quinta-feira, 18 de junho de 2009

Problemas no colosso da energia de fusão

O mais ambicioso projecto científico mundial vai ultrapassar o orçamento e envolve problemas técnicos ainda não resolvidos e que podem ser inultrapassáveis nas próximas décadas. Conhecido por ITER, o projecto de reactor de fusão termonuclear custará pelo menos 11,5 mil milhões de euros, bem acima da factura oficial de 10 mil milhões de euros e da primeira estimativa, com dez anos, de metade deste valor.
O reactor visa replicar a energia do sol, que resulta da fusão de núcleos de átomos de hidrogénio. Nas experiências realizadas em laboratório foi possível imitar este processo, mas as temperaturas necessárias são brutais, da ordem de 150 milhões de graus celsius, o que limita a experiência a poucos minutos e, além disso, exige enormes quantidades de energia.
O ITER é um projecto internacional que começou em 1985, dando origem a um tratado de 2006 que vincula a União Europeia, EUA, Rússia, China, Japão, Índia e Coreia do Sul. O objectivo é construir um reactor de fusão, ainda em fase experimental, que possa servir de modelo para uma futura geração de reactores comerciais. A construção decorre em Cadarache, no Sul de França, e os europeus são responsáveis por 45% do financiamento.
A notícia da escalada de custos foi adiantada no início do mês pela AFP e agora confirmada pela BBC, que cita mails internos a darem conta não apenas do aumento de preço mas de problemas técnicos ligados à dificuldade em dominar a complexa tecnologia. A solução pode passar por uma versão diferente e menos ambiciosa do ITER, algo que os peritos vão discutir no final da semana.
Só em aspectos de engenharia, o ITER é um verdadeiro monstro: o reactor será um colosso de 23 mil toneladas (o peso de uma fragata da marinha) com a altura do Arco do Triunfo, como assinalam os promotores deste projecto.
Os desafios tecnológicos são os mais difíceis. Ainda não estão inventados alguns dos materiais necessários para conter o plasma superaquecido (cuja temperatura permitirá a fusão dos átomos) e os físicos não têm a certeza de que a complexa máquina funcionará como nos modelos.
Para piorar o cenário, as primeiras experiências podem começar só em 2018, mas com uma máquina simplificada. A produção de energia não será possível antes de 2026. Teoricamente, se a Humanidade conseguisse dominar a fusão, prescindiria da energia nuclear e da sua dependência do petróleo, mas a utilização comercial da tecnologia pode não ser viável antes do próximo século.

O QUE É A IGNIÇÃO?
Um plasma de fusão atinge a ignição quando o aquecimento do meio pelas partículas- a é suficiente para compensar as perdas energéticas do sistema. Nestas condições, o plasma é auto-sustentável, o que significa que o meio é mantido pela energia libertada pelas suas próprias reacções, não sendo necessário o recurso a fontes auxiliares de aquecimento.
QUAL É O RENDIMENTO DAS MÁQUINAS DE FUSÃO NUCLEAR POR CONFINAMENTO MAGNÉTICO?
O rendimento de um dispositivo experimental de fusão nuclear por confinamento magnético POR CONFINAMENTO MAGNÉTICO (Q) é o quociente entre a energia produzida por reacções de fusão nuclear e a energia gasta para criar e manter o meio.
Um reactor de fusão nuclear só será rentável quando Q for muito maior do que 1.

QUAL É O OBJECTIVO PRINCIPAL DO PROGRAMA EUROPEU DE FUSÃO?O Programa Europeu de Fusão integra todas as actividades de I&D dos Estados Membros da União Europeia e da Suiça e visa a construção de um reactor comercial de fusão que permita produzir energia eléctrica através de reacções de fusão nuclear. Este Programa constitui um excelente exemplo da integração da investigação europeia num programa único, com uma gestão central e com uma implementação distribuída pelos Países que integram o Programa.

dn


quarta-feira, 17 de junho de 2009

José Calvário, maestro e compositor, morreu

José Calvário, maestro e compositor, morreu
O maestro e compositor José Calvário morreu hoje, aos 58 anos, em Oeiras
José Calvário sofreu um enfarte em Novembro de 2008 e encontrava-se desde então em estado vegetativo.
Depois de ter estado internado em vários hospitais, ficou alojado numa unidade de cuidados continuados em Oeiras.
Autor de canções como E Depois do Adeus e Flor sem Tempo, Calvário deixa viúva e dois filhos, um dos quais menor.
Lusa / SOL

terça-feira, 16 de junho de 2009

José Malhoa

JJ Johnson Quintet

Decisão sobre TGV só na próxima legislatura

O ministro das Obras Públicas remeteu, esta terça-feira, para a próxima legislatura uma decisão final do Governo sobre a rede de alta velocidade, explicando que há procedimentos e prazos quer o Executivo respeitar.
«O andar normal das coisas leva a que só na próxima legislatura - lá para Outubro -, haja condições, nunca antes, para assinar o contrato de concessão» do troço Poceirão-Caia, o primeiro concurso lançado, disse Mário Lino.

Cristiano Ronaldo

A transferência de Cristiano Ronaldo (CR7 para os fãs) do Manchester United para o Real Madrid, por módicos 94 milhões de euros, provocou uma longa série de díspares comentários. Os mais comovidos indignaram-se com os valores em causa, sobretudo por estarmos no meio de uma severa crise económica. Os menos comovidos - poucos no conjunto dos que foram instados a dizer qualquer coisa - alegraram-se, por verem no facto a pujança do mundo futebolístico e a possibilidade de os adeptos da modalidade esquecerem, por momentos que seja, a tristeza que os dias carregam, quando virem Cristiano e o brasileiro Kaká a trocarem as voltas aos adversários.
Vale a pena relembrar algum do argumentário usado.
A Organização das Nações Unidas (onde a coisa chegou!) apressou-se a lembrar que os 94 milhões de euros davam para oferecer 56 milhões de refeições a crianças necessitadas.
Michel Platini, presidente da UEFA, ficou chocado com o pilim em causa.
Joseph Blatter, presidente da FIFA, mostrou-se contente: ele acha que "as pessoas precisam de estrelas e de emoções" - e transferências como esta ajudam à festa.
Cavaco Silva, o nosso presidente da República, disse que, apesar de não ser adepto de futebol, nunca lhe "passou pela cabeça que alguém pudesse pagar quase 100 milhões de euros pela transferência do jogador". Um pecado, portanto.
Paulo Rangel, a nova estrela do firmamento político português, acha a coisa um "escândalo" (Paulo aprendeu depressa a dominar a técnica do "sound byte").
Rui Santos, o novo oráculo do futebol nacional (e, quiçá, internacional), antevê mesmo o "ocaso" (sic) de Ronaldo, supostamente por o rapaz da Madeira dificilmente resistir aos encantos que a "movida" madrilena lhe proporcionará.
Não vale a pena recordar que noutras modalidades para nós menos mediáticas (golfe, basebol, básquete...) há quem aufira bem mais do que aquilo que cabe agora em sorte a Cristiano Ronaldo. Mas já vale a pena lembrar que a UEFA criou, com a Liga dos Campeões, um "clube dos ricos" na Europa. O dinheiro que ali se ganha obviamente incentiva a competitividade, logo incentiva também negócios como este.
Negócios. Essa é a palavra-chave. A transferência de CR7 para o clube da capital espanhola não passa disso mesmo. Uma multinacional de grande sucesso (Manchester United) vendeu a outra multinacional (Real Madrid) um dos seus activos mais valiosos. Eu não tenho nada a ver com isso. Tudo o resto em torno desta novela é folclore do mais puro. È demagogia da mais pura. Paulo Ferreira

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Pacheco Pereira é a estrela convidada do próximo ‘Tele Rural’

Está na moda o intercâmbio de comentadores e humoristas. Depois de, no domingo, Ricardo Araújo Pereira ter ido à SIC comentar as eleições Europeias, José Pacheco Pereira vai participar, já neste fim-de-semana, no episódio de “Tele Rural”.
A ideia, desta vez, é colocar um comentador no ambiente dos humoristas, e não um humorista no meio dos comentadores e de Maria João Avillez. Pacheco Pereira vai fazer a personagem “Salsicheiro de Curral de Moinas que atira morcelas ao teleponto do presidente da junta”.

