terça-feira, 6 de outubro de 2009

domingo, 4 de outubro de 2009

Apresentamos-lhe Ardi, a nova mais antiga antepassada dos homens


Há muito, muito tempo, a região de Afar, no que é hoje a Etiópia, perto da actual aldeia de Aramis, 230 quilómetros a nordeste da capital Addis Abeba, era um autêntico paraíso. Uma paisagem de floresta esparsa, onde corriam cascatas de água doce, com zonas densamente arborizadas, mas também com grandes extensões de pradaria. Na floresta havia palmeiras, abundavam as figueiras e os lódãos. Era um mundo povoado de caracóis, mochos, papagaios e pavões – e ainda de ratos, morcegos, ouriços-cacheiros, hienas, ursos, porcos, rinocerontes, elefantes, girafas, macacos e antílopes. Também aí, entre os seus, vivia Ardi, uma fêmea de hominídeo primitivo. Pesava uns cinquenta quilos e media cerca de um metro e vinte. Vivia em grupo, criava os filhos e foi aí que morreu... há 4,4 milhões de anos.

O primeiro fragmento dos seus restos fossilizados – um molar – foi descoberto há 17 anos por Gen Suwa, da Universidade de Tóquio, e anunciado em 1994 na revista Nature. A seguir, entre 1994 e 1997, o resto do esqueleto (só parcialmente recuperado), em mau estado e muito fragilizado e disperso, com o crânio esmagado, foi minuciosamente libertado pelos paleontólogos dos sedimentos onde se encontrava prisioneiro. Mais de 125 fragmentos ósseos de Ardi foram assim postos a nu: crânio, dentes, braços, mãos, pélvis, pernas, pés. E também ossos de pelo menos mais 36 indivíduos da mesma espécie que esta fêmea de Ardipithecus ramidus, deste “símio do chão” (ardi, em Afar, significa “chão”). E ainda milhares de ossos de dezenas de animais e de plantas, que permitiram reconstituir, com um pormenor sem precedentes, o habitat de Ardi e dos seus congéneres.
A recuperação e a análise destes achados demorou 17 anos e centenas de pessoas participaram no projecto. E hoje, uma equipa multidisciplinar de 47 cientistas, oriundos de dez países, publica na revista Science nada menos do que 11 artigos descrevendo os resultados – alguns dos quais põem em causa ideias estabelecidas da história evolutiva dos grandes símios e dos homens.
Remontar às origens
A questão de saber como era o mais recente antepassado comum aos homens e aos grandes símios – e em particular aos chimpanzés, que são geneticamente os mais próximos de nós – é uma questão central da nossa história como espécie e prende-se com coisas como a origem do bipedismo, do crescimento espectacular do cérebro humano, etc. Pensa-se que esse antepassado terá vivido há seis ou mais milhões de anos – o que, diga-se já, exclui à partida a possibilidade de que os hominídeos da espécie Ardipithecus ramidus sejam esse antepassado comum, situados nessa bifurcação da árvore evolutiva dos primatas. Mas, mesmo assim, os autores do estudo concluem que Ardi deverá ter sido bastante parecida com esse misterioso antepassado comum – e com certeza mais parecida com ele do que Lucy, o célebre esqueleto fóssil de uma fêmea de Australopithecus afarensis, uma espécie de homens-símios totalmente bípedes, com um cérebro de pequenas dimensões, que viveu há 3,2 milhões de anos (mais de um milhão de anos depois de Ardi). Até ontem, Lucy, descoberta em 1974 não muito longe de donde foi agora descoberta Ardi, detinha oficialmente, com os seus congéneres, o título de mais antigo antepassado conhecido da espécie humana.
“Ardipithecus é uma forma não especializada que ainda não evoluiu muito em comparação com o Australopithecus”, diz num comunicado Tim White, da Universidade da Califórnia e um dos líderes da equipa de cientistas. “E quando olhamos para [Ardi] da cabeça aos pés, o que vemos é uma criatura-mosaico, que não é nem chimpanzé, nem humana.”
E é aí que começam as surpresas. Acontece que, até agora, os cientistas concordavam em dizer que os chimpanzés, os gorilas e os outros símios africanos modernos tinham conservado muitas das características físicas daquele último antepassado que partilharam com os humanos – ou seja, pensava-se que o antepassado em questão era muito mais parecido com um chimpanzé, ou com um gorila, do que com um homem. Por outras palavras ainda: enquanto nós tínhamos evoluído imenso desde aquela altura, tornando-nos muito diferentes daquele antepassado comum, os símios actuais tinham evoluído pouco desde então. Ardi vem precisamente pôr em causa essa concepção das coisas.
Pensava-se, por exemplo, que o antepassado comum aos homens e aos chimpanzés teria sido um ágil trepador, conseguindo pendurar-se nos ramos das árvores, baloiçar-se e saltar de árvore em árvore tal como os chimpanzés de hoje. E também que, tal como eles, caminhava apoiado nos nós dos dedos das mãos. Mas não foi nada disso que os investigadores descobriram ao examinarem Ardi. Como explica ainda o comunicado acima referido, quando se encontravam no chão, os hominídeos de Ardipithecus caminhavam erguidos, apoiados nas suas duas pernas (isto é sugerido pela anatomia dos pés). Uma outra ideia estabelecida pode, aliás, estar em causa aqui: a que supõe que o bipedismo dos hominídeos nasceu quando eles se lançaram para espaços mais abertos, para a savana e não quando ainda viviam na floresta. Os Ardipithecus eram “bípedes facultativos”, dizem os investigadores.
Um outro elemento surpreendente é que, conforme o que se pôde deduzir da morfologia dos dentes de Ardipithecus, este hominídeo tinha uma dieta diferente dos símios africanos actuais.
Por outro lado, Ardi não parece ter-se deslocado apoiando-se nos nós dos dedos das mãos (é o que indica a anatomia das mãos e dos pulsos, que não possuíam rigidez suficiente para isso). E também não parece ter passado muito tempo a baloiçar-se ou pendurada dos ramos das árvores. Pelo contrário, um dos artigos publicado na Science, dedicado às mãos de Ardi, qualifica-a mesmo de “trepadora prudente”, que subia às árvores, disso não há dúvidas, mas que se deslocava de gatas pelos ramos, ajudada pelo polegar oponível dos seus pés.
Se se confirmarem estes dados, isso significa, em particular, que os chimpanzés não são um bom modelo desse misterioso antepassado comum entre eles e nós – e que talvez um melhor modelo sejamos... nós próprios! É o que parece concluir no mesmo artigo sobre as mãos de Ardi a equipa de Owen Lovejoy, da Universidade Estadual do Ohio e também um dos principais investigadores. “Esta descoberta”, escrevem na Science, “põe um ponto final a anos de especulação sobre o decorrer da evolução humana. (...) Foram os símios africanos que evoluíram imenso desde os tempos do nosso último antepassado comum, não os humanos nem os seus antepassados hominídeos mais imediatos. As mãos dos primeiros hominídeos eram menos parecidas com as dos símios do que as nossas (....).”
Claro que nem todos os especialistas concordam com a interpretação dos achados e que alguns dos peritos interrogados por uma jornalista da Science, que acompanha a publicação dos resultados, permanecem cépticos. Mas todos acolheram com grande interesse os novos dados e acham que é agora que o debate vai começar.
publico

