sábado, 12 de dezembro de 2009

Prémio Pessoa: Júri destaca "figura ética"



A "postura humanística de defesa do diálogo e da tolerância" a sua voz no "combate à exlusão" e o seu empenho na "intervenção social da Igreja" valeram a D. Manuel Clemente, bispo do Porto, o Prémio Pessoa 2009, no valor de 60 mil euros.


Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri do Prémio - uma iniciativa do Expresso com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos - sublinhou a importância destas características do premiado, tendo em conta o momento particularmente difícil que vive Portugal e o Mundo. "Não fomos indeferentes às dificuldades nacionais e mundiais que vivemos e o papel de destaque de uma personalidade que é uma referência ética e com grande intervenção social", disse ao Expresso, recusando, porém, que este tenha sido o Prémio mais político alguma vez atribuído por este júri.

Mário Soares, outro dos jurados do Pessoa, assumiu publicamente o seu apreço por D. Manuel Clemente. "Toda a gente sane qie sou agnóstico. Mas não tive a menor dúvida em votar a favor desta deliberação", disse aos jornalistas, sublinhando a relevância de um homem de "grande compreensão e abertura de espírito. É um homem de diálogo", disse o antigo Presidente da República e fundador do Partido Socialista. "O bispo do Porto é uma figura relevante, independentemente do facto de ser bispo", conclui.

Pinto Balsemão assumiu ainda que uma parte significativa dos membros do júri não tem qualquer posição religiosa - "quatro ou cinco declaram ser agnósticos" - o que "demonstra a grande abertura deste Prémio Pessoa e a ausência de qualquer faccionismo".

No comunicado final, lido esta manhã em Seteais, os membros do júri do Prémio Pessoa destacaram ainda a publicação, no corrente ano, de duas obras de carácter historiográfico por parte de D- Manuel Clemente. "Um só propósito" e "Portugal e os Portugueses" foram as obras citadas.
expresso
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