CHARLIE CHAPLIN

Online

As conversas online com conteúdos mais íntimos, eróticos ou até pornográficos têm encontrado muitos seguidores/as. Por detrás de um ecrã de computador, homens e mulheres fantasiam em conjunto, partilhando desejos, sonhos, experiências relacionadas com temáticas sexuais, protegidos por um anonimato virtual. É frequente fazerem-se novos conhecimentos através dos serviços disponíveis na Net, nos quais são partilhadas muitas informações e onde é possível encontrar-se pessoas com muitas afinidades. Facilmente se cria um clima de aproximação e de atracção mútua.
Os diálogos são mais rápidos, mais destemidos e mais provocatórios, exactamente porque não existe a componente face a face.
E se não se gosta daquilo que o outro diz basta fazê-lo "desaparecer" com a rapidez de um teclar. Mas, quando se gosta do outro, virtualmente é certo, a partilha de fotos, a utilização de software de voz e webcam, humaniza a conversa, transformando o outro em alguém especial e quase real. Todos estes meios aproximam os parceiros criando a ideia de que realmente se tem um compromisso com o outro. Por muito "verdadeira" que uma relação possa ser na Net, acaba por exigir muito mais do que um simples teclado. E é por isso que muitos "casais virtuais" sentem necessidade de se encontrarem, porque por detrás de um ecrã todas as relações são perfeitas e, por isso mesmo, se sonha perpetuá-las. Mas serão os "novos casais" capazes de viver uma vida real?
por: Marta Crawfordsexóloga

Bens penhorados e falta de apoios 'matam' escola de Belgais

Segundo Joana Pires, filha da pianista e responsável pelo Centro de Estudo das Artes de Belgais, após o encerramento da escola e do Coro Infantil, «não deve restar nada do projecto de Belgais iniciado pela minha mãe».
Joana Pires revelou que os subsídios do Ministério da Educação (única fonte de financiamento) bem como o mobiliário e instrumentos da escola «estão arrestados».
«Parece-nos ser uma acção movida por quatro ex-funcionários», despedidos a meio do ano, e que, de acordo com Joana Pires, discordam das indemnizações que lhes foram pagas. O valor do arresto ronda «os 78 mil euros», acrescentou.
«Despedimos funcionários para não termos que declarar insolvência a meio do ano. Perdemos patrocinadores e donativos e só lhes podíamos pagar o que o Ministério da Educação nos dava. Ficámos sem o resto do dinheiro que recebíamos», fruto da crise financeira, justificou.
As tarefas foram redistribuídas por outros cinco trabalhadores, mais dois professores colocados pelo Ministério da Educação e outros dois professores de artes.
A Escola da Mata, perto de Castelo Branco, é frequentada por 40 alunos dos quatro primeiros anos do ensino básico, com os quais são desenvolvidas actividades artísticas e culturais no dia-a-dia. «Não sei para onde vão no futuro», disse Joana Pires.
O Ministério da Educação atribui anualmente 170 mil euros à Associação de Belgais para desenvolver o projecto escolar, referiu.
Aquela responsável lamenta a falta de apoio na situação actual da Câmara de Castelo Branco, a cujo presidente pediu «apoio moral e uma garantia bancária para desbloquear o problema, negociada da forma que ele quisesse».
«Mas o presidente foi gelado e disse que não tinha nada a ver com o assunto», descreveu. «Não somos bem-vindos aqui», referiu, sublinhando que com o encerramento da escola e do Coro Infantil, «não deve restar nada do projecto de Belgais iniciado pela minha mãe».
A Agência Lusa tentou contactar o presidente da Câmara de Castelo Branco, mas tal ainda não foi possível. O Ministério da Educação remeteu um eventual comentário para mais tarde.
Maria João Pires abandonou os cargos directivos do Centro de Estudos das Artes de Belgais depois de uma operação ao coração, em Março de 2006, para colocação de um bypass.
Na altura, considerou haver uma "grande incompreensão" das autoridades portugueses face ao projecto a que dedicou vários anos.
Lusa/SOL

Ornella Vanoni

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Clark Little





Estas imagens incríveis de ondas foram tiradas pelo fotógrafo de rebentação número 1 do Mundo: Clark Little. Ele dedicou a sua vida a fotografar ondas e publicou uma seleção das melhores imagens da sua carreira. Ele capta momentos mágicos dentro do "tubo", como dizem os surfistas.


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Morreu Jack Cardiff, director de fotografia. Imagem de Black Narcissus.


FINALMENTE FOI APANHADO...‏


Homenagem a Salgueiro Maia marca Dia de Portugal em Santarém

A homenagem que o Presidente da República, Cavaco Silva, presta hoje, em Santarém, a Salgueiro Maia, no âmbito das comemorações do 10 de Junho, recupera para a actualidade a controvérsia de há 20 anos, quando o mesmo Cavaco Silva, então primeiro-ministro, não atribuiu a pensão que tinha sido pedida pelo capitão de Abril.A semana passada o semanário Expresso lembrava que o próprio Salgueiro Maia decidiu, em 1988, requerer uma pensão por causa dos "serviços excepcionais e relevantes prestados ao país". A viúva Natércia Salgueiro Maia confirma que o capitão de artilharia que foi responsável pela rendição de Marcelo Caetano no Quartel do Carmo decidiu pedir a pensão, "por causa da sua participação no 25 de Abril", mas "nunca obteve resposta". O historiador António de Sousa Duarte, autor da biografia Salgueiro Maia - Um Homem da Liberdade, corrobora que "Salgueiro Maia confidenciou a alguns amigos que requereu essa pensão devido à sua intervenção na Operação Fim de Regime, nome dado pelo Movimento das Forças Armadas ao 25 de Abril". Esta recusa, ou falta de resposta, só veio a público três anos depois, quando o mesmo Cavaco concordou com a atribuição de pensões a dois ex-inspectores da PIDE, um dos quais estivera envolvido nos disparos sobre a multidão concentrada à porta da sede daquela polícia política, na Rua António Maria Cardoso. No caso dos dois antigos inspectores da PIDE, as pensões tinham sido previamente autorizadas pelo Supremo Tribunal Militar (STM). E fonte de Belém sustenta agora que a pensão de Salgueiro Maia foi recusada por causa de "entraves burocráticos" levantados pelo mesmo STM. Porém, e como o PÚBLICO noticiou em 1992, o que o STM fez em relação ao pedido apresentado por Salgueiro Maia foi dizer que não era competente para analisar o caso. É que, à luz da legislação existente na altura, o STM só devia pronunciar-se sobre a atribuição de pensões por actos praticados em teatro de guerra. Era o caso dos dois ex-inspectores da PIDE, mas não era o caso de Salgueiro Maia, que invocara no seu pedido "actos de abnegação e coragem cívica desenvolvidos na acção militar de 25 de Abril de 1974". O caso foi assim remetido à Procuradoria-Geral da República (PGR), cujos consultores aprovaram por unanimidade a concessão daquela pensão, no parecer n.º 163/88, de 22 de Junho de 1989. O processo foi depois remetido pelo Ministério da Defesa, então tutelado por Fernando Nogueira, ao Montepio dos Servidores do Estado - serviço equivalente à actual Caixa Geral de Aposentações. De onde, por razões que nunca foram esclarecidas, nunca chegou a sair. A homenagem de hoje vem, no fundo, corrigir a controversa decisão de há 20 anos. "Não é altura de entrar em polémicas", relativizou Natércia Salgueiro Maia. "O simples facto de reconhecerem as qualidades humanas que ele [Salgueiro Maia] demonstrou e o seu papel no 25 de Abril já tem o seu mérito", acrescentou a viúva, confirmando que, em 1995, "já no tempo de António Guterres", começou a receber a chamada "pensão de sangue". As comemorações do Dia de Portugal - que, juntamente com a Feira Nacional de Agricultura - deverão atrair perto de 150 mil visitantes a Santarém, começaram sexta-feira com a inauguração de uma mostra bibliográfica sobre Camões. Cavaco Silva vai prestar homenagem ao capitão de Abril (faleceu em Abril de 1992) junto ao monumento que Santarém lhe dedicou, no chamado Jardim dos Cravos.
publico

terça-feira, 9 de junho de 2009

CARLOS MARTINS E BERNARDO SASSETTI: "Ornithology"