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Eu perguntava-me...


Eu perguntava-me...
O que dizer sobre a amizade?
E, então pensei em todos os meus amigos...
Eu pensei nas qualidades que os diferenciam, nessas coisas
que os fazem únicos e queridos...
Como aqueles que sendo tão diferentes nos entendem tanto...
Aqueles que nos ajudam nos momentos difíceis...
Aqueles que as vezes, nos deixam verdes...
Os engraçados
Os intelectuais
Os que nos cobrem de paz...
Os que nunca se animam...
Os que mimam...
Os que necessitam mimos...
Os originais...
Os que necessitam cuidados...
Os que são capazes de nos carregar seja qual for
nosso estado de ânimo...
Os que sempre estão atentos...
Os que só mostram uma pequena parte do que são.
Os que sempre conseguem o que querem...
Os insólitos!!!
Os corajosos...
Os que sempre estão dispostos a juntar-se para fazer algo...
Os que sempre tem uma notícia ou uma novidade para contar...
Os gritões...
Os que nos entram em casa a qualquer momento...
Os que parecem que não, mas..."estão ai..."
Os que nos fazem temer...
Os organizados...
Os "folgados" de sempre...
Os protetores...
Os de longe...
Os que não param de trabalhar...
Os que tem delirio de grandeza...
Os que sempre estão enrolados em algo...
Os que são capazes de fazer qualquer coisa para
não passarmos um mal momento...
E os que necessitam proteção...
Os brincalhões...
Os surpreendentes...
Os que caem em um momento errado...
Os que se juntam em um passeio...
Os que nos fazem rir a qualquer preço...
Os que são ternos...
Os que se escondem...
Os que, praticamente, são partes de um mesmo...
Os que sempre estão nos esperando...
A todos e a cada um deles...
OBRIGADA
A todos meus amigos
A todos
Mas a todosssssssss
Obrigado por andarmos juntos no caminho da vida.
Obrigado por estarem atentos sempre que necessito.
Obrigado por querer-me assim como sou...
Fazendo minha vida mais simples...
Iluminando cada momento

OBRIGADA.

Cartoon Elias o sem abrigo, de R. Reimão e Aníbal F


Um bebé nascido hoje tem boas hipóteses de chegar aos 100 anos



Mais de metade dos bebés que nascerem hoje podem chegar aos 100 anos. A previsão é de um estudo europeu publicado esta semana pela revista médica britânica “The Lancet”, baseado no progresso dos índices de qualidade de vida. Está previsto que as novas gerações, além de viverem mais, terá menos limitações físicas.


Durante o século XX, a maioria dos países observou aumentos significativos na esperança média de vida das populações, de cerca de 30 anos. Os índices de mortalidade em países com maior esperança média de vida, como o Japão, Suécia ou Espanha, sugerem que mesmo que não haja avanços no sistema de saúde, 75% dos bebés chegarão aos 75 anos.

Além disso há cada vez mais provas que sugerem que a proporção de idosos com alguma incapacidade que afecte as suas tarefas básicas quotidianas - como vestir, tomar banho, cozinhar ou apanhar um transporte público - é menor do que antigamente, esperando-se que continue a diminuir.

Uma pesquisa com pessoas com idades entre 110 e 119 anos indicou que, mesmo na idade avançada, 40% eram independentes ou precisavam de pouca ajuda para realizar actividades como comer, tomar banho ou trocar de roupa.

Na década de 50, as hipóteses de chegar aos 90 anos era de 15% entre mulheres e 12% entre homens. Em 2002, nos 30 países desenvolvidos, esses valores passaram para 37% e 25%, respectivamente.

Apesar de uma maior longevidade significar também uma maior incidência de cancro e doenças crónicas, também se verifica um diagnóstico cada vez mais precoce e um aumento de tratamentos médicos.

ionline

REFERENDO


Os irlandeses votam hoje um novo referendo sobre o Tratado de Lisboa. Se o SIM vencer, ganham os tecnocratas, os neo-liberais, a direita mais conservadora e todos aqueles que querem a subjugação dos países e seus povos ao capitalismo internacional.
Se vencer o NÃO, ganham os povos livres.

Se assim for (vencer o NÃO) que farão os defensores do sistema, que dirão todos aqueles que "comem" na gamela de Bruxelas.

