrotado frente ao exército muçulmano. Morre D. Sebastião sem qualquer descendente ao trono de Portugal.
Dá-se então um problema de sucessão, surgem então três pretendentes ao trono, netos de D. Manuel I; D. Felipe II, rei de Espanha, D. António, prior do Crato, D. Catarina, duquesa de Bragança. Aquando da morte do cardeal de D. Henrique, D. Felipe II mandou um exército(comandado pelo duque de Alba), invadir Portugal. Apesar de D. António ser aclamado rei em várias cidades, e de ter criado um pequeno exercito para defender o capital do país, que foi facilmente derrotado pela poderosa força militar espanhola, na batalha de ponte de Alcântara.
Após a derrota de D. António, Felipe II, desloca-se a Portugal, e faz-se aclamar rei de Portugal, nas Cortes de Tomar, jura...
O governo do reino (seja desempenhado) sempre por naturais dele e nunca de estrangeiros que não conhecem os usos da terra. (...) Vice-rei ou governador será necessariamente português; o português é a única língua oficial; o comércio ultramarino estará sempre em Portugal e confiado a portugueses.
In Vitorino Magalhães Godinho, Ensaios II, 1978
Felipe I cumpriu a maioria das promessas feitas em Tomar, contudo apesar das guerras com a Holanda, a França e a Inglaterra, e as revoltas na própria Espanha, condicionaram os seus sucessores, Felipe II, e Felipe III, a aumentar impostos, a integrar militares portugueses no exército espanhol, e a nomear alguns espanhóis para cargos em Portugal. Além disso Holanda, França e Inglaterra, atacam as colónias portuguesas.
O descontentamento dos Portugueses
Pôs-nos mal Castela com todas as nações, com que se diminuiu o comércio. Os estrangeiros, não podendo vir aos nosso portos buscar as especarias, iam buscá-las aos nossos territórios, expulsando-nos de lás, porque não tinhamos força para lhes resistir (...).
(...) E jurando Castela de nos guardar todos os previlégios antigos (...)nos pôs novos e intoleráveis impostos.
(...) E eles tinham em Portugal juizes castelhanos. Puseram-nos por vice-rei a duquesa de Mântua, estrangeira (...). E puseram-lhe conselheiros castelhanos que não tinham pena de nós.
Padre Manuel da Costa, Arte de Furtar, séc. XVII
A União Ibérica trouxe com ela grandes prejuízos a Portugal. Surge então um grupo de nobres que organizam, em Lisboa, uma conspiração para restaurar uma plena independência de Portugal, beneficiando duma Espanha enfraquecida, devido a guerras em que estava envolvida, bem devido a revoltas internas. Era também necessário defender as colónias portuguesas que eram constantemente ocupadas por países europeus, inimigos de Espanha.
Nasce o dia 1 de Dezembro de 1640 os conspiradores invadiram o palácio da governação espanhola - dirigiram-se ao Paço da Ribeira onde estavam a Duquesa de Mântua, regente de Portugal, e o seu Secretário, Miguel de Vasconcelos. A Duquesa foi presa e o Secretário morto, sendo que de seguida proclamaram a restauração da independência plena de Portugal, reuniram-se as cortes em Lisboa, onde o duque de Bragança foi aclamado rei de Portugal, com título de D. João IV.
Portugal organizou então a sua defesa, organizando o seu exército, fabricando armas, e reparando e construindo fortalezas junto à fronteira, bem como fazendo acordos e tratados de aliança com outros países.
Começava então a preparação para a Guerra da Restauração após declarada a independência, havia que a conquistar, a primeira grande batalha dá-se no Montijo (Espanha), em 1644, sendo a ultima batalhas e mais importante a de Montes Claros, só em 1668, D. Pedro II, se fez paz. 28 anos depois a Espanha aceitava finalmente a independência de Portugal.
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