Sauditas vão ao cinema pela primeira vez

A obra em cartaz foi uma produção nacional intitulada Menahi - uma comédia sobre um beduíno ingénuo que se muda para a cidade grande.
Alguns religiosos radicais tentaram afugentar a audiência e interromper a exibição.
Nenhuma mulher teve autorização para ver o filme na capital, embora algumas tivessem podido ver a obra - sob restrições - noutras cidades.
O país começou a abrir espaço à arte desde que o rei Abdullah chegou ao trono em 2005.
Foram necessários cinco meses para que os produtores do filme conseguissem autorização do governo para exibir a obra em Riade, num centro cultural gerido pelo governo, tendo havido pouca publicidade antecipadamente.
Os cinemas públicos foram fechados na Arábia Saudita na década de 70, quando líderes profundamente conservadores temiam que levassem a um ambiente misto - com homens e mulheres - e minassem os valores islâmicos.
Desde então, houve pouca diversão pública, excepto corridas de cavalos e camelos e festivais que celebrem a cultura tradicional saudita.
O filme foi produzido pela Rotana, uma produtora pertencente ao príncipe saudita bilionário Alwaleed bin Talal.
A produtora exibiu anteriormente o filme em várias outras cidades sauditas, inclusive Jedá e Taif. Algumas exibições permitiram que as mulheres vissem o filme em recintos separados dos homens.
Mas a prática islâmica é mais rigorosa em Riade.
O filme tem sido exibido em Riade desde sexta-feira no Centro Cultural Rei Fahd, onde passam duas sessões por dia com lotação quase esgotada. Cada sala tem capacidade para cerca de 300 pessoas.
No sábado, um grupo de homens conservadores concentrou-se diante do centro, tentando dissuadir os espectadores de ver o filme.
Mas a maioria ignorou os apelos e entrou na fila para comprar refrigerantes e pipocas, aguardando uma oportunidade de posar com os protagonistas do filme.
O príncipe Alwaleed, sobrinho do rei Abdullah, disse que acredita que os cinemas acabarão por abrir na Arábia Saudita. No ano passado, o reino realizou o seu primeiro festival de cinema nacional.
SOL

10 regras para escapar às dívidas no seu cartão de crédito

O número de portugueses com cartão de crédito continua a aumentar: um em cada três adultos tem pelo menos um na carteira. São muitos os benefícios de usar o plástico nas compras, desde o peso que se liberta por não carregar moedas até à facilidade de transacção em qualquer parte do mundo, não esquecendo a possibilidade de aceder a um crédito sem ter de falar com o gestor de conta. Mas nem tudo são rosas: o abuso do cartão pode ser uma catástrofe. As taxas de juro aplicadas são das mais elevadas da banca. Para que continue a fazer as suas compras descansado, o i diz-lhe quais são as dez principais regras no uso dos cartões de crédito.1. A melhor dívida é a que não existeA taxa anual efectiva dos cartões de crédito dos maiores bancos portugueses é em média de 20%, o que é mais de seis vezes superior à taxa actual dos créditos à habitação. Porém, é possível usar o crédito do cartão sem pagar juros, basta que pague a dívida no chamado período de crédito gratuito, que pode ir até 50 dias. Para a maioria, a melhor opção é mesmo optar pelo pagamento automático da totalidade do crédito. "Quem paga o crédito a 100% e fiscaliza os seus gastos não deverá ter problemas", avisa a directora do Observatório do Endividamento dos Consumidores, Catarina Frade. Se precisar de se endividar, escolha primeiro o crédito pessoal ou ao consumo, porque o valor das taxas de juro é metade do praticado nos cartões de crédito.2. Não caia na ratoeira do mínimoUma taxa elevada é mau para si, mas é bom para os bancos, por isso é natural que eles incentivem o uso do crédito além do período gratuito. As instituições financeiras apenas exigem que pague um determinado valor mínimo, uma percentagem entre 3% e 5% do limite de crédito. Aliás, quando se opta pelo pagamento por débito directo, alguns bancos registam por defeito que o pagamento mensal é pelo valor mínimo. Ora, seguindo pelo valor mínimo entra-se numa bola de neve. Se no final do mês tiver um saldo de 2000 euros e só amortizar mensalmente 5% da dívida, deixando o restante a capitalizar a uma taxa anual de 20%, então demorará mais de 30 anos a pagar as compras.3. Não se afunde mais"Quem já tem problemas de crédito deve evitar usar o cartão de crédito", avisa Catarina Frade. A investigadora salienta que este "é o crédito mais caro que existe". Se tem dificuldade de controlo, pegue num saco de plástico, ponha todos os cartões de crédito lá dentro, encha-o de água e coloque-o no congelador. Da próxima vez que se sentir tentado, o tempo de descongelamento deverá ser suficiente para esfriar os seus desejos.4. O melhor cartão não tem anuidadeSe consegue pagar a dívida do cartão no período sem juros, então o que mais o deve preocupar é o pagamento da anuidade, a comissão anual da utilização. Embora não seja prática corrente, há cartões sem anuidade. Normalmente oferecem-lhe a primeira anuidade, mas em média custa 40 euros nos anos seguintes. Cerca de um terço dos portugueses não paga a dívida no período de crédito gratuito, segundo o Crédito Agrícola e o BCP. Porém, "os que usam o crédito fazem-no conscientemente", explica Paulo Raposo, da MasterCard Portugal. Nesse caso, a maior preocupação deve ser encontrar um cartão com um juro baixo.5. Seja fiel: basta um cartão de crédito Os americanos têm oito, os ingleses cinco, os alemães e os japoneses dois. Mas os portugueses têm em média um cartão. Porém, os números estão a crescer. "A média do número de cartões de crédito por pessoa é de 1,47", lê-se no Barómetro sobre Comportamento Financeiro de Particulares em Portugal, produzido pela Marktest para a Mastercard. Não precisa de um segundo cartão: pagará mais anuidades e perderá a conta às suas contas. O cartão que lhe enche as medidas não tem de ser do seu banco do dia-a-dia. Muitos bancos fazem parcerias com instituições comerciais.6. O limite de crédito não é rígidoO banco deve atribuir-lhe um determinado limite de crédito (plafond) após ter analisado o seu perfil. Contudo, é normalmente o limite que vem por defeito: quanto mais dourado ou platinado for o cartão, maior o plafond. Pode sempre negociar outro valor. Para os gastos extraordinários, basta pedir um incremento temporário do limite de crédito. Como são plafonds transitórios, os bancos até são generosos.7. Outras vantagens que valem a pena"A anuidade e a taxa de juro são importantes, mas o cliente deve procurar outras coisas, dependendo das suas necessidades", avisa Paulo Raposo, da MasterCard. Muitos cartões oferecem seguros de viagem. Alguns devolvem--lhe uma percentagem dos gastos, habitualmente 1%. Outros focam-se em descontos numa só marca, como o Cartão BP Visa do BCP, que dá um desconto de 3% nos gastos em combustível nos postos da BP. Há ainda os que dão voos, como o Top Miles, uma parceria entre o BES e a Top Atlântico, que confere duas milhas aéreas por cada euro gasto. O importante é que escolha as vantagens que mais o satisfazem.8. Se está em dificuldade, esqueça a regra anteriorNão vale a pena esforçar-se por ter descontos e outras vantagens se não conseguir pagar a dívida do cartão todos os meses. Se falhar um pagamento, todos os descontos e benefícios são eclipsados pelo serviço da dívida e pelas penalizações da maioria dos cartões. Se sabe que vai falhar, concentre-se no que realmente interessa: a taxa de juro.9. Se for viajar para longe, mantenha o cartão no bolsoÉ muito prático usar o cartão de crédito no estrangeiro sem pensar nas conversões cambiais. Contudo, saiba que quando estiver a fazer isto está a pagar mais 2,5%, pelo menos. Esse é o custo cobrado pelas empresas de cartões pelo serviço de câmbio, intermediação, processamento, comunicações e risco. Em alguns cartões, acrescenta-se ainda uma comissão fixa de 1,5 euros. Da próxima vez que sair da zona euro, dê uma oportunidade às notas estrangeiras: o balcão do seu banco cobra em média 3,5 euros pela compra ou pela venda das divisas.10. Não ponha o cartão de crédito no multibancoSacar dinheiro usando o crédito do seu cartão num caixa automática é a maneira mais rápida de ficar pobre: as instituições financeiras chegam a cobrar 3 euros, acrescidos de 4% do valor levantado. Se levantar 500 euros a crédito, cobram-lhe até 22 euros. ionlineEm alguns cartões, a taxa anual efectiva do crédito por levantamento ultrapassa os 30%.
ionline

segunda-feira, 8 de junho de 2009

domingo, 7 de junho de 2009

Só com guerras e muita gente é que ficámos “humanos”