•"TRATADO DE LISBOA"

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

O Sol Vermelho que nunca se pôs


A 1 de Outubro de 1949, no termo de uma guerra civil, Mao Tsé-Tung proclamou em Pequim, perante uma multidão entusiástica, o nascimento da República Popular da China. Seis décadas depois, os chineses terão algumas razões para celebrar a efeméride: Mao continua a ser o herói da pátria. Mas a China há muito deixou ficar para trás as prioridades estabelecidas pelo velho dirigente comunista e caminha na estrada da prosperidade.
Em 1981, cinco anos depois de Mao morrer, a China comunista acertou contas com o seu fundador. Uma declaração pública elogiou os seus feitos até 1957 e culpou-o pelo que correu mal desde então. A versão ainda hoje se mantém. Mao Tsé-Tung nasceu em 1893 numa China que estava a partir-se em bocados. A dinastia Qin entregara o pais à anarquia e as potências estrangeiras olhavam com cobiça para o velho Império do Meio. A nação precisava de um herói para se salvar. Mao assumiu esse papel. Com 13 anos, juntou-se aos revolucionários que lutavam contra os Qin. Duas décadas depois, tornou-se chefe dos camponeses que derrotaram os invasores japoneses e os nacionalistas do Kuomintang. Quando entrou em Pequim, há 60 anos, Mao anunciou que a nação se tinha "levantado". Com isso queria dizer que a China estava de novo unida.
Mao, a quem chamavam "o sol vermelho", orgulhava-se de dizer que era filho de um camponês. Mas a história é outra. O seu pai era dono de uma quinta na aldeia de Shaoshan e viva em desafogo. Mesmo contra a vontade do pai, Mao pôde ir para a escola e para a universidade, onde se fez professor. Ali começou a ler Marx e Lenine e tornou-se amigo de outros que como ele pensavam que o socialismo - na sua versão camponesa - era a solução para os problemas da China.
Para os que lhe davam ouvidos, Mao era um idealista que queria criar um mundo onde todos fossem iguais. Quando publicou o Livro Vermelho, começou a Revolução Cultural que inspirou a juventude chinesa. Mas depois da sua morte, a imagem mudou. Sabe-se hoje que, no poder, Mao causou a morte a milhões de pessoas. Muitos morreram com fome nos anos do Grande Salto em Frente, outros eram dissidentes que foram assassinados em purgas. O seu médico, Li Zhisui, contou que Mao não gostava de usar fatos e trabalhava na cama ou à beira da piscina. Jung Chang, autora de Mao - A História Desconhecida, escreveu que "Mao era o homem mais rico da China de Mao.".

Do casaco de Mao à gravata de Hu

Mao conquistou a China com um casaco verde de colarinho apertado e dois bolsos no peito. Nos primeiros anos da República, o casaco foi promovido a traje do partido e assim se manteve até ao final do século.
Quando subiu ao poder, em 2002, Hu Jintao atirou-o para o baú e vestiu os comunistas de fato e gravata. Num partido que faz segredo das suas mudanças, foi a moda que denunciou a revolução.
À primeira vista, o sistema político na China mudou muito pouco desde 1949: o Partido Comunista continua a ser uma organização paralela ao Estado dominado por oligarcas e que não tolera oposição. Mas se a estrutura do partido ficou congelada no tempo, os homens que nela se mexem têm pouco a ver com os primeiros comunistas revolucionários.
A nova geração de líderes é mais educada, o mérito e a competência contam para se chegar ao topo e o processo de decisão é hoje mais consultivo e descentralizado do que nunca.
O partido mudou para sobreviver à queda em dominó do comunismo, em 1989, que também ameaçou Pequim. Hu Jintao tem a receita para continuar a resistir: melhorar continuamente a qualidade de vida dos chineses. Como escreveu a revista Time, a China está a viver uma nova revolução: a das "expectativas".

População

Há razões para acreditar que a China se tornará no país mais poderoso do mundo. Uma é a sua população - 1,3 mil milhões de pessoas. Por cada dez homens no mundo, dois são chineses. Em 1949, a proporção era igual, mas os problemas demográficos não tinham comparação aos de hoje. A China é um país sobrepovoado. Usando a metáfora de Malthus, tem convidados a mais para os lugares à mesa. Para resolver o problema, em 1979, os comunistas proibiram os casais de ter mais do que um filho. A medida devia ser provisória, mas ainda hoje se mantém.


Turistas

Durante os seus primeiros anos, a República Popular da China esteve de portas fechadas ao resto do mundo. Os estrangeiros que entravam eram sobretudo diplomatas do bloco soviético. As coisas mudaram muito desde então. A China abriu-se ao mundo na década de 1970. Hoje milhões de turistas chegam ao país todos os anos. Muitos procuram os lugares emblemáticos da revolução como a aldeia de Shaoshan, onde Mao cresceu. O ponto alto aconteceu no Verão do ano passado quando Pequim acolheu os Jogos Olímpicos. Para o ano, Xangai organiza a Exposição Mundial


Reserva da moeda

Talvez mais do que "fábrica do mundo", a China é hoje o "banco do mundo". O milagre económico de Deng tornou o país no maior exportador mundial. Isso, aliado ao investimento externo, permitiu acumular uma quantidade extraordinária de moeda estrangeira. Nos seus cofres, Pequim tem dois biliões de dólares, a maior reserva do mundo. Nos últimos anos, a China passou também ela a investir. A África, rica em recursos naturais e esquecida pelo Ocidente, tem sido um dos alvos. Mas também os fundos de investimento dos EUA que tremeram com a crise.

Universitários

A educação das massas camponesas era um sonho de Mao que a China comunista partilhou. Em 60 anos, a Pequim alfabetizou quase toda a sua população. Hoje 206 milhões de crianças chinesas vão à escola e 20 milhões de jovens estão nas universidades do país, que dá sinais de querer fugir à armadilha da mão-de-obra barata. Além desses, há 300 mil chineses em universidades estrangeiras. O desafio de Pequim é fazê-los regressar e convencer os cérebros, que formou, a não fugirem para países onde lhes paguem melhor.


