quarta-feira, 29 de julho de 2009

Satélite lançado com ajuda de engenheiros portugueses

O DEIMOS-1 vai "fotografar" todo o país, permitindo detectar e acompanhar a evolução de incêndios florestais e cheias no país.
Construído com a ajuda de engenheiros portugueses da empresa Deimos Engenharia, o DEIMOS1 pesa cerca de 100 quilos e deverá estar no espaço durante os próximos cinco ou seis anos.
"Equipado com três câmaras ópticas, que se assemelham às vulgares máquinas fotográficas digitais", o satélite vai armazenar e transmitir dados essenciais para desenvolver aplicações e serviços nas áreas da monitorização do ambiente e recursos naturais.
Nuno Ávila, da empresa portuguesa Deimos Engenheria, apontou algumas das funcionalidades do satélite: "permite saber qual a taxa de crescimento das plantas, controlar pragas, conhecer o teor de nutrientes no solo, fazer inventários florestais, conhecer a regeneração de uma zona vítima de uma catástrofe natural, entre muitas outras coisas".
Ao cobrir todo o território português fornecendo imagens actualizadas de três em três dias, o satélite vai permitir ainda "detectar e seguir a evolução de umas cheias ou de um incêndio", acrescentou o director da empresa.
Mas o grosso do trabalho da equipa de engenheiros portugueses "ainda está para começar", quando se começar a processar parte das imagens que chegam do satélite, a uma altura de 686 quilómetros.
Segundo a empresa portuguesa com sede em Lisboa, o primeiro centro DEIMOS para processamento, arquivo e distribuição de dados vai ser criado na Universidade de Valladolid, ao qual se seguirão outros, nomeadamente na Deimos Engenharia, em Portugal.
"Problemas técnicos" levaram a adiar para hoje às 19:45 (hora de Lisboa) o lançamento do DEIMOS-1, que estava marcado para dia 25 de Julho a partir do Cosmódromo de Baikonur.
dn
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