Aparentemente não foi a genética que proporcionou por si o comportamento humano moderno. Se não houvesse conflitos entre os grupos de caçadores recolectores e se a população de humanos anatomicamente modernos não aumentasse, seria difícil a manutenção do altruísmo e a aprendizagem de todos os aspectos culturais e simbólicos que nos tornam únicos, adiantam dois artigos publicados hoje na Science.Fazendo as contas, levou no mínimo 70 mil anos até que pessoas com anatomia igual à nossa começassem a ter um comportamento moderno, “um salto radical na complexidade tecnológica e cultural, que torna a nossa espécie única”, explica Adam Powell, autor de um dos artigos. “Isto inclui um comportamento simbólico como a arte abstracta e realista, instrumentos musicais, artefactos de marfim,” explicou o investigador da University College London.Os primeiros testemunhos desse comportamento aparecem na África subsaariana há 90 mil anos — no continente de origem da humanidade. Perderam-se na mesma região há 65 mil anos, encontraram-se na Europa há 45 mil — pouco tempo depois destas populações chegarem cá—, recuperam-se em África há 40 mil anos e foram surgindo pelo Médio Oriente, Ásia e Austrália.A investigação relaciona este desenvolvimento cultural com a demografia. Os modelos mostram que sem um certo número de pessoas, é impossível haver passagem do conhecimento sem a sua degeneração e é difícil que as inovações sejam aproveitadas e se mantenham nas populações. O estudo bate certo com o número de pessoas que se estima terem existido em África, Europa e Médio Oriente quando se deu a mudança cultural.Por outro lado, Samuel Bowels, da Universidade de Siena em Itália, mostra no segundo artigo a importância dos conflitos entre estas populações para a manutenção genética dos comportamentos de altruísmo. O altruísmo melhorava a produção e cooperação num grupo, além de proporcionar um número de pessoas prontas para combater. O resultado seria uma população mais capaz, com maior probabilidade de ganhar conflitos e ter mais descendência.

publico

Joe Henderson & John Scofield - Summertime

Barragem no Mondego

A construção da futura barragem de Girabolos, no Rio Mondego, deverá arrancar em 2011, criando mil postos de trabalho directos e cerca de quatro mil indirectos, de acordo com a Endesa, empresa que irá explorar o empreendimento.
Orçamentada em 360 milhões de euros, a barragem terá capacidade para produzir 450 gigawatts por hora, o equivalente ao consumo anual de electricidade de 150 mil famílias.
O projecto irá representar cerca de cinco por cento do mercado hidroeléctrico português. A produção de energia só deverá, no entanto, estar operacional em 2015.
A Endesa está actualmente a estudar duas soluções diferentes para a barragem, que vai abranger os concelhos de Seia, Mangualde, Gouveia e Nelas, na Serra da Estrela. Uma delas prevê a construção de duas estruturas - uma para produção de energia e outra de captação de água - enquanto a segunda prevê apenas uma barragem, com uma quota mais elevada e que irá produzir um lago de água de maiores dimensões, alagando desta forma uma área consideravelmente maior.
Ainda não há decisões sobre qual das duas soluções irá para a frente. O estudo de impacte ambiental vai decorrer até Setembro.

O que os homens querem de uma mulher

Quando me perguntam o que acho das mulheres, a minha inclinação natural é responder como um arguido: "Nada a declarar." Acho preferível exercer o meu direito ao silêncio, não vá alguém usar contra mim algumas das minhas palavras. Todo o homem é isso mesmo, começa como arguido diante das mulheres. Precisa de provar para não ser condenado.Por isso, sempre achei que o segredo do negócio é dizer pouco e escutar muito. Se sei alguma coisa sobre as mulheres, é o mesmo que sei sobre economia: sei que devia saber mais. Mas não sei. E o que sei é mais ou menos o que irei repetir aqui. É o seguinte. Toda a mulher - bela, feia, mediana, celestial, não importa - é, como dizia Cesare Pavese, um "homem de acção". Pavese teve uma paixão funérea (por uma americana que o chutou para canto) e disse que as mulheres são "homens de acção". Não acabou bem: matou-se. Os seus diários estão cheios dessa necessidade de perceber as mulheres, de prever as mulheres - e as mulheres, já se sabe, não querem nada muito transparente que logo se cansam. Pavese até sabia e foi por saber que se lixou.De qualquer maneira, o que importa é essa visão realista sobre as mulheres: as mulheres como criaturas menos falíveis, menos lunáticas do que os homens, as mulheres dotadas de maior pragmatismo e lucidez que os do "outro lado".Para as mulheres, não existem abstracções. Por exemplo, não existe o Homem mas homens concretos e mulheres concretas. Existe o pai, o irmão ou, desculpem o termo, o companheiro; nunca o membro insípido e distante da espécie. Depois, reparem que as mulheres, que nunca fizeram muitas revoluções, nunca fizeram, sobretudo, revoluções inúteis. O sufragismo foi uma revolução útil. As feministas empenhadas sabiam que não estavam a contemplar a terrífica exploração masculina para ocupar tempo. Queriam uma nova revolução para alcançar algo novo e importante. Elas não trabalham de borla. Quando os soldados portugueses partiram para a Flandres na primeira Guerra Mundial, as mulheres portuguesas organizaram peditórios públicos. Não era generosidade. Não eram tempos livres. Era o imenso pragmatismo feminino a acontecer. Pensem num dos casais mais célebres de todos os tempos, Xantipa e Sócrates. Quem era Xantipa? Discutia Parménides com o marido? Nada disso importa. Porque Xantipa sabia mais do que Sócrates, é o que vos digo. E talvez olhasse para o pobre com algum compassivo desprezo. As mulheres não querem saber o que são as coisas. Não são filósofas. Querem perceber antes como funcionam e o que se pode fazer com elas. Querem saber como fazer. O "como" é o que lhes interessa. São homens de acção à espera de uma batalha.
por Pedro Lomba