2009 : Hu Jintao, Um comunista para o que for preciso

Quando, no primeiro dia de Outubro de 1949, Mao apareceu na Cidade Proibida, no topo da Praça Tiananmen, a anunciar o início da República Popular da China, Hu Jintao tinha sete anos e andava na escola da cidade de Taizhou, a mais de mil quilómetros de Xangai. Filho de mercadores abastados, o rapaz tinha tudo para se tornar uma vitima da revolução e das purgas dos fanáticos maoistas que estavam para vir. Mas o cauteloso Hu soube trocar as voltas à história. Hoje, 60 anos depois de Mao conquistar Pequim, ele é o homem que governa a velha-nova China.
Hu tornou-se o rosto da quarta geração de líderes comunistas chineses quando sucedeu a Jiang Zemin, em 2002. Sete anos no poder não deixaram cair a máscara que esconde este chinês, um comunista engravatado que gosta de dançar e jogar ténis de mesa, a acreditar numa linha que foi apagada da sua biografia oficial. Em China's New Rulers - The Secret Files, (um guia sobre a liderança chinesa) Hu é retratado apenas no seu lado político: um governante cauteloso "que cita Confúncio" e um perfeito militante "que irá para onde for destacado e fará o que for preciso" - e, por isso, chegará ao topo da hierarquia política do Estado chinês.
Hu entrou para o Partido Comunista em 1966, quando estava a terminar o curso em engenharia hidroeléctrica, numa prestigiada universidade de Pequim, e a China respirava a Revolução Cultural. Trazia o Livro Vermelho debaixo do braço. Cumprindo os ensinamentos de Mao, que mandava os jovens educados dessa época para as zonas mais pobres e remotas do país, Hu começou trabalhar na província de Gansu.
Em 1982, chegou a Pequim onde caiu nas boas graças do liberal Hu Yaobang. Quando fez 42 anos, foi nomeado secretário do partido em Guizhou. Seis anos depois seria enviado ao Tibete para reprimir, sem piedade, a vaga de protestos dos monges budistas. Uma acção que lhe abriu as portas da Comissão Permanente do partido em Pequim. Iniciava assim o percurso pelas altas esferas do poder. Hu foi o homem do consenso em tempos contraditórios. Ou não fosse ele o Presidente da moderna China.


Militares

Pequim vestiu-se de vermelho e preparou uma parada militar para impressionar hoje o mundo, nos seus 60 anos. Pela primeira vez em dez anos, 5 500 soldados vão desfilar pela Avenida da Paz Celestial e mostrar o seu moderno arsenal. O 'filme' terá poucas semelhanças com a da entrada de Mao na capital à frente de um exército de um milhão de camponeses. Rodeada de inimigos, a China comunista fez da modernização militar uma missão. Em 1964, testou a sua bomba nuclear. Hoje tem o maior exército do mundo.



PIB per capita

Se Mao pudesse voltar à vida, nem que fosse por um dia, ficaria desiludido ao ver o resultado da sua revolução. É verdade que a China é mais rica do que alguma vez foi durante o maoísmo. O PIB 'per capita' atingiu os 2770 dólares e #37 multinacionais chinesas estão no top 500 da revista Fortune. Mas o milagre económico chinês ainda não chegou a todos. O fosso entre ricos e pobres é maior do que nunca. Perto de 207 milhões de chineses vivem com menos de 85 cêntimos por dia. Durante o Grande Salto em Frente, em 1958, milhões de chineses morreram de fome. Mao fazia questão de notar que a morte não discriminava ninguém...



Esperança de vida

Um bebé nascido no ano zero da China de Mao tinha à sua espera uma vida de fome, guerra e doença, que devia terminar por volta dos 36 anos. Um bebé que nasça na China de hoje pode contar com uma vida bem menos dura e fazer planos para os próximos 73 anos. Em seis décadas, mais do que duplicou a esperança média de vida dos chineses. O feito foi conseguido à custa do milagre económico, mas não só. Para os novos líderes comunistas, a saúde da população tornou-se uma prioridade. Um sinal de empenho foi dado com a resposta ao surto de pneumonia atípica em 2003.

Peso PIB Mundial

A acreditar nas contas do professor Angus Maddison, há 60 anos a China produzia perto de 4 % da riqueza do mundo. Hoje, o número andará perto dos 16%, embora esse seja assunto de discussão. Mais certo é que a China é a terceira maior economia do mundo, que em 2010 vai ultrapassar o Japão e no final da década estará a par dos EUA. Mas em tudo isto, Mao tem muito pouco de que se orgulhar. O milagre económico chinês foi um feito do seu sucessor, Deng Xiaoping, o reformista que ao comunismo juntou alguma dose de capitalismo.
dn

DIA MUNDIAL da MÚSICA - 1 OUT.

"Porque a Música penetra mais fundo na alma humana." PLATÃO

2 Milhões de história humana desenvolveram olhos com pálpebras, mas ouvidos sempre abertos. É o primeiro dos sentidos que desenvolvemos, pois ao 3.º mês de concepção já o bebé tem o seu aparelho auditivo acabado. É pelos ouvidos que tomamos o primeiro contacto com o mundo exterior, e é pelos ouvidos que se conhecem pai e mãe com as vozes que inundam o caldo do ventre materno. A poesia dos sons embala-nos desde o berço, amniótico ou de palhinha, seja por caixas de música electrónicas, ou pela voz emocionada de mães e avós.
Não importa procurar definir o que é, porque para cada um de nós a Música é sempre alguma coisa. Diferente dum esquimó para um filarmónico português, é certo, mas permitindo a comunicação entre cristão e muçulmanos, africanos e americanos, profissionais e amadores, crianças e avós. Mesmo em povos para os quais não existe a palavra Música, e são muitos, tal é o lugar indissociável que tem nas funções que lhes dão o nome, estrutura muitos dos rituais comunitários e atravessa todo o sistema educativo. Porquê educar pela e com a Música? Platão, muito antes de qualquer técnica de marketing ou investigação musicoterapeutica, responde de forma simples: Porque a Música penetra mais fundo na alma humana.
Porque muito antes de os homens organizarem os sons, os sons organizaram os homens.
Hoje, não deixe de ouvir um tema musical que lhe seja particularmente querido. Mas não o faça colocando o CD e lendo o jornal ou fazendo o jantar. Sente-se só para ouvir. E se tiver coragem, o melhor mesmo é cantar uma canção. Para si ou para quem lhe estiver mais próximo.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Mafalda, a contestatária, faz 45 anos

Mafalda, a personagem de banda desenhada que o argentino Quino idealizou para um anúncio a electrodomésticos, transformou-se numa das mais improváveis e divertidas comentadoras políticas da actualidade mundial nos anos 1960. Celebra hoje 45 anos

"iPhone" pode vir a ser retirado do mercado europeu



A Comissão Europeia avisou a Apple, fabricante do "iPhone", que, caso se prove que o aparelho é um perigo para a saúde, o retirará do mercado.
A Comissão pediu explicações à empresa relativamente aos casos de aparelhos que terão explodido recentemente. A Apple negou sempre e atribui alguns dos problemas a "mau uso".
Meglena Kuneva, comissária para os consumidores citada pelo Diário Económico, refere que a Comissão tem de "estar 100% certa de que o produto é perigoso", mas que, se tal se provar e "se for necessário", não hesitará em retirá-lo do mercado europeu.
No entanto, o comissariado para os consumidores salientou o facto de não existirem, até à data, provas de que os "iPhones" representam um perigo para a saúde dos seus utilizadores.
"Estamos em contacto com as autoridades nacionais e o fabricante e esperamos as respostas para tirar conclusões", explicou Meglena Kuneva.
Vários foram os casos registados um pouco por toda a Europa de aparelhos da Apple a "explodir". Em Julho, o ecrã do "iPhone" de Rolland Caufman, um octogenário francês, partiu subitamente, uma semana depois da compra do aparelho.
Vários grupos de defesa dos consumidores na Europa estavam já a investigar os casos denunciados.
dn

Cuidado. A sua identidade pode estar à venda no mercado negro da internet


Kashima Brown estava em casa, na Califórnia, quando recebeu o telefonema de um amigo. "O que é que te aconteceu?!", perguntava ele, preocupado, depois de ter recebido um email urgente a dizer que estava perdida e precisava de dois mil dólares para regressar a casa.

Surpreendida, Kashima negou que estivesse em apuros e considerou que tinha sido alvo de uma brincadeira. Uns minutos mais tarde, outro amigo telefonou com a mesma pergunta, e outro ainda pouco tempo depois. Mas Kashima só ficou verdadeiramente alerta quando a Western Union lhe ligou a confirmar uma transferência de dez mil dólares para uma conta no estrangeiro. Estava a ser vítima de um ataque de cibercriminosos, que roubaram todas as informações da sua conta PayPal depois de Kashima ter caído num esquema de phishing.
"Nunca tinha ouvido falar de phishing e recebi um email da PayPal a dizer que era preciso confirmar alguns dados. Nem hesitei, carreguei no link e fiz o que pediam." Kashima Brown, que trabalha como analista em São Francisco, escapou por muito pouco ao roubo de identidade de que foi alvo. Mas esta não é a regra, é a excepção: de acordo com os especialistas em segurança da Symantec, empresa que fabrica o software Norton, uma em cada cinco pessoas serão alvo de cibercrime. Muitas delas vão perder milhares de euros e podem até ficar endividadas para o resto da vida. E como funciona o cibercrime? O que a polícia descobriu nos últimos dois anos é, no mínimo, assustador.
Mercado negro Existe uma economia paralela de piratas, que funciona na internet e que muitos especialistas e agentes da autoridade desconheciam até há pouco tempo. Nestes mercados negros virtuais, há gangues organizados que compram e vendem cartões de crédito, endereços de email, contas bancárias e até identidades completas em modo grossista - isto é, em pacotes. Cartões de crédito e credenciais de contas bancárias são os maiores alvos. E agora até estão na moda as promoções. Por exemplo: "Oferta especial! Receba um cartão de chamadas grátis por cada pacote de identidades comprado!"
Con Mallon, director de produtos de consumo da Symantec, explica que os anúncios e contactos são feitos em salas de chat ultraprivadas, de muito difícil acesso, e há mesmo brokers (corretores) que medeiam a aquisição e o pagamento - normalmente em equivalentes de dinheiro.
Os hackers dão pontuação uns aos outros e constroem um sistema de reputação semelhante ao do eBay, pelo que não é fácil para um agente da polícia infiltrar--se no sistema. Além disso, os membros dos gangues estão espalhados por todo o mundo e fazem as transacções em países sem legislação para a internet ou com enquadramento penal frágil. Há pouco tempo, um pirata que estava perto de ser acusado candidatou-se às eleições para o parlamento ucraniano e conseguiu ser eleito. Dessa maneira ganhou imunidade parlamentar.
Já os preços dos itens roubados variam muito, conforme a reputação do hacker e a quantidade de elementos conseguidos. Se for um cartão de crédito normal, vale apenas 0,10 euros. Se for um cartão de crédito com ccv, aquele código de segurança inscrito na parte de trás, pode custar até 30 euros. Uma conta bancária chega aos 700 euros. Se for uma identidade completa, estamos a falar de mais de 1000 euros.
Segundo as contas dos especialistas, só os cartões de crédito roubados que estão à venda no mercado negro valem 3,6 mil milhões de euros. Mas, apesar de já ser uma actividade mais lucrativa que o tráfico de droga, há muito menos hipóteses de que estes criminosos venham a ser apanhados e condenados. Recentemente, as autoridades conseguiram desmantelar e fechar dois mercados negros, o "Dark Market" e o "Shadow Crew". No entanto, os especialistas sabem que é difícil evitar que surjam outros, tal é o apelo do cibercrime.
Perfil do cibercriminoso Esqueça o génio informático solitário que se divertia a entrar em sistemas de alta segurança e a escrever vírus de disseminação mundial nos anos 90. Nos últimos cinco anos, apareceram cibercriminosos completamente diferentes. São mais velhos, têm estudos e estão organizados em células, um pouco à semelhança da organização terrorista Al-Qaeda. Uma vez que há kits de pirataria à venda na internet, nem sequer precisam de entender muito de informática. Por exemplo, um pacote para gravar todas as teclas que a vítima usa (e assim determinar códigos e palavras-passe) custa apenas 20 dólares (13,6 euros). "O pirata é apenas um elemento técnico da organização criminosa", explica ao i Sergio Staro, comissário da divisão de crime informático da Polícia Italiana, para quem é necessária a criação de uma força internacional dedicada em exclusivo ao cibercrime. Já Vincent Weafer, responsável de desen-volvimento na Symantec, alerta para a importância de educar os cibernautas. A empresa está a lançar uma série de iniciativas para promover o novo software Norton 2010, com uma abordagem radicalmente diferente das anteriores, e com uma campanha educativa associada: ter atenção aos links em emails e no messenger, cuidado ao descarregar programas, desconfiar de desconhecidos nas redes sociais, fazer back-up da informação. Sabia que nove em cada dez emails em todo o mundo são fraudulentos? As hipóteses de cair num esquema são demasiado elevadas para não prestar atenção.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Cartoon