O que as mulheres querem de um homem

Quando me perguntam o que uma mulher quer de um homem, lembro- -me quase sempre da frase de Woody Allen: "É melhor ser o amante ou o amado? Nenhuma das coisas, se o colesterol passar dos seiscentos". Porque me lembro desta frase? Não faço ideia. Talvez porque a resposta, não sendo óbvia, não é unívoca, ou, sendo óbvia, é apenas extensa e correríamos o perigo de este jornal, comprado pela manhã, passar de validade. Uma amiga encontrou o homem de sonho. Ela passarinhava em casa com o mesmo roupão masculino da puberdade, penugem junto aos tornozelos, unhas cortadas à trouxe-mouxe, recorrendo ao corta-unhas, ferrugento de ser deixado molhado na banheira. Ele compensava--lhe a falta de jeito. Escolhia o vinho, de nariz enfiado no copo, e a roupa das reuniões que pendurava de véspera no cabide. Dava a provar o risotto, ainda ao lume, às visitas, sem deixar cair nódoas na camisa de linho. Surpreendia-a com bilhetes para o CCB, onde ela ia contrariada e entre bocejos. Levitava na sala em posição de ioga e tronco nu e, de o ver, sentia-se formigueiro. Arquitecto, trabalhava em casa, sob o sol de Inverno, no jardim onde cuidava das orquídeas e de uma nespereira anã, que plantou e via crescer atentamente. Fazia companhia e escutava sem criticar. Terminei dois namoros, depois de lhe ouvir os alvitres, inscrevi-me no ginásio para tonificar, porque - na verdade - não preciso de perder peso, passei a ver a poligamia com a demanda da época, esqueci questões morais caducas e distribuí panfletos contra às peles em frente às lojas da Baixa, vestida de raposa esquartejada. Ela não parecia entusiasmada com o que lhe calhara na rifa. Percebi-lhe a inquietação, depois de o ver entrar, elegante de fazer inveja, vestido de cabedal e sorridente para um bar gay da moda. O risco de almejar a perfeição é ter como homem ideal uma mistura de veado Bambi, sem as manchas, com a Filipa Vasconcelos disfarçada de Clube Bimby, três pisos das Galerias Lafayette, entre os sapatos de berloques e a camisa italiana, vinte revistas da "Marie Claire", incluindo os especiais de moda e cremes anti-age, um hamster de roda, vários voucheres para cinema e entradas VIP, a habilidade política de amaciar verdades de Sarkozy com a altura do Rodrigo Santoro e a conversa de café de Jean-Marie Gustave Le Clézio entrecortada pelas confissões da Oprah. O que as mulheres querem de um homem não é o que dizem querer. Uma forma inteligente de manter o tabu e enganar os primários.
por Filipa Martins

Saramago chama "deliquente" a Berlusconi

José Saramago qualificou Silvio Berlusconi de "deliquente" e um "vírus", num artigo publicado pelo jornal espanhol El Pais.
"Chamei-o de delinquente e não me arrependo", escreve Saramago que já tinha chamado "delinquente" a Berlusconi no seu mais recente livro "Caderno" que a editora Einnaudi se recusou a publicar.
"Desde há vários anos, a coisa Berlusconi comete delitos de gravidade variável mas sempre provado. E que mais é, ele não transgride as leis, mas bem pior, com efeito fabrica-as para proteger os seus interesses públicos e privados, o do político, do empresário, e do acompanhador de menores", segundo Saramago.
"Esta coisa, esta doença, o vírus que ameaça tornar-se a causa mortal do país de Verdi, se um vómito profundo não atingir a consciência dos italianos antes que este veneno corroendo as veia se destroçando o coração de uma das mais ricas culturas europeias", lê-se no artigo assinado pelo Nobel português.
Saramago afirma ainda: "Os valores básicos da convivência humana são pisados todos os dias pelas patas viscosas da coisa Berlusconni que, entre os seus múltiplos talentos, tem uma habilidade funanbulesca para abusar sendo pervertido a elas a intenção e o sentido, como no caso do Pólo da Liberdade, que consequentemente é chamado o partido sobre que assaltou o poder".
Berlusconi "é uma coisa perigosa semelhante a um ser humano, uma coisa que organiza festas, orgias, e que dirige um país chamado Itália", acrescentou o Saramago, 86 anos e autor de cerca de 30 títulos.
O advogado do Primeiro-Ministro italiano, afirmou que irá apresentar uma queixa contra o El Pais.
O jornal publicou hoje novas fotografias tiradas na casa de campo de Berlusconi, que fazem parte de uma centena de negativos apreendidos pela justiça italiana após uma queixa deste por violação da vida privada.jn

sábado, 6 de junho de 2009

Dia D

O Dia D mais famoso da história militar foi 6 de Junho de 1944 - o dia em que a Batalha da Normandia começou - iniciando a libertação do continente Europeu da ocupação Nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

A Constância do Banco de Portugal...

Diz o Jornal «i» que, por lapso, os administradores do Banco de Portugal não receberam durante o ano passado o aumento que lhes era devido e que, por causa disso, o mesmo aconteceu aos corpos directivos das outras Entidades Reguladoras. Como tal, para reparar o mal, as administrações do Banco de Portugal e das ditas Entidades deverão receber este ano um aumento de 5% (2,1% relativo a 2008 e 2,9% relativo a 2009).
Por Gonçalo Pistacchini Moita

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O mais perigoso organismo nas praias pPortuguesas

A caravela-portuguesa, também conhecida por garrafa azul, é o mais perigoso organismo que aparece nas praias portuguesas. Formada por uma parte gelatinosa semelhante à das medusas que anda à tona da água, fazendo lembrar uma vela – daí o seu nome –, possui tentáculos azulados que, em contacto com o corpo humano, podem provocar queimaduras de terceiro grau ou mesmo levar à morte de indivíduos com problemas cardíacos ou respiratórios. No ano passado foram registados 11 casos nas praias, em Peniche e Santa Cruz, em que as pessoas tiveram de ser hospitalizadas.
No final de Abril, foram avistadas junto à costa espanhola, na zona de Múrcia, grupos até 50 exemplares. Há cerca de dez anos que a caravela-portuguesa não era detectada no Mediterrâneo, pelo que esta aparição fez soar os alarmes. Sendo uma espécie mais comum nas águas quentes do Sul, o seu aparecimento em zonas mais a Norte pode ser provocado pelas alterações climáticas e pela subida da temperatura do mar.
No entanto, os cientistas conhecem muito pouco sobre esta espécie. Para o biólogo marinho português, Carlos Sousa Reis, o avistamento de algumas colónias junto a Múrcia não permite dizer que há um risco maior de a espécie aparecer com mais frequência em Portugal neste Verão. "É uma espécie que, como todas as da sua família, tem comportamentos que o Homem conhece muito pouco. O aparecimento em Múrcia é um episódio muito pontual. São colónias erráticas", Apesar das semelhanças não se trata de uma medusa mas sim de um cnidario da ordem dos sifonóforos cujo nome cientifíco é physalia physalis. É formado pelo Pneumóforo ou 'vela' que fica à tona de água e pelos tentáculos que chegam aos 30 metros e contêm o veneno que a torna perigosa para o homem.
CARAVELA-PORTUGUESA (Physalia physalis)
No final de Abril, em Múrcia, Espanha, foram avistadas colónias flutuantes de caravelas-portuguesas com cerca de 50 indivíduos cada. Vieram provavelmente do Atlântico e entraram no mar Mediterrâneo através do estreito de Gibraltar.
Apesar das semelhanças não se trata de uma medusa, mas sim de um cnidário da ordem dos sifonóforos.
- Em finais de Abril foram avistadas colónias na costa de Múrcia com cerca de 50 indivíduos
- Ataques de Caravelas em praias do Oeste, no Verão de 2008
TOTAL: 11
CONCELHO DE TORRES VDRAS
Santa Cruz Centro: 1
Mexilhoeira: 1
Santa Rita Norte: 1
Foz rio Sizandro: 1
CONCELHO DA LOURINHÃ
Praia de Peralta: 1
CONCELHO DE PENICHE
Consolação: 1
Cova de Alfarroba: 1
Peniche de Cima: 1
Baleal Norte: 1
CONCELHO DE CALDAS DA RAINHA
Foz do Arelho: 2
CARACTERÍSTICAS
Alimenta-se injectando o veneno em pequenos peixes ou camarões, arrastando depois as presas para os gastrozóides, um tipo de pólipo que envolve e digere a presa.
Move-se sobre a superfície da água, empurrada pelo vento e pelas correntes e é mais frequentes em mar alto do que junto à costa
QUE FAZER EM CASO DE 'ATAQUE'
- Chamar de imediato auxílio médico (112)
- Se os tentáculos ainda estiverem em contacto com a pele, retirá-los com ajuda de luvas ou uma toalha
- Para aliviar a dor pode usar-se vinagre logo após o contacto com a pele.
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Home, no dia do Ambiente: o mundo é a nossa casa

"Home - O mundo é a nossa casa", é o título do documentário ambientalista de Yann Arthus-Bertrand, o fotógrafo mais conhecido pelas suas imagens aéreas do planeta Terra, que estreia hoje em 50 países. Lisboa junta-se à iniciativa - no dia Mundial do Ambiente - com distribuição multiplataformas: cinema, televisão, internet e DVD.
O filme de Yann Arthus-Bertrand é mais do que um conjunto de maravilhosas imagens aéreas de cinquenta países: é um olhar preocupado face à forma como os recursos e o planeta têm sido tratados pelo Homem.
Em Portugal, o ponto de encontro para a estreia mundial é o Largo Camões, em Lisboa, às 21 h. Mas as imagens vão ser exibidas em todas as grandes capitais mundiais. Mas, se quiser, já pode ver "Home" no Youtube. Até 14 de Junho.
E pode ver aqui, em baixo, um vídeo sobre a aventura de filmar este documentário, comentada pelo próprio Yann Arthus-Bertrand.

Dia Mundial do Ambiente e da Ecologia

No âmbito das iniciativas constantes do Programa da ONU (Organização das Nações Unidas) para o Ambiente figura, a 5 de Junho, o «DIA MUNDIAL DO AMBIENTE E DA ECOLOGIA», uma efeméride de universal interesse e importância, pois como foi referido, a propósito desta comemoração: «se há assunto que consegue igualar todas as pessoas neste Planeta, em que vivemos, é a questão ambiental, já que o que acontece de um lado, para bem ou para mal, vai sempre afectar o outro». A ecologia e o meio ambiente passaram a ser uma preocupação, em todo o Mundo, em meados do século XX, mas já no século anterior, Ernst Haeckel (1834 – 1919), um conhecido biólogo alemão, criou formalment! e a disciplina que estuda a relação dos seres vivos com o meio ambiente, propondo, no ano de 1866 o nome ECOLOGIA, para esse ramo da biologia. a cada um de nós, cidadãos, compete fazer, não apenas neste «DIA MUNDIAL DO AMBIENTE E DA ECOLOGIA», mas quotidianamente, consciente e assumidas acções «para a preservação de condições desejáveis de vida na Terra, hoje e no amanhã, consumindo menos o que precisamos economizar: os recursos naturais».

Campanha de reciclagem de radiografias

Arranca hoje, Dia Mundial do Ambiente, a 14ª edição da Campanha de Reciclagem de Radiografias. Durante três semanas, apoiada por todas as Farmácias do País, a AMI vai recolher o maior número possível de radiografias com mais de cinco anos e/ou sem valor clínico para posterior reciclagem e extracção de prata nelas contida.
Este é um dos vários projectos de cariz ambiental da AMI que a levou recentemente a criar o seu quarto pilar de acção.
O Ambiente junta-se, assim, às três outras áreas de acção da AMI (Assistência Médica, Acção Social e Alertar Consciências), quer a nível Internacional, quer a nível Nacional.

Quatro anos de obra do Engenheiro


20 anos depois do massacre de Tiananmen

Vinte anos depois da revolta estudantil na praça Tiananmen que terminou com cerca de 700 manifestantes pró-democratização assassinados pela intervenção militar chinesa.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

De volta a Portugal, os australianos não se deixam apanhar pela idade... Numa produção e entrega memoráveis



AC/DC no estádio Alvalade XXI
De volta a Portugal, os australianos não se deixam apanhar pela idade... Numa produção e entrega memoráveis, Malcolm e Angus Young deram tudo ao público português.
Era, sem qualquer dúvida, um dos concertos mais aguardados do ano e os AC/DC cumpriram a promessa de que iriam protagonizar uma noite memorável a todos aqueles que acorreram em massa ao Estádio Alvalade XXI. É certo que o recinto não estava totalmente esgotado, mas estava muito perto disso. E, observando a expressão de satisfação espelhada na cara de todos aqueles que se acotovelavam à espera de um transporte que os levasse de volta a casa na zona do Campo Grande, era fácil perceber que ninguém deu o seu dinheiro por mal empregue. Com o novo Black Ice na bagagem, o lendário grupo australiano liderado pelos irmãos Angus e Malcolm Young subiu a um palco de dimensões gigantescas - uma estrutura de 78 metros, ladeada por dois ecrãs, que demorou quatro dias a montar. Os AC/DC já não podem tocar em recintos pequenos há muitos anos, mas conseguem transportar para um estádio a energia crua de uma banda que está a actuar numa sala pequena e para uma audiência suada. 34 anos depois de terem lançado o primeiro álbum, mantêm-se iguais a si próprios e isso ninguém pode negar. A produção por detrás de um espectáculo destes é enorme, mas os músicos mantêm-se fiéis ao que sempre foram - uma banda de, puro e duro, rock'n'roll. Durante os, aproximadamente, 135 minutos que durou a actuação não houve mudanças desnecessárias de instrumentos ou indumentária... o que houve, isso sim, foi uma enorme descarga de energia contagiante que tocou todos os presentes.
Às 21:40, mais uma vez em ponto, soam através das gigantescas colunas do P.A. os acordes iniciais de "Rock'n'Roll Train", o primeiro single de apresentação ao último álbum dos AC/DC.
Nos ecrãs, numa animação colorida e movimentada, Angus Young e os seus companheiros fogem figurativamente de uma locomotiva descontrolada que, alguns minutos depois, acaba por "embater" na parte de trás do palco com grande estardalhaço. As luzes acendem-se e ali estão os heróis da noite, como que transportados de uma B.D. para a vida real, prontos a dar à plateia tudo aquilo que ela espera deles.
"Hell Ain't a Bad Place To Be", "Back In Black" e "Big Jack" obrigam os poucos resistentes a levantar-se das cadeiras ou das bancadas."Dirty Deeds Done Dirt Cheap", "Shot Down In Flames", "Thunderstruck" e "Black Ice" garantem que a plateia está totalmente rendida aos músicos. Mais de três décadas de palco fizeram dos AC/DC uma unidade incrivelmente bem oleada, em que nada - absolutamente nada - falha. No entanto, o mais surpreendente mesmo é perceber que, 34 anos depois de ter gravado o primeiro disco, a banda continua a ter a mesma energia que tinha quando começou a tocar.

Amália - hoje

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Orquesta Buena Vista Social Club sobe ao palco do Festival do Mediterrâneo

A Orquestra Buena Vista Social Club sobe ao palco do MED, sexta-feira, dia 26 de Junho, e vem juntar-se à já confirmada banda espanhola Ojos de Brujo e à dos argentinos Bajofondo, para integrarem a VI edição do Festival do Mediterrâneo 2009.
O cartaz dos palcos principais do Festival MED está encerrado com La Notte Della Taranta feat. Stewart Copeland e Horace Andy & Dub Asante, informa a Câmara de Loulé, em comunicado de imprensa à comunicação social.
Naquele que é considerado um dos festivais nacionais mais conceituados de World Music, vão actuar 17 bandas nos palcos da Matriz e da Cerca, os dois palcos principais, acrescenta a autarquia louletana, a responsável pela organização do evento cultural.
Rokia Traoré, recentemente considerada a melhor artista World Music pela Songlines, vai encerrar a VI edição do Festival MED, com uma actuação agendada para dia 28 de Junho, o último dia do certame.
Em paralelo aos dois palcos principais, o MED vai ter mais quatro palcos secundários destinados aos artistas convidados que se estão a revelar talentos promissores.
A pintura e a gastronomia, tal como o artesanato, o teatro e a animação de rua vão também regressar ao Centro Histórico de Loulé, durante os cinco dias do Festival MED.
A 5ª edição do Festival MED, que bateu recordes de bilheteira, recebeu durante cinco dias cerca de 20 mil pessoas, mais sete mil do que na edição anterior.
Pelo palco MED passaram, em 2008, nomes como Solomon Burke, Jimmy Cliff, Amadou & Mariam, Balkan Beat Box e Caravan Palace, assim como os portugueses Deolinda e Ana Moura.

Windows 7 - Sucessor do Vista chega a 22 de Outubro

A chegada ao mercado do Windows 7, fica assim marcada para o final de Outubro, algumas semanas antes da época natalícia e para o mesmo dia em que fica disponível para os clientes empresariais o Windows Server 2008.
De acordo com informação divulgada pela Microsoft, o novo sistema operativo vai poder ser actualizado nos novos computadores que tenham as versões Home Premium, Business ou Ultimate do Vista, através do programa Windows Upgrade Option.
Até ao dia 22 de Outubro a Release Candidate do Windows 7 poderá continuar a ser descarregada na Internet.