Sócrates e PS. Reféns dos favores de um Parlamento de combate





Ao fim de quatro anos e meio, o "animal feroz" vai dar lugar ao "português suave". A nova geografia parlamentar anulou a maioria absoluta do Partido Socialista e José Sócrates vai ter de saber conjugar verbos pouco ouvidos desde 2005: ceder, negociar, dialogar. Ou, como disse ontem Manuel Alegre, "o novo parlamento vai exigir outro talento político [ao poder executivo]".

Por quanto tempo? Dois anos? Quatro anos? Essa é a grande incógnita. Contudo, por agora, há pelo menos uma certeza: à espera de Sócrates vai estar um parlamento com renovados poderes fiscalizadores e capacidade de influência. Miguel Morgado, doutorado em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, explica porquê: "Olhamos para a nova configuração da Assembleia da República e vemos um CDS reforçado e um Bloco de Esquerda reforçado. E tanto à esquerda como à direita, ninguém vai fazer favores ao PS. É um Parlamento com mais influência, sobretudo para vetar as iniciativas do governo."
Encurralado, Sócrates olha para a direita e vê uma maioria PSD-CDS: 99 deputados, ou 78 mais 21 respectivamente.
À esquerda estão forças que durante a campanha se mostraram pouco disponíveis para ajudar o PS. E sabem que se o fizerem podem pagar um elevado preço político. Por isso, a grande questão é saber o que é que Sócrates vai fazer para passar no Parlamento legislação crucial. "Acredito que Sócrates vai arriscar tudo e não vai fazer coligações com nenhum partido, apostando antes em acordos pontuais", prevê Morgado.
As eleições reequilibraram as relações de força no Parlamento e consagraram o CDS como terceira força política nacional, com o melhor resultado desde 1985. Com perto de 600 mil votos, os populares elegeram deputados na maioria dos círculos e conseguiram até um mandato na Madeira. No lado oposto do arco parlamentar, o Bloco de Esquerda cumpriu todos os objectivos - só não conseguiu ser a terceira força - e dobrou a representação parlamentar: de oito para 16 mandatos. Más notícias para Sócrates? "Há um enorme reforço do grupo parlamentar do Bloco de Esquerda. E, apesar da vitória pessoal de José Sócrates, o BE vai aumentar a pressão sobre a coesão interna dos socialistas", vaticina Morgado. Com menos razões para comemorar ficou Jerónimo de Sousa. Embora o PS tenha perdido a maioria absoluta e a CDU até tenha crescido em número de votos (mais 14 mil sufrágios), a aliança entre comunistas e verdes passa a ser a última força parlamentar.
Num parlamento que se adivinha "de combate", destaque para o regresso de Ribeiro e Castro e a entrada de Assunção Cristas. Reforços para uma bancada que perdeu, para a Europa, Diogo Feio e Nuno Melo. Nas fileiras do PSD perdeu-se Pedro Santana Lopes e Paulo Rangel. Mas Manuela Ferreira Leite já disse que fica e vai ter a companhia de Deus Pinheiro, Pacheco Pereira, Couto dos Santos e Maria José Nogueira Pinto.
Pesos pesados para um parlamento de vida curta? A primeira prova é a apresentação do Programa de Governo e do Orçamento do Estado. Aí Sócrates saberá com o que pode contar. Para já, fica com a certeza de que a Assembleia não pode ser dissolvida nos primeiros seis meses de vida (até Abril de 2010), nem nos últimos seis meses do mandato de Cavaco Silva (Setembro de 2010 e Março de 2011).
Na agenda socialista, o semestre que corre de Abril a Setembro de 2010 está sublinhado a vermelho: é aí que o Parlamento pode cair.

O que acontece quando um girassol fuma 97 cigarros


A lei que proíbe o fumo em espaços públicos fechados entrou esta semana em vigor em São Paulo, no Brasil.

Como em Portugal, a contestação seguiu-se à entrada em vigor da lei. Para contra-atacar, um movimento anti-tabaco resolveu fazer esta experiencia, em que dois girassóis são submetidos a condições de luz e humidade idênticas, mas apenas um deles é exposto ao fumo de cem cigarros. A planta morreu ao 97º cigarro.ionline

Contra a crise: formar, formar!


É público: Portugal está em recessão económica. Convenhamos que não é novidade para ninguém e que até os tarólogos de fim-de-semana conseguiram antever esta situação. De facto, a crise norte-americana do subprime teve consequências globais e afectou toda a economia mundial.
A grande questão neste momento é saber quando chega a retoma. Por um lado, os mais optimistas crêem que vai surgir no final deste ano. Por outro lado, os cépticos dizem que estas previsões são utópicas e que ainda vai haver mais uma quebra da economia – em Setembro – e que o mundo só vai começar a recuperar em 2011.