Fantasias: O outro lado do desejo

Ter sexo com duas ou mais pessoas, partilhar casais ou o domínio sexual sobre o parceiro estão entre as imagens sexuais mais frequentes, num mundo de fantasia onde tudo pode ser perfeito e cor-de-rosa. No entanto, há situações nas quais o impulso para concretizar as narrativas que nos despertam os sentidos se pode tornar num pesadelo.
“Para determinadas pessoas, a criação de narrativas sexuais positivas, de cenários com conteúdo erótico e sexual são um elemento imprescindível para a estimulação e manutenção da excitação sexual”, explica a sexóloga Patrícia Pascoal.
A fantasia sexual é um acto da imaginação, no qual o ser humano evoca imagens excitantes de cariz sexual. O prazer que se obtém dessas representações pode indicar comportamentos que necessitem de uma atenção especial: “As fantasias podem ser inesperadas, rígidas, pouco criativas, repetitivas e, inclusivamente, ser perturbadoras da sexualidade quando a pessoa se sente incomodada pelas imagens que tem”.
Se algumas fantasias podem e devem ser partilhadas entre o casal, com o objectivo de apimentar a relação, outras há, porém, que se revelam perigosas quando associadas a uma enorme vontade de as concretizar.
“As fantasias de violação ou de actos denominados desviantes podem ser perturbadores, especialmente quando surgem de forma repetida e a pessoa não tem qualquer controlo sobre estas imagens”, refere Patrícia Pascoal, sublinhando a necessidade de uma intervenção a nível clínico: “Em alguns casos, este tipo de fantasias pode ser um percursor do comportamento e é importante avaliar o impulso de agir que a elas está associado e o foco desse impulso”.
Muitas vezes confundidos, a fantasia e o fetiche são conceitos bem diferentes, segundo explica a sexóloga. Se o primeiro permite abrir as portas a uma sexualidade compartilhada entre o casal, o segundo é limitador, pois implica a obtenção de prazer sexual apenas em certas e determinadas circunstâncias muito rígidas.
LEITURAS: SEXO SEM TABUS
Da autoria da sexóloga Marta Crawford, ‘Sexo Sem Tabus’ é um livro que esclarece dúvidas e responde a perguntas embaraçosas, ensinando com naturalidade a arte de amar. Com uma postura directa, a obra custa 17 euros e aconselha a desfrutar de sexo com todo o prazer.
MÉNAGE À TROIS
É das mais frequentes tanto em homens como em mulheres. A ideia de partilhar o/a parceiro/a com outra pessoa, proibido numa sociedade monogâmica, funciona como um excitante. Pode envolver dois homens e uma mulher ou um homem e duas mulheres.
VOYEURISMO
Há quem obtenha estímulo sexual através da observação de outro(s). É o desejo de ver outras pessoas, homens ou mulheres, em contactos mais íntimos sem ser descoberto. Porém, a excitação aumenta da mesma forma que o risco de ser apanhado.
SWING
É a fantasia de um casal partilhar experiências com outro casal. O homem entrega a mulher a outro homem, recebendo outra mulher em troca. Esta prática remonta à Grécia Antiga, mas conheceu um grande de-senvolvimento na actualidade.
ORGIAS
Sexo em grupos numerosos. É a fantasia de ter relacionamentos sexuais com desconhecidos, sem compromissos, pela busca simples do prazer e do contacto físico. A variação de alguém ser penetrado por várias pessoas também é frequente.
BDSM
BDSM (Bondage, Domínio, Sadismo e Masoquismo) é uma fantasia que não distingue sexos e na qual o estímulo surge com o domínio de outra pessoa. Por norma, esse domínio implica a imobilização do parceiro, associando-se ao sadismo e ao masoquismo.
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Prémio Camões: Arménio Vieira

O escritor e poeta cabo-verdiano Arménio Vieira, galardoado terça-feira com o Prémio Camões/2009, admitiu hoje ser um autor "pouco lido", mostrou-se surpreendido com a distinção e afirmou que, com o dinheiro que vai receber, "talvez compre uma bicicleta".
Numa entrevista à Agência Lusa, em que se mostrou ainda pouco à vontade em lidar com o sucesso, afirmou que até nem sabe como o júri lhe atribuiu o prémio, já que, no Brasil, disse, é "quase desconhecido".
"Eu sou pouco lido. Em Cabo Verde quase nada. Lá fora um pouco mais, mas, no Brasil, sou desconhecido e nem sei como o prémio veio para Cabo Verde, para o Arménio, porque Cabo Verde é maior que o Arménio, claro", explicou.
Sobre o destino que vai dar aos cem mil euros do prémio, Arménio Vieira prefere não revelar, tanto mais que afirmou desconhecer quando será entregue.
"Não quero falar disso, não o tenho ainda. O prémio é entregue daqui a um ano, mas se calhar vou ter pela primeira vez na vida uma bicicleta, porque nunca tive uma bicicleta", brincou, ironizando que o "ovo (dinheiro do prémio) está ainda dentro da galinha".
Arménio Vieira afirmou à Lusa que tem já pronto, e que está quase a sair, um novo livro de poesia, escrito "através de mensagens de telemóvel".
Sem querer revelar muito do novo livro, - "ainda é segredo" -, Arménio Vieira adiantou que a obra terá como título "O Poema, a Viagem e o Sonho" e que foi escrito através de mensagens que enviava a dois amigos em Portugal.
Além disso, um outro projecto do escritor é a reedição das suas obras num só volume.
"Este mesmo amigo é que quer fazer este projecto de juntar tudo numa mesma obra, porque eu sou pouco lido. Acho que nunca traduziram um livro meu para nenhuma língua, nem para o crioulo. Há traduções de um poema ou outro para Inglês e Russo, mas uma obra inteira não", disse.
Arménio Vieira, o primeiro cabo-verdiano a receber o Prémio Camões, nasceu na cidade da Praia, na Ilha de Santiago, Cabo Verde, a 24 de Janeiro de 1941.
Além de escritor, já colaborou em diversas publicações como o Boletim de Cabo Verde, a revista Vértice, de Coimbra, Raízes, Ponto & Vírgula, Fragmentos e Sopinha de Alfabeto e foi re-writer no jornal Voz di Povo.
Arménio Vieira já publicou diversas obras, entre elas "Poemas -- África" (1981), "O Eleito do Sol" (1990), "Poemas" (reedição em 1998), "No Inferno" (1999) e "MITOgrafias", em 2006.
O Prémio Camões, criado em 1988 pelos governos português e brasileiro, distingue todos os anos escritores dos países lusófonos.

Joe McPhee

Jazz Ao Centro - Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra 2009

Emblemático a nível nacional para qualquer amante de jazz, o festival mantém como sua força motriz o contacto do público com grandes nomes. A 7.ª edição concentra toda a acção entre os dias 25 de Maio e 6 de Junho, em vários pontos da cidade de Coimbra.
O programa de concertos volta a definir-se em qualidade e abrangência. O quarteto liderado pelo alemão Peter Brötzmann, o norte-americano Joe McPhee, o grupo sueco Angles, o quarteto do norte-americano Daniel Levin, o trio francês DAG e o quarteto comandado pelos alemães Matthias Schriefl e Christian Lillinger figuram na lista de convidados.
Além dos concertos, o programa contempla "after hours", uma "masterclass", animação de rua, cinema, exposições e actividades dirigidas aos mais novos e também aos mais velhos.