Insiro-me no primeiro grupo e quero acreditar que a recuperação já está à vista. Lamentações nunca ajudaram um barco a chegar a bom porto. Só com trabalho, espírito construtivo e conhecimento se conseguem atingir objectivos. Sejam eles colectivos ou individuais
Enquanto não conseguimos atracar em porto seguro – leia-se, estabilidade económica – há que apostar na valorização e qualificação profissional.
Em alturas de crise, como a que vivemos actualmente, as organizações dividem-se em duas categorias: as que privilegiam uma estratégia de curto prazo, funcionam muito numa lógica de presente e tendem a cortar em tudo o que são despesas relacionadas com recursos humanos, incluindo formação; e as que vêem os colaboradores como o activo mais importante e a saída para a crise, apostando na qualifi- cação para ultrapassar as adversidades.
A história dá razão aos segundos. É, justamente, em alturas de crise que as empresas devem apostar na formação e valorização dos profissionais. Se os colaboradores souberem gerir eficazmente o tempo, estiverem qualificados para resolver conflitos de forma assertiva e melhor trabalhar em equipa, por exemplo, com certeza que a produtividade vai aumentar e os resultados corporativos vão ser melhores.
Tudo depende, portanto, do líder que está à frente dos destinos da empresa. Mas não só. Actualmente, os profissionais individuais estão conscientes da importância da formação para se diferenciarem eficazmente num mercado de trabalho cada vez mais agressivo.
O mundo profissional é uma luta constante e só os que privilegiam a valorização pessoal conseguem actualizar conhecimentos e manter-se competitivos.
Estudar, trabalhar e investigar parecem ser, assim, as soluções para a crise actual. Quer seja numa lógica colectiva, quer seja numa perspectiva individual.A palavra de ordem é mesmo Formação. Para bem de todos e para bem do país: contra a crise, formar, formar! Porque ‘Novas Oportunidades’ devem ter todos. Independentemente do regime de trabalho, função ou sector.
sol

Green Day

Os Green Day estão de regresso aos palcos portugueses, para um concerto a 28 de Setembro, no Pavilhão Atlântico (Lisboa). O regresso tarda, mas promete ser em grande. Primeiro, porque a banda californiana promete três horas de música. Depois, porque está num momento de particular boa forma, como atesta o novo "21st Century Breakdown".

Estamos bem longe da ingenuidade de "39/Smooth", o primeiro disco que assinaram, em 1990, e do seu sucessor, "Kerplunk" (1992). A actual fase também contrasta com o tom comercial de "Dookie" (1994), que teve o dom de os catapultar para a fama global graças a temas como "Basket case" ou "When I come around". Com "Insomniac" (1995) as vendas afrouxaram, mas cresceu a agressividade dos temas, que seria devidamente orientada para "Nimrod" (1997).
Em 2000, chegava "Warning", um disco que exibia uma veia mais politizada. Desde esse ano que Portugal não via a banda de Billie Joe Armstrong, Tré Cool e Mike Dirnt. Seguiu-se "American Idiot" (2004), um álbum com potencial para ser transformado numa ópera punk-rock com um olhar muito crítico sobre os usos e costumes da sociedade americana. Neste "21st Century Breakdown", optaram novamente por escrever canções unidas por um fio condutor. Mais do que isso, produziram uma verdadeira narrativa musical (está até dividida em actos) que conta a história de dois jovens: Christian e Gloria. E, mais uma vez, a crítica rendeu-se-lhes.
Foram estas as várias etapas de um crescimento que tanto nos aproximou como afastou da banda, sem nunca nos deixar sair do seu coração: o punk-rock. Hoje, os Green Day são uma das mais respeitadas bandas do género. Parafraseando a "Rolling Stone", os "pirralhos" dos anos 90 não só cresceram, como surpreendem a cada momento. E, como sublinha a revista, nem precisavam de se esforçar tanto porque, na verdade, não têm competição.

domingo, 27 de setembro de 2009

Borlas da semana: Dia da Música, aulas de dança e muito mais!


Graças ao Dia da Música, muitas são as actividades, a custo zero, que celebram esta data. Mas, ao longo da semana de 28 de Setembro a 4 de Outubro, escape.pt descobriu muitos locais onde aprender e divertir-se, sozinho, a dois ou em família, sem gastar um cêntimo de 28 de Setembro a 4 de Outubro. Divirta-se sem se preocupar com o peso da carteira!
Dia da Música no Porto

A Música vai sair à rua, passear por praças, jardins e avenidas, por iniciativa da Casa da Música. Estão agendadas, além de actuações em espaços públicos, verdadeiros concertos nos autocarros dos STCP. Caleidoscópio de estilos musicais, o Dia Mundial da Música 2009 ficará definitivamente marcado pela formação de um grande grupo de saxofonistas composto por músicos profissionais e amadores, alunos e professores.

Música nas Praças de Lisboa

Para assinalar o Dia Mundial da Música, vai poder assistir a diversos concertos da Orquestra Metropolitana de Lisboa em várias praças da Baixa-Chiado (Largo do Carmo, Largo do S. Carlos, Pátio Siza Vieira, Ruínas do Carmo e Largo Duque do Cadaval). Ao longo do dia é possível assistir a recitais e actuações de coros, orquestras e diversas formações musicais. Consulte o programa completo da iniciativa Música nas Praças.

Ecos do Órgão

No dia 1 de Outubro, no âmbito da iniciativa Ecos do Órgão vai poder assistir a diversos concertos, todos com início às 21h00, nomeadamente, na Capela do Mosteiro de Jesus, em Aveiro, na Igreja do Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, na Igreja do Convento de Santa Maria de Semide, em Miranda do Corvo, e na Capela do Santuário de Nossa Senhora da Esperança, em Sátão. No Teatro-cine de Pombal, actua a Banda Nova de Fermentelos.