Margens livres prejudicam genéricos

O alerta é de Pedro Pita Barros, do Gabinete de Análise Económica, da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa que num parecer à proposta de decreto-lei, que refere que os genéricos podem sofrer baixas porque será uma das formas das empresas "reduzirem o aumento de poder negocial do sector das farmácias". Os laboratórios terão ainda dificuldade em cobrir os custos, o que pode afectar a área de investigação, avisa.
Pita Barros diz que os consumidores não terão benefícios com a liberalização e que deverá haver "uma assimetria negocial entre as farmácias, distribuidores grossistas e indústria", com um aumento das margens dos farmacêuticos.
Caso a medida seja aprovada, o economista propõe que o mercado de distribuição seja aberto a outros operadores, obrigando à cisão dos maiores ou à venda de activos a entidades que não tenham interesse no sector. Quanto à Associação Nacional das Farmácias (ANF), propõe que a sua posição seja limitada a um único grossista, podendo deter só 10% do capital. Uma última solução seria manter as actuais margens " sempre que não for alcançado um acordo na negociação". dn

Aquecimento global volta à agenda

Entre os temas que continuam sem solução está a obrigação de as economias desenvolvidas se comprometerem a controlar as emissões poluentes, bem como de averiguar se o cumprimento deste princípio é voluntário ou imposto pela lei.
A representação norte-americana quer colocar todos os países em pé de igualdade, exigindo que todos se empenhem no combate às alterações climáticas, de acordo com as suas capacidades de acção.
Por outro lado, os países em desenvolvimento consideraram que este primeiro esboço do tratado falhou na medida em que não teve em conta as suas propostas.
Os cientistas dos Estados Unidos da América advertiram para o facto de as emissões não controladas de gases poluentes, sobretudo de combustíveis fósseis usados na indústria pesada e nos automóveis, provocarem alterações nas temperaturas e na precipitação, pondo em risco milhões de pessoas devido à possibilidade de secas e tempestades.
Michael Zammit Cutajar, que compilou as posições dos vários países, reconheceu que o rascunho era «complexo" e «confuso» mas disse estar satisfeito com o projecto inicial.
O rascunho representa «um passo significativo nas conversações», disse Yvo de Bóer, secretário executivo da Convenção para as Alterações Climáticas das Nações Unidas.
Quanto devem os países cortar nas suas emissões de poluentes, como aumentar as verbas anuais para os países em desenvolvimento se adaptarem às alterações climáticas e como ajudar os países tropicais a reduzir a destruição das florestas tropicais e evitar a desflorestação são alguns dos temas abordados no documento.
As economias emergentes como a Índia e a China comprometeram-se a travar o crescimento das suas emissões poluentes em troca de financiamento e de tecnologias 'verdes' dos países industrializados, afirmando que o seu grau de comprometimento em Copenhaga depende destes financiamentos.
A União Europeia afirmou já que não deverá avançar com valores para o fundo de combate às alterações climáticas antes da conferência de Copenhaga, a mais importante das quatro agendadas até ao final do ano.
O acordo de Copenhaga deverá dar continuidade ao Protocolo de Quioto, assinado em 1997, que obriga 37 países industrializados a reduzirem as suas emissões, deixando os restantes países sem qualquer compromisso.
Os Estados Unidos da América rejeitaram o Protocolo de Quioto em parte porque excluía as economias em desenvolvimento mas a administração de Barack Obama já anunciou que quer assumir uma posição de liderança no combate às alterações climáticas.
Lusa / SOL
"O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são."

Para ti meu amor...

O homem pensa.

A mulher sonha.

Pensar é ter cérebro.

Sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano.

A mulher é um lago.

O oceano tem a pérola que embeleza.

O lago tem a poesia que deslumbra.

O homem é a águia que voa.

A mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço.

Cantar é conquistar a alma.

O homem tem um farol: a consciência.

A mulher tem uma estrela: a esperança.

O farol guia. A esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra.

A mulher, onde começa o céu!!!

Victor Hugo

terça-feira, 2 de junho de 2009

AC/DC



"For those about to rock, we salute you!". Há muito que os fãs dos AC/DC ansiavam por ouvir este grito de guerra ao vivo. Chegou o momento: dia 3 de Junho, Estádio Alvalade XXI, Lisboa. O novo álbum, "Black Ice", está no centro das atenções.
A fórmula repete-se. Não é preciso ser especialista em AC/DC para perceber que há mais semelhanças do que diferenças, por exemplo, entre o vídeo de "Rock ´n roll train" (o novo single) e o de "Thunderstruck" (do álbum "The Razors Edge", de 1990). Mas, no caso da banda australiana, é isso mesmo que interessa: exibir a virilidade do rock, disparar inconfundíveis "riffs" de guitarra e enaltecer a força de mais de 30 anos de vida na estrada. É por isso que o alinhamento não terá qualquer dificuldade em juntar os novos temas a clássicos como "Who made who", "You shook me all night long" ou "Highway to hell".

Dinheiro de Bruxelas


Coreia do Norte vai fazer lançamento simultâneo de mísseis

De acordo com a Yonhap, Pyongyang transferiu um míssil de longo alcance para uma plataforma de lançamento no litoral oeste do país. Outras fontes adiantaram que pelo menos três mísseis de médio alcance foram vistos na costa leste.
Os três ou quatro projécteis localizados no leste poderiam ser modelos Rodong de médio alcance, já testados anteriormente pela Coreia do Norte. A Coreia do Norte pode estar a preparar o lançamento simultâneo dos projécteis.
Um soldado americano confirmou que um míssil balístico intercontinental capaz de atingir os Estados Unidos está a ser preparado numa base na costa oeste.
Na Coreia do Sul, as tropas estão em alerta máximo, e um navio de alta velocidade, equipado com mísseis guiados, foi enviado à costa ocidental, onde Pyongyang fez exercícios anfíbios.
Em comunicado, a marinha sul-coreana afirmou que o navio está a preparar-se para «frustrar intenções provocatórias navais da Coreia do Norte e destruir o inimigo em caso de ameaças».
Seul também enviou barcos da guarda costeira para escoltar embarcações de pesca nas proximidades da ilha ocidental de Yeonpyeong.
Depois da condenação internacional ao lançamento de um míssil de longo alcance, em Abril passado, que a Coreia do Norte alegou ter sido realizado apenas para colocar um satélite em órbita, o país ameaçou testar a sua capacidade balística e advertiu sobre um segundo teste nuclear, que ocorreu a 25 de Maio. Desde então, outros projécteis foram lançados.
O Conselho de Segurança da ONU analisa a possibilidade de adoptar medidas punitivas às acções recentes de Pyongyang. No entanto, ainda há dúvidas sobre um consenso, já que os EUA e o Japão defendem novas sanções, enquanto a China e a Rússia têm sido mais moderadas.
SOL

Advogados lançam petição para afastar Marinho Pinto

Uma centena de advogados lançou uma petição para discutir a conduta e afastamento de Marinho Pinto. A petição lançada aos 26 mil inscritos na Ordem dos Advogados defende a renúncia do bastonário. Marinho Pinto diz que nenhuma petição o destituirá de bastonário da Ordem dos Advogados.

Outdoors cá do Jardim - Vital Moreira


A privatização do PREC


As acções do Sr. Silva

José Mario Branco

Desemprego aumenta na zona euro e Portugal acompanha

A taxa, a mais alta nos países da moeda única desde Setembro de 1999, saiu acima das previsões dos analistas consultados pela agência de informação Bloomberg, que apontavam em média para 9,1 por cento.
Em Portugal a taxa de desemprego calculada pelo gabinete de estatística europeu aumentou para 9,3 por cento, mais duas décimas do que no mês anterior, mantendo a tendência de subida iniciada em Novembro último.
Na União Europeia no seu conjunto, a taxa de desemprego fixou-se em Abril nos 8,6 por cento contra 8,4 por cento em Março.
Em Abril de 2008, as taxas de desemprego eram de 7,3 por cento na zona euro e de 6,8 por cento na UE-27.
De acordo com o Eurostat, 20,825 milhões de homens e mulheres estavam no desemprego em Abril de 2009 na UE-27, dos quais 14,579 milhões na zona euro. Face a Março, o número de desempregados aumentou em 556.000 na UE-27, e de 396.000 na zona euro.
Face a Abril de 2008, há mais 4,653 milhões de desempregados na UE-27 e 3,100 milhões na zona euro.
Entre os Estados-membros, as taxas de desemprego mais baixas foram registadas na Holanda (3,0 por cento) e na Áustria (4,2 por cento) e as mais elevadas em Espanha (18,1 por cento), na Letónia (17,4 por cento) e na Lituânia (16,8 por cento).
dn

Air France: Navios mercantes vão recolher destroços