Carlos do Carmo em Viana do Alentejo

Segunda-feira, dia 28 de Setembro, pelas 22h00, Carlos do Carmo actua na tenda de espectáculos da Feira d'Aires, em Viana do Alentejo.

Scalabis Urbe em Santarém

A zona histórica de Santarém recebe, de 25 de Setembro a 4 de Outubro, a segunda edição do Scalabis Urbe. Trata-se de uma iniciativa interactiva e aberta à participação de toda a sociedade que contempla workshops, conferências, showcases, concertos, demonstrações, espectáculos, instalações de arte, exposições, entre outras actividades. Consulte toda a programação do Festival Scalabis Urbe.

Aulas de Dança

Em Lisboa, mais precisamente, na Fórum Dança, na LX Factory (Alcântara) decorrem entre dia 28 de Setembro e dia 3 de Outubro, aulas de dança gratuitas. Trata-se de uma semana experimental, para futuros cursos de dança criativa, dança contemporânea, ballet, pilates e barra de chão.

Vinhos do Alentejo no Casino Estoril

Se quer saber mais sobre vinhos, os especialistas convidados pela organização de Vinhos do Alentejo no Casino Estoril dão dicas para se tornar um verdadeiro conhecedor. Sexta-feira, dia 2 de Outubro, no Lounge Alentejo, decorre, pelas 16h30, a acção Brancos Aromáticos, com Manuel Moreira., segue-se Boas Compras para o dia-a-dia, pelas 19h30, com Manuel Moreira. Sábado, dia 3 de Outubro, decorrem as acções Tintos Jovens, pelas 16h30, com Manuel Moreira, seguindo-se Rosés a experimentar, pelas 19h30.

Festival do Chícharo

A Câmara de Alvaiázere promove entre os dias 3 e 5 de Outubro mais uma edição do Festival Gastronómico do Chícharo, um certame terá como ingrediente principal esta peculiar leguminosa. Para além da gastronomia, o festival conta com um vasto conjunto de mostras de artesanato, jogos tradicionais e oficinas, bem como as emblemáticas arruadas e passeios de burro. Outras actividades passam pelo teatro e por concertos de Rita Red Shoes, Olive Tree Dance e Farra Fanfarra. Todas actividades são grátis.

Casa das Histórias de Paula Rêgo

Pode visitar a Casa das Histórias de Paula Rêgo, entre as 10h00 às 22h00. Na Casa das Histórias, em Cascais, habitam 121 obras, entre as quais 16 da famosa pintora e algumas peças do marido, Victor Willing.

Mercadinho de Outono em Cacela Velha

O Mercadinho de Outono decorre em Cacela Velha, no domingo, dia 4 de Outubro, entre as 10h30 e as 17h30. Dedicado ao Outono, o mercadinho contempla, artesanato, produtos reciclados, bijutaria, produtos de design, flores, animação de rua e como vem sendo tradição, um espaço para "trocas e baldrocas" que pode ser utilizado para a venda ou troca de trapos, discos ou livros.

Feira Medieval em S. Silvestre

Em S. Silvestre, concelho de Coimbra, decorre nos dias 3 e 4 de Outubro, uma feira medievla. O recinto da feira será animado por música medieval, almoço e jantar medieval, animação teatral, espectáculos de demonstração de águias (dia 4, às 14h00 e às 19h00), apresentação de histórias tradicionais infanto-juvenis musicadas, um cortejo real, espectáculos de música medieval, danças e lutas da época medieval.

Casulo das Histórias em Bragança

No Centro de Ciência Viva de Bragança, realiza-se no dia 4 de Outubro, a iniciativa Casulo das Histórias, vocacionada para crianças dos 4 aos 10 anos. A actividade começa às 15h00, no auditório da Casa da Seda, e os participantes vão conhecer diversas histórias com muita ciência.

Ecstasy e Viagra invadem noite dos jovens


Na noite dos jovens há uma nova moda: os cocktails bombásticos de ecstasy e Viagra.
Cada vez mais, os jovens usam drogas recreativas na noite. A mistura de ecstasy e Viagra já é banal.

Nos últimos anos, foram publicados inúmeros estudos sobre o consumo de Viagra entre uma população cada vez mais jovem, que toma o famoso comprimido azul associado a outro tipo de drogas para fins exclusivamente recreativos. Todos eles alertam para o perigo associado ao seu uso sistemático, pois pode causar danos irreversíveis no sistema límbico e provocar impotência .expresso

Em terra de cegos...


A campanha eleitoral burguesa chegou ao fim. As hostes do sistema instalado grunhiu palavreado a granel, alguns, os mais espertos, colavam-se na procura de tacho, os menos, sempre na peugada do “chefe” e na procura infinita do mesmo (tacho), lá iam aparecendo, algo envergonhados, mas sempre imbuídos do mesmo propósito, o beija-mão constante. Foi vê-los de bandeira em punho, sorridentes e felizes sempre na esperança dum qualquer lugarzito numa qualquer empresa pública, ou, quem sabe, num lugar mais destacado pela estranja.
O Povo (o mais politizado!!!!sic), lá se vai dando ao “trabalho” de a troco de uns almocitos, ou uma ou outra passeata, (ambas à borla já se vê, pois a “crise” é basta e não toca a todos), lá vai “alimentando” o sistema e de quem vive à sua custa.
O restante Povo (o menos politizado!!!!sic), assiste impávido e nem sempre sereno a todo este melancial de gestos, tiques, arrogância, estupidez, aldrabices, intolerância, prepotência, demagogia, incoerência, etc., esperando pela oportunidade de construir um verdadeiro país de pessoas livres e independentes, o que para alguns (os mais politizados), é uma utopia (será que sabem a significado da palavra?).Enquanto se mantiver todo este matrix, em que o Homem é dominado pelas máquinas partidárias, pelos mídia que tresandam a lavagem de dinheiro e pelos chico-espertos, nunca será Livre. Para o ser, temos de ser unidos e corajosos, acreditar-mos em nós e não em vendedores de sonhos ou quimeras